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No Estreito de Taiwan, porta-aviões destacado pela China no dia seguinte a novas manobras

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Num contexto de pressão militar exercida por Pequim sobre a ilha, as autoridades taiwanesas declararam estar a monitorizar, na quarta-feira, 23 de outubro, a passagem de um porta-aviões chinês no Estreito de Taiwan, epicentro das tensões bilaterais. O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, anunciou que o porta-aviões Liaoning estava cruzando o estreito. “Estamos monitorando-o de perto”disse ele aos jornalistas.

Esta passagem surge uma semana depois de grandes manobras militares de cerco organizadas pela China em torno do território insular, envolvendo vários navios de guerra e um número recorde de aviões. Também ocorre um dia após os exercícios liderados por Pequim, incluindo disparos de munição real, perto da costa chinesa, no Estreito de Taiwan – que separa a ilha da China continental.

As relações entre Pequim e Taipei têm sido execráveis ​​desde 2016 e a chegada como presidente taiwanesa de Tsai Ing-wen, e então de seu sucessor, Lai Ching-te, em 2024. A China tem acusado regularmente os dois de quererem ampliar a separação cultural entre a ilha e o continente. Em resposta, Pequim reforçou notavelmente a sua actividade militar em torno do território e aumentou os exercícios militares no estreito.

“As táticas de Pequim para reforçar a sua intimidação”

Meados de outubro, Pequim organizou notavelmente manobras em grande escala com um número recorde de aviões e navios militaresalguns dias depois do Dia Nacional de Taiwan. O Liaoning, o porta-aviões mais antigo da China, navegou nesta ocasião em águas próximas da ilha de Yonaguni, no sul do Japão, a leste de Taiwan, e dele decolaram aviões, segundo o vice-secretário-geral do governo japonês, Kazuhiko Aoki. De acordo com Jiang Hsin-biao, especialista militar do Instituto de Pesquisa de Defesa e Segurança Nacional de Taiwan, o navio parece agora estar retornando ao porto de Qingdao, no leste da China, para “reabastecer e receber a manutenção necessária”.

Desde que os comunistas tomaram o poder em Pequim em 1949 e a fuga do governo nacionalista chinês para Taiwan, o estreito separou politicamente esta ilha de 23 milhões de habitantes, agora governada democraticamente, da República Popular da China. A China considera a ilha como uma das suas províncias, que ainda não conseguiu reunificar com o resto do seu território desde o fim da guerra civil chinesa em 1949. Diz que é a favor da reunificação pacífica, mas lembrou na semana passada que não o faria. desistir ” Nunca “ a opção de “uso da força” se necessário.

Questionado na quarta-feira durante uma coletiva de imprensa regular sobre a passagem de Liaoning, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, fingiu estar surpreso com a pergunta. “Taiwan é um território chinês. O facto de um porta-aviões chinês navegar no seu próprio território e nas suas águas territoriais é completamente normal”.ele declarou. “Não importa o que as autoridades taiwanesas digam ou façam, elas não podem mudar o facto de que ambos os lados do Estreito de Taiwan pertencem a uma só China, nem podem mudar a tendência de que Taiwan será e deverá ser unificada”.ele enfatizou.

Enquanto a China conduzia novos exercícios na terça-feira fora da ilha com munições reais, Taipei considerou este último um dos “As táticas de Pequim para reforçar a sua intimidação” no Estreito de Taiwan. O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, descreveu-os como um “ameaça que mina a paz e a estabilidade regional”.

No fim de semana, um navio de guerra americano e outro canadense cruzaram o Estreito de Taiwan como parte de passagens regulares realizadas por Washington e seus aliados para, segundo eles, fortalecer seu status como hidrovia internacional. Pequim condenou esta passagem, dizendo que perturbava “paz e estabilidade através do Estreito de Taiwan”.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes O presidente taiwanês corre o risco de um discurso firme contra a China

O mundo com AFP

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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