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No julgamento do assassinato de Samuel Paty, o argumento inflexível de um acusado ao afirmar sua inocência

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Em frente ao tribunal onde decorre o julgamento de oito pessoas acusadas de terem participado na decapitação de Samuel Paty, no tribunal, em Paris, 4 de novembro de 2024.

Dos oito acusados ​​no julgamento pelo assassinato de Samuel Paty, Azim Epsirkhanov é sem dúvida um dos menos suspeitos de nutrir simpatias islâmicas. No entanto, ele é um dos que enfrenta a pena mais pesada: prisão perpétua por “cumplicidade em assassinato terrorista”. Este jovem checheno de 23 anos é acusado de ter ajudado, sem sucesso, o assassino (o seu amigo de infância Abdoullakh Anzorov) a obter uma arma de fogo e de o ter acompanhado na compra de uma faca, um dia antes do ataque.

Ele foi o primeiro, quarta-feira, 20 de novembro, décimo segundo dia de audiência, a ser questionado sobre o mérito da causa. Sujeito ao fogo contínuo de perguntas do tribunal, do Ministério Público, dos advogados das partes civis e da defesa durante quase dez horas, o jovem, de queixo erguido e palavras tão elegantes quanto seu terno azul meia-noite, continua repetindo o que diz desde que foi espontaneamente à delegacia na noite do ataque, 16 de outubro de 2020: ele sabia nada dos desígnios criminosos de seu amigo.

Desde o início do julgamento, Azim Epsirkhanov foi retratado exatamente como o oposto de Abdullakh Anzorov. Os dois amigos têm em comum o facto de serem refugiados chechenos, mas a comparação termina aí. O primeiro parecia estar perfeitamente integradointeligente e ambicioso, não radicalizado, pouco praticante, enquanto o assassino era tão violento quanto rigoroso religiosamente. E perguntámo-nos por que é que este rapaz com um futuro brilhante se teria tornado cúmplice, no início da sua vida adulta, num ataque jihadista.

“Arma, faca, alerta!” »

Mas os fatos estão aí. Na véspera do ataque, Abdoullakh Anzorov, que vivia em Evreux, foi de carro com outro amigo, Naïm Boudaoud, a Rouen, para pedir a Azim Epsirkhanov que perguntasse ao primo se este tinha uma pistola para lhe vender. Azim Epsirkhanov foi então ter com o seu primo, que lhe disse que não tinha nenhum, e os três amigos tiveram então “baleado no carro”, “comi no McDonald’s”antes de finalmente ir a uma cutelaria comprar uma faca para Anzorov.

Seguro dos seus factos e conhecendo perfeitamente o seu caso, o arguido tem explicação para tudo. A busca pela arma? Ele acreditava que seu amigo queria adquirir um meio de se defender, poucas semanas após o assassinato de um jovem checheno por um ” Preto » de um bando considerado violento, uma tragédia que desencadeou uma onda de paranóia na comunidade chechena de Evreux. A faca? Anzorov disse a ele que queria fazer ” presente “ para seu avô.

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Reitora visita obra da passarela do curso de Medicina Veterinária — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, visitou, nesta quinta-feira, 6, a fase final da obra da passarela do curso de Medicina Veterinária, no campus-sede. A estrutura liga a Clínica de Medicina Veterinária ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) e deve ser entregue em duas semanas.

Segundo Guida, a construção da passarela atende a uma antiga reivindicação dos estudantes e integra os compromissos assumidos pela gestão. “Em breve estará pronta, em torno de duas semanas, e esse será mais um legado da nossa gestão”, afirmou. A reitora também agradeceu à equipe pelo trabalho, dedicação e compromisso ao longo dos últimos oito anos.

Além da passarela de Medicina Veterinária, a obra do novo Colégio de Aplicação da Ufac também está em fase de conclusão e deve ser entregue em breve.
Participaram da visita pró-reitores e membros da administração superior da Ufac.

 



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Ufac entrega equipamentos para rede wi-fi do campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou, na terça-feira, 4, a entrega dos equipamentos que compõem a primeira fase da implantação da rede wi-fi do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul.  O investimento inicial de R$ 553 mil também contempla a internet sem fio no novo Colégio de Aplicação (CAp), conforme licitação que totaliza R$ 2,47 milhões para renovação completa da infraestrutura da universidade.

Durante a cerimônia, foram apresentados os equipamentos, entre eles, access points com tecnologia wi-fi 7, fontes injetoras PoE e a controladora de rede responsável pelo gerenciamento do sistema. A iniciativa integra o plano institucional de modernização da infraestrutura de tecnologia da informação e tem como objetivo substituir integralmente a atual rede sem fio, que já não atende às crescentes demandas acadêmicas e administrativas da universidade.

 



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Projeto de implantação de unidades rurais seleciona produtores — Universidade Federal do Acre

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O projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, lançado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, em 3 de julho, está em execução e selecionou os produtores que serão parceiros e atuarão como agentes multiplicadores de tecnologias em comunidades rurais do Acre.

Os produtores selecionados estão presentes em oito municípios do Acre: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Senador Guiomard e Xapuri. O objetivo do projeto é conectar ensino, pesquisa e extensão, formando servidores, alunos e produtores rurais. Sua metodologia se baseia na construção participativa de unidades demonstrativas, internacionalmente conhecidas como “on farm demonstration”.

Orçado em R$ 5,7 milhões e executado em parceria com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, o projeto investirá parte do recurso para melhorias de laboratórios e unidades de ensino da universidade, como o Ufac Leite e o Horto das Plantas Alimentícias Não Convencionais, os quais atendem as comunidades interna e externa.

Outra parte do recurso será aplicada em propriedades rurais, fomentando unidades de referência em produção, com técnicas sustentáveis, como integração entre produção animal e produção vegetal, recuperação de solos degradados, manejo integrado de pragas e doenças, agregação de valor, manejo do uso da água e adoção de rotação e consórcio de plantas. O projeto também custeará contratação de técnicos extensionistas para trabalho nas comunidades envolvidas.

No final do projeto, estudantes, produtores e técnicos farão visitas de campo para observação das tecnologias construídas. No 9º Interpet Ufac-2026, ocorrido em 16 e 17 de julho, no campus-sede, reunindo Programas de Educação Tutorial (PETs) da Ufac, a coordenadora do projeto, professora Marilene Santos, apresentou-o na palestra de abertura do evento.

“Foi uma oportunidade para dar transparência ao uso do recurso público e, mais ainda, de evidenciar os parceiros do projeto [Secretarias de Agricultura Municipais e o Incra], a pluralidade e o protagonismo feminino presentes, os planejamentos participativos adotados, a logística desafiadora e a participação e alunos de graduação e pós-graduação”, disse Marilene.

Idealização do projeto

O projeto foi idealizado e escrito por uma equipe multidisciplinar/interdisciplinar, com experiência em projetos socioambientais e agricultura familiar, a qual também atua em dois programas de pós-graduação da Ufac. A equipe é composta por servidores com atuação acadêmica destacada na aprovação de projetos em chamadas públicas nacionais (CNPq, Capes, Finep), publicação de artigos científicos, registro de patentes, condução de orientações e aplicação de políticas sociais. A equipe conta com um bolsista de produtividade do CNPq e com profissionais formados em Agronomia, Nutrição, Medicina Veterinária, Serviço Social e Administração.

 



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