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Negociações de cessar-fogo em Gaza são retomadas em Doha, mas não se espera “nenhum avanço” | Notícias de Gaza

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Doha, Catar – O chefe da espionagem israelense do Mossad e o diretor da CIA viajaram para a capital do Catar, Doha, para participar das primeiras conversações de alto nível desde o fracasso dos esforços de cessar-fogo destinados a acabar com a guerra em Gaza, em agosto.

Espera-se que David Barnea e William Burns se encontrem com o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, para tentar relançar as negociações após o assassinato do chefe do Hamas, Yahya Sinwar, em 16 de outubro.

As famílias dos cativos levados de Israel para Gaza também exerceram pressão sobre o governo israelita para assinar um acordo para garantir a libertação dos seus familiares.

Quase 100 cativos ainda permanecem em Gaza, já que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou as negociações e intensificou as operações militares. Ele enfrentou meses de protestos exigindo um acordo para trazer de volta os cativos.

No domingo, manifestantes israelenses o interrompeugritando “que vergonha”, enquanto discursava em um memorial às vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023. Pelo menos 1.100 pessoas foram mortas nos ataques liderados pelo Hamas.

O primeiro-ministro do Qatar disse que o seu país “reengajou-se” recentemente com os líderes do Hamas em Doha desde que Sinwar foi morto. Israel também matou o principal negociador do Hamas, Ismail Haniyeh, em julho, enquanto ele visitava Teerã.

As negociações de trégua foram repetidamente interrompidas ao longo de mais de um ano de guerra, que matou quase 43 mil palestinos.

O Hamas tem procurado um cessar-fogo permanente e quer a retirada das forças israelitas como parte de qualquer acordo. Mas Netanyahu quer o controlo militar sobre partes de Gaza.

“Enquanto Israel mantiver a sua definição de sucesso, não haverá libertação pacífica de reféns”, disse Sultan Barakat, professor de políticas públicas na Universidade Hamad Bin Khalifa da Fundação Qatar e professor honorário da Universidade de York.

“A calibração cuidadosa, infelizmente, direcionou-se para evitar a propagação de um conflito regional como resultado do confronto entre Israel e o Irão e não para acabar com o genocídio.”

‘Não estou pronto para fazer quaisquer concessões’

No domingo, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, disse que as operações militares por si só não são suficientes para atingir os objetivos de guerra do país.

“Para cumprir o nosso dever moral e ético de devolver os reféns às suas casas, são necessários compromissos dolorosos”, disse ele numa cerimónia de Estado para homenagear os soldados mortos no conflito.

De acordo com os meios de comunicação israelitas, Barnea, o chefe da Mossad, está a viajar com um compromisso de “boa vontade”, mas carece de um mandato relativamente a uma mudança no estado da tomada israelita dos Corredores Philadelphi e Netzarim em Gaza. Netanyahu quer o controlo destes dois corredores – o Philadelphi, na fronteira com o Egipto, e o Netzarim, que divide o norte e o sul de Gaza.

Fontes do Hamas disseram que as suas exigências são firmes para uma retirada completa dos militares israelitas de toda a Faixa de Gaza, a libertação dos prisioneiros palestinianos presos em Israel, a entrega de ajuda a toda Gaza e o fim da guerra.

Luciano Zaccara, professor associado adjunto da Universidade de Georgetown, no Catar, disse que não está “otimista quanto a um avanço”.

“Mesmo que a delegação israelita esteja aqui, eles atacaram o Irão. Portanto, parece que eles não estão prontos para fazer quaisquer concessões a nenhum dos seus inimigos. Israel decidiu pressionar por uma solução militar definitiva contra o Hamas”, disse ele à Al Jazeera.

O Egipto e o Qatar têm mediado entre Israel e o Hamas, o que levou ao único avanço em Novembro, quando um acordo de troca de prisioneiros levou à libertação de cerca de 100 prisioneiros israelitas em troca de cerca de 240 prisioneiros palestinianos.

Analistas disseram acreditar que esta rodada de negociações provavelmente resultará em um padrão de espera poucos dias antes das eleições nos EUA.

Além de um plano muito alardeado revelado pelo Presidente dos EUA, Joe Biden, em Maio, está também a ser discutida outra proposta que inclui um cessar-fogo temporário e entregas de ajuda em troca da libertação de vários prisioneiros israelitas em Gaza.

Ronen Bar, chefe do serviço de segurança interna Shin Bet de Israel, já foi ao Cairo para discutir a proposta com autoridades egípcias na semana passada.

O Egito propôs no domingo um cessar-fogo de dois dias em Gaza que implicaria uma troca de quatro cativos israelenses por alguns prisioneiros palestinos.

O presidente Abdel Fattah el-Sisi disse no domingo que as negociações deveriam ser retomadas dentro de 10 dias após a implementação do cessar-fogo temporário para tentar chegar a um cessar-fogo permanente.

‘Um exercício de relações públicas’

O novo chefe do Serviço Geral de Inteligência do Egito, Hassan Mahmoud Rashad, já se reuniu com o vice-chefe do Hamas, Khalil al-Hayya, no Cairo.

Antes das negociações, já havia oposição do Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e do Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. Os líderes da extrema direita consideraram as propostas temporárias como “um presente para o Hamas enquanto Israel está em alta”.

Mas há apoiantes da proposta, uma vez que os combates se arrastam há mais de um ano e a pressão das famílias dos cativos está a aumentar.

Entre os proponentes de um acordo para libertar alguns cativos estão Gallant, a ministra dos Transportes, Miri Regev, o ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, e o vice-primeiro-ministro Yariv Levin.

De acordo com responsáveis ​​do Hamas que visitaram Moscovo recentemente, se for alcançado um acordo, dois prisioneiros israelitas com dupla cidadania russa estariam entre os primeiros a serem libertados. Mas tudo depende da vontade de Israel de parar temporariamente o seu ataque.

É muito provável que a situação no Líbano após as incursões e bombardeamentos israelitas também venha à tona, mas estão a ser realizadas conversações separadas para pôr fim a esse conflito. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, encontrou-se com o primeiro-ministro libanês em exercício, Najib Mikati, em Londres, na sexta-feira, e pediu a proteção das vidas de civis, mas não chegou a pedir explicitamente um cessar-fogo. Ele enfatizou a obtenção de entendimentos sobre o desarmamento do Hezbollah.

De acordo com a mídia israelense, o chefe do Mossad já disse esta semana ao chefe da CIA que qualquer acordo de cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano também deve incluir um acordo para a libertação de cativos em Gaza.

Noureddine Miladi, professor de mídia e comunicação na Universidade do Qatar, disse que é improvável que as negociações atuais, seja no Qatar ou no Cairo, conduzam a quaisquer resultados tangíveis.

“Na minha opinião, é principalmente um exercício de relações públicas sem resultados substanciais para aliviar a situação dos palestinos ou levar à libertação de reféns”, disse ele à Al Jazeera.

“Todos esses exercícios de discurso para exibição são absurdos. As coisas no terreno estão a caminhar numa só direcção: o controlo total de Gaza por parte de Israel e o estabelecimento de colonatos” no território palestiniano.



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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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