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No julgamento do assassinato de Samuel Paty, diretor do colégio relata a “fatwa” que levou à decapitação do professor
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2 anos atrásem
Quando ela caminhou em direção ao banco das testemunhas com seu olhar determinado, sua saia preta reta e sua jaqueta cinza com cotoveleiras, terça-feira, 12 de novembro, imediatamente entendemos que o depoimento de Audrey F., a diretora da escola de Samuel Paty, seria seja sóbrio e metódico. E que o seu testemunho seria extremamente valioso para a compreensão da espiral infernal que levou ao assassinato do professor de história e geografia em 16 de outubro de 2020.
Precioso, antes de tudo, porque ao contrário de Samuel Paty, que nunca teve a oportunidade de conhecer seus acusadores, Audrey F. conheceu os dois homens na origem do “ fatwa ”, estas são as suas palavras, que levaram à sua decapitação. Preciosa também porque tomou nota de todos os acontecimentos ocorridos durante os dez dias que antecederam a sua morte.
Tudo começou no dia 7 de outubro de 2020, quando a diretora decidiu sancionar uma estudante, Z., com dois dias de exclusão por “ incivilidade ” e ” ausências » repetido. Sanção sem relação com o curso ministrado na véspera por Samuel Paty, do qual Z. também esteve ausente. Mas não foi isso que a estudante disse aos seus pais: ela disse-lhes que enfrentou a professora, que alegadamente pediu aos estudantes muçulmanos que abandonassem a aula antes de projectar imagens do profeta”. não ».
“Se fôssemos judeus…”
Na manhã seguinte, a diretora fica sabendo que o pai da estudante, Brahim Chnina, está esperando em frente ao estabelecimento para conhecê-la e que está acompanhado por um segundo homem. Ela concorda em recebê-los em seu escritório para“acalmar a situação”. O segundo homem, Abdelhakim Sefrioui, um velho mochileiro do ativismo islâmico, apresenta-se como “responsável pelos imãs da França”o que não é.
A mil quilómetros de uma conversa banal com o pai de um estudante chateado ao saber que a sua filha foi sancionada, ou mesmo discriminada, a entrevista imediatamente gira em torno da questão da blasfémia: “É o Sr. Sefrioui quem assumirá a liderança. Ele se recusa a permitir que um “bandido” use a liberdade de expressão para mostrar uma caricatura do profeta, o que ele chama de “ofensiva ao sagrado”, e me pede diversas vezes para demitir esse “bandido”…”
O principal tenta trazer os dois homens de volta ao bom senso e “ reorientar » o debate sobre aquilo de que a jovem é realmente acusada. “O Sr. Sefrioui recua por um momento. Tenho a impressão de que ele percebe que a exclusão nada tem a ver com o rumo do senhor Paty. Mas não vai durar… Ele ameaça voltar com “muçulmanos” para se manifestarem diante do establishment. Tento recuperar o controle com o Sr. Chnina, oferecendo-me para vir no dia seguinte para encontrar o Sr. Paty. Ele me disse que não tem como ele ficar cara a cara com esse “bandido”…”
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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