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Nº 2 da CPI das Bets pede que PGR investigue suspe…

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Ricardo Chapola

Vice-presidente da CPI das Bets, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (16) uma representação na qual pede que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue suspeitas da existência de um suposto esquema de achaque a empresários do ramo de apostas que estão na mira da comissão, conforme revelado por VEJA na semana passada. A reportagem mostrou que integrantes da CPI fizeram chegar à presidência do Senado denúncias já em posse da Polícia Federal (PF) de que Silvio Assis, um conhecido lobista de Brasília, estaria extorquindo os donos das casas de apostas em parceria com alguns parlamentares.

Um dos senadores que levaram a informação ao presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD), foi Ciro Nogueira, suplente na CPI. Ele relatou a Pacheco suspeitas de que Assis, usando do argumento de ter boa relação com alguns congressistas, teria pedido 40 milhões de reais  a um empresário do setor para evitar que ele fosse convocado a prestar depoimento na CPI. O lobista, que já chegou a ser preso pela PF em 2018, negou qualquer envolvimento com o caso. “Isso é uma falácia”, afirmou.

“Os potenciais fatos relatados, em razão de sua inequívoca gravidade, merecem uma investigação imediata por parte desta PGR, de sorte que, caso confirmados, sejam adotadas as providências necessárias para a responsabilização dos agentes – públicos e privados – supostamente envoldidos”, escreveu Vieira no documento.

Na representação, o vice-presidente da comissão sustenta que, se a investigação confirmar as acusações, os agentes privados envolvidos no esquema poderão responder pelo crime de extorsão. “Exigir o pagamento de quantias vultosas para evitar que empresários sejam convocados a prestar depoimento em CPI é conduta apta a configurar aludido crime”, escreveu. Se a PGR comprovar a participação de entes públicos, diz o parlamentar, esses políticos poderão responder pelos crimes de extorsão e cometimento de improbidade administrativa.

Começo do fim

Após ter tido ciência das denúncias e em resposta às suspeitas do esquema de achaque, Rodrigo Pacheco sinalizou a membros da CPI que ajudaria em uma articulação cujo objetivo será encerrar os trabalhos do colegiado antes da data prevista. A comissão foi instalada em novembro e tem prazo para funcionar até abril do ano que vem.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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