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NY começa a cobrar pedágio urbano para entrar em Manhattan – 06/01/2025 – Mundo
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Tracey Tully, Ana Ley
O plano de Nova York de cobrar US$ 9 (cerca de R$ 55) da maioria dos motoristas para circular nos distritos comerciais congestionados de Manhattan entrou em vigor após superar um obstáculo crucial, quando um juiz federal negou o pedido de emergência da vizinha Nova Jersey para interromper o novo programa.
Desde domingo (5), a maior parte dos veículos que entrarem em Manhattan ao sul da Rua 60 durante o horário de pico vão ter de pagar uma taxa de US$ 9. Espera-se que o pedágio urbano ajude a gerar US$ 15 bilhões (R$ 92 bilhões) para pagar por reparos e melhorias essenciais no sistema de transporte público da cidade e para melhorar o tráfego nos subúrbios de Nova York.
Randy Mastro, advogado que trabalha em Nova York e representa Nova Jersey em sua ação judicial contra o programa de pedágio, disse que pretendia recorrer da decisão judicial.
“Respeitosamente discordamos da decisão do tribunal de não interromper o programa de pedágio por congestionamento de Nova York antes de entrar em vigor no domingo”, disse Mastro. “Continuaremos lutando pelo povo de Nova Jersey buscando alívio emergencial da Corte de Apelações do 3º Circuito.”
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O programa de pedágio por congestionamento de Nova York será semelhante aos sistemas usados em Londres, Estocolmo e Singapura para reduzir o trânsito, as emissões de veículos que contribuem para o aquecimento global e gerar receita. O programa será o primeiro do tipo nos EUA e sofreu atrasos por causa das contestações na Justiça.
Em junho, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, uma democrata, interrompeu abruptamente o início do programa de pedágio. Ela o ressuscitou logo após as eleições de novembro, mas reduziu a taxa para a maioria dos veículos de US$ 15 (R$ 92) para US$ 9.
A ação judicial de Nova Jersey era considerada o obstáculo mais representativo para a implementação dos novos pedágios antes que o presidente eleito Donald Trump, que prometeu acabar com o programa, assuma o cargo em 20 de janeiro.
No entanto, o juiz federal que supervisiona o caso, Leo M. Gordon, resolveu em grande parte o problema de Nova York quando decidiu no dia 30 que a alegação de Nova Jersey não era forte o suficiente para ele anular o programa completamente.
Gordon ordenou que autoridades federais que aprovaram o programa de pedágio em 2023 fornecessem informações adicionais sobre maneiras de amenizar os possíveis riscos ambientais para as comunidades mais próximas das travessias da ponte e túnel do rio Hudson, muito utilizadas por Nova Jersey.
A população de Nova Jersey interpretou o pedido de Gordon por ações adicionais como uma vitória parcial e, na véspera de Ano-Novo, pediram a ele para bloquear o início do programa pelo menos até que a análise adicional fosse concluída.
Na sexta passada, após uma audiência prolongada em Newark, Nova Jersey, Gordon recusou. A sessão judicial incluiu horas de reuniões a portas fechadas entre o juiz e advogados.
Quando Gordon voltou ao banco para ler sua decisão, não ofereceu explicação para as discussões privadas e não respondeu a perguntas da mídia relacionadas às partes não públicas da audiência.
Na parte da sessão judicial que não foi realizada a portas fechadas, o juiz fez uma série de perguntas legais pontuais, interrogando advogados da MTA (agência governamental que supervisiona o transporte público na área metropolitana de Nova York), do governo federal e do estado de Nova Jersey sobre se seu pedido de mais informações sobre medidas corretivas ambientais automaticamente exigia um atraso no início do programa de pedágio.
Mastro, o advogado que representa Nova Jersey, argumentou que sim; advogados da MTA e do governo federal disseram que não havia precedente legal exigindo a interrupção do início no domingo.
Dezenas de repórteres e ativistas ambientais lotaram a sala do tribunal do quarto andar à medida que a discussão se tornava animada.
“Isso é um ultraje e você precisa parar agora”, disse Mastro sobre o potencial de poluição adicional no Condado de Bergen, Nova Jersey, perto da ponte George Washington.
Um advogado do Departamento de Justiça, Gregory Cumming, afirmou categoricamente que “o estado está errado quanto à lei e aos fatos.”
Em determinado momento, quando Mastro levantou a mão para fazer um ponto após seu tempo ter expirado, o juiz o repreendeu rapidamente. “Não”, disse Gordon. “Você já teve sua vez. Não.”
Contestações legais provavelmente continuarão, e é possível que um tribunal federal suspenda o programa mesmo depois de iniciado.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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