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Netanyahu e Putin têm ordem de prisão do TPI; entenda – 11/03/2025 – Mundo
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O Tribunal Penal Internacional já emitiu ordens de prisão a outros chefes de Estado além de Rodrigo Duterte, ex-presidente das Filipinas preso nesta terça-feira (11). O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também foram alvos da corte. Entenda os processos e como funciona o TPI.
QUANDO O TPI FOI CRIADO E POR QUÊ?
Criado em 2002, o TPI foi estabelecido para julgar crimes de guerra, genocídio, crimes contra a humanidade e agressão, quando os estados membros não estão dispostos a fazê-lo ou não são capazes. A Corte de Haia pode processar crimes cometidos por cidadãos de estados membros ou ocorridos em seus territórios. Atualmente, possui 125 membros e um orçamento de cerca de € 195 milhões (R$ 1,1 bilhão) para 2025.
O QUE O TPI ESTÁ INVESTIGANDO?
O TPI atualmente conduz investigações em locais como os territórios palestinos, Ucrânia, Uganda, República Democrática do Congo, Quênia, Venezuela, Mianmar e Filipinas. Até agora, registrou 32 casos, alguns com múltiplos suspeitos, e emitiu pelo menos 60 mandados de prisão.
QUANTAS PESSOAS O TRIBUNAL CONDENOU?
Juízes do TPI emitiram 11 condenações e quatro absolvições. Vinte e uma pessoas foram detidas no centro de detenção da Corte em Haia e compareceram perante o tribunal, e 31 pessoas continuam foragidas. As acusações foram retiradas contra sete pessoas após suas mortes.
Das 11 condenações, apenas seis foram por crimes de guerra e contra a humanidade. As demais foram por crimes como obstrução de testemunhas. Os seis homens condenados eram líderes de milícias africanas da República Democrática do Congo, Mali e Uganda. As penas variaram de nove a 30 anos de prisão. A pena máxima é prisão perpétua.
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QUEM ESTÁ NA LISTA DE MANDADOS DE PRISÃO DO TRIBUNAL?
As autoridades das Filipinas disseram que prenderam Duterte com base em um mandado do TPI, mas o próprio tribunal ainda não confirmou o mandado.
Em 2018, o ex-presidente filipino anunciou a retirada do país do TPI após o tribunal iniciar uma investigação sobre assassinatos de traficantes sob seu governo. Dois anos após a saída ser concluída, juízes autorizaram uma investigação completa sobre crimes contra a humanidade ocorridos enquanto as Filipinas ainda eram membro do tribunal.
Outros suspeitos notáveis do TPI são Netanyahu, acusado de ser criminalmente responsável por atos como assassinato, perseguição e uso de fome como arma de guerra no conflito da Faixa de Gaza, e Putin, acusado do crime de guerra de deportar ilegalmente centenas de crianças da Ucrânia.
Tanto Israel quanto a Rússia negaram repetidamente que suas forças tenham cometido atrocidades em Gaza e na Ucrânia, respectivamente, e argumentaram que o TPI não tem jurisdição sobre eles.
Nos últimos meses, o procurador do TPI também solicitou mandados de prisão para líderes seniores do Afeganistão e de Mianmar, mas esses ainda não foram oficialmente aprovados pelos juízes.
QUAIS PAÍSES NÃO SÃO MEMBROS DO TPI?
Embora o tribunal seja apoiado por muitos membros das Nações Unidas e pela União Europeia, outros países como Estados Unidos, China e Rússia não são membros, argumentando que o TPI poderia ser usado para processos politicamente motivados.
Mianmar não é membro do tribunal, mas em 2018 e 2019 juízes decidiram que o tribunal tinha jurisdição sobre alegados crimes transfronteiriços que ocorreram parcialmente no vizinho Bangladesh, membro do TPI, como deportação e perseguição, e disseram que os promotores poderiam abrir uma investigação formal.
Israel não é membro do tribunal e não reconhece sua jurisdição, mas os territórios palestinos foram admitidos como estado membro do TPI em 2015. Isso, juntamente com uma decisão dos juízes, significa que o tribunal pode examinar possíveis crimes de guerra cometidos por combatentes do Hamas em Israel e por israelenses na Faixa de Gaza.
As Filipinas não são atualmente membros do TPI, mas foram membros entre 2011 e 2019, quando a retirada unilateral de Duterte se tornou final. Sob o Estatuto de Roma de 1998, mesmo que um estado se retire como membro, ele mantém jurisdição sobre crimes dentro de sua jurisdição cometidos durante o período de adesão.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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