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No julgamento do assassinato de Samuel Paty, o argumento inflexível de um acusado ao afirmar sua inocência
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2 anos atrásem
Dos oito acusados no julgamento pelo assassinato de Samuel Paty, Azim Epsirkhanov é sem dúvida um dos menos suspeitos de nutrir simpatias islâmicas. No entanto, ele é um dos que enfrenta a pena mais pesada: prisão perpétua por “cumplicidade em assassinato terrorista”. Este jovem checheno de 23 anos é acusado de ter ajudado, sem sucesso, o assassino (o seu amigo de infância Abdoullakh Anzorov) a obter uma arma de fogo e de o ter acompanhado na compra de uma faca, um dia antes do ataque.
Ele foi o primeiro, quarta-feira, 20 de novembro, décimo segundo dia de audiência, a ser questionado sobre o mérito da causa. Sujeito ao fogo contínuo de perguntas do tribunal, do Ministério Público, dos advogados das partes civis e da defesa durante quase dez horas, o jovem, de queixo erguido e palavras tão elegantes quanto seu terno azul meia-noite, continua repetindo o que diz desde que foi espontaneamente à delegacia na noite do ataque, 16 de outubro de 2020: ele sabia nada dos desígnios criminosos de seu amigo.
Desde o início do julgamento, Azim Epsirkhanov foi retratado exatamente como o oposto de Abdullakh Anzorov. Os dois amigos têm em comum o facto de serem refugiados chechenos, mas a comparação termina aí. O primeiro parecia estar perfeitamente integradointeligente e ambicioso, não radicalizado, pouco praticante, enquanto o assassino era tão violento quanto rigoroso religiosamente. E perguntámo-nos por que é que este rapaz com um futuro brilhante se teria tornado cúmplice, no início da sua vida adulta, num ataque jihadista.
“Arma, faca, alerta!” »
Mas os fatos estão aí. Na véspera do ataque, Abdoullakh Anzorov, que vivia em Evreux, foi de carro com outro amigo, Naïm Boudaoud, a Rouen, para pedir a Azim Epsirkhanov que perguntasse ao primo se este tinha uma pistola para lhe vender. Azim Epsirkhanov foi então ter com o seu primo, que lhe disse que não tinha nenhum, e os três amigos tiveram então “baleado no carro”, “comi no McDonald’s”antes de finalmente ir a uma cutelaria comprar uma faca para Anzorov.
Seguro dos seus factos e conhecendo perfeitamente o seu caso, o arguido tem explicação para tudo. A busca pela arma? Ele acreditava que seu amigo queria adquirir um meio de se defender, poucas semanas após o assassinato de um jovem checheno por um ” Preto » de um bando considerado violento, uma tragédia que desencadeou uma onda de paranóia na comunidade chechena de Evreux. A faca? Anzorov disse a ele que queria fazer ” presente “ para seu avô.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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