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O ataque da Autoridade Palestina a Jenin apela aos interesses israelenses e ocidentais | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Beirute, Líbano – A Autoridade Palestiniana (AP) está a reprimir os grupos armados no campo de refugiados de Jenin, no que os especialistas dizem ser uma tentativa de restaurar a sua autoridade limitada na Cisjordânia ocupada e persuadir o novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pode ser uma segurança útil. parceiro.
No entanto, a repressão mereceu a condenação de muitos palestinianos, especialmente depois do assassinato, no sábado à noite, da jornalista Shatha Sabbagh, de 21 anos, que fazia reportagens a partir de Jenin e cuja família disse que ela foi morta por tiros da AP.
Desde o início dos ataques da AP, eles têm sido criticados por servirem os interesses de Israel em vez de apoiarem a luta palestiniana pela liberdade e autodeterminação.
“Ao longo dos últimos anos, a AP perdeu o controlo sobre a Cisjordânia e imagino que esteja a tentar recuperar o controlo para provar o seu valor aos seus manipuladores – Israel e os Estados Unidos”, disse Omar Rahman, especialista em Israel. -Palestina com o Conselho de Assuntos Globais do Médio Oriente, um think tank em Doha, Qatar.
“Acho que está a tentar provar que pode desempenhar um papel que ainda é relevante, especialmente num momento em que há vozes no governo israelita que tentam forçar o colapso da AP”, disse Rahman à Al Jazeera.
Repressão pesada
Nos últimos três anos, os ataques israelitas – tanto por parte do exército como de colonos – mataram e deslocaram numerosos civis na Cisjordânia e destruíram casas e meios de subsistência.
Desde os ataques liderados pelo Hamas ao sul de Israel, em 7 de Outubro de 2023, as forças israelitas e os colonos intensificaram os seus ataques na Cisjordânia, matando 729 palestinianos, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
Pelo menos 63 eram do campo de Jenin.
As forças de segurança da AP reflectiram algumas das tácticas de Israel desde o lançamento de uma operação contra o campo no início de Dezembro.
Cercou o campo com veículos blindados, disparou indiscriminadamente contra civis, deteve sumariamente e abusou de jovens e cortou o fornecimento de água e electricidade.
Um vídeo que circula online e é verificado pela Sanad, a agência de verificação da Al Jazeera, mostra agentes da AP enfiando um jovem num caixote do lixo e espancando-o.
“(Os americanos) têm treinado as forças de segurança da Autoridade Palestina para atuarem como equipes SWAT e forças especiais – não como polícia civil – para reprimir grupos armados (palestinos)”, disse Tahani Mustafa, especialista em Israel-Palestina para a Internacional. Grupo de Crise.
“Sempre que você vê o envolvimento americano em termos de treinamento, é quando você vê táticas de linha dura e coercitivas implantadas contra os palestinos”, disse ela à Al Jazeera.
Cooperação de segurança
A PA foi aparentemente criado para criar um Estado palestino após os Acordos de Oslo de 1993 e 1995, que iniciaram um processo de paz entre o então líder palestino Yasser Arafat e o então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin.
Nos termos dos acordos, os doadores ocidentais da AP – a União Europeia e os EUA – incumbiram-na de defender a segurança de Israel, reprimindo grupos palestinos armados em todo o território palestino ocupado, de acordo com Diana Buttu, uma acadêmica jurídica palestina e ex-conselheira e porta-voz da AP. .
Na década de 1990, explicou ela, a AP defendeu a sua repressão aos grupos armados como necessária para proteger o processo de paz.
No entanto, o processo de paz em vigor está morto há pelo menos duas décadas devido ao contínuo confisco de terras palestinas por Israel para a construção de assentamentos israelenses, disse ela.
Esses colonatos são ilegais à luz do direito internacional e, desde Oslo, o número de colonos aumentou de 250 mil para mais de 700 mil, segundo a Peace Now, uma organização sem fins lucrativos israelita que monitoriza colonatos ilegais.
Desde 7 de outubro de 2023, disse Peace Now, Israel confiscou mais palestinos terreno na Cisjordânia – 23,7 km2 (9,15 milhas quadradas) – do que nos últimos 20 anos juntos.

Buttu culpa o líder da AP, Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, por ainda ter aderido ao processo de Oslo quando Israel o abandonou de forma tão flagrante.
“Ele está perseguindo exatamente as pessoas que querem a libertação, não dele, mas de Israel”, disse Buttu à Al Jazeera.
O mandato de segurança da AP colocou-a em conflito directo com o Hamas, uma facção rival que se recusou a renunciar à luta armada contra a ocupação de Israel depois de derrotar a Fatah nas eleições legislativas de 2006.
Os doadores ocidentais da AP – principalmente os EUA – pressionou a Fatah a controlar o Hamas, exacerbando as tensões entre as duas facções e levando a uma breve guerra civil que começou em 2006.
O conflito levou a uma divisão no movimento nacional palestiniano que ainda não foi superada, apesar das numerosas tentativas de reconciliação.
A Fatah, sob a Autoridade Palestina, administrou desde então dois terços da Cisjordânia enquanto o Hamas controlava Gaza.
“A tática (da AP) nunca teve sucesso. Nunca conquistou os corações e mentes dos palestinos”, disse Buttu.
Lutando pela sobrevivência
Funcionários da AP alegadamente argumentam que a operação no campo de refugiados de Jenin é necessária, caso contrário Israel usará a presença de combatentes como pretexto para expulsar mais palestinianos das suas casas e terras na Cisjordânia, como fez em Gaza.
No entanto, os especialistas dizem que Israel está a planear anexar formalmente a Cisjordânia e derrubar a AP, independentemente de a resistência armada continuar.
O ministro das Finanças de extrema-direita de Israel, Bezalel Smotrich, já esteve perto de esmagando o sistema bancário palestino ao recusar renovar uma renúncia governamental que permite aos bancos israelitas interagir com os bancos palestinianos.
A AP não tem o seu próprio banco central e, portanto, depende do sistema bancário de Israel para pagar salários e garantir importações vitais.
Cedendo à pressão dos EUA, Smotrich renovou a isenção por um ano no início de dezembro, mas os especialistas temem que não o faça novamente durante a presidência de Trump, que começa em 20 de janeiro.
Não fazê-lo causaria o colapso económico da AP – e da Cisjordânia – e aceleraria a anexação formal da Cisjordânia, disse Rahman, do Conselho do Médio Oriente.
Além disso, Rahman alertou que o caos que se seguiu poderia servir como um pretexto israelita para limpar etnicamente a Cisjordânia, razão pela qual acredita que a AP está a tentar persuadir a próxima administração Trump de que ainda é um parceiro valioso no reforço da segurança de Israel.
“Você não pode culpar a Autoridade Palestina por tentar impedir que algo assim aconteça”, disse Rahman à Al Jazeera. “Ao mesmo tempo, eles não têm uma visão alternativa.”
Mustafa, do Grupo de Crise Internacional, concordou e acrescentou que a AP isolou-se dos estados regionais e dos seus próprios constituintes, tornando a sua sobrevivência dependente de Israel e dos seus apoiantes.
“Israel vai anexar a Cisjordânia e já estamos a ver essa realidade – de facto e de jure”, disse ela. “(A anexação) não será grandiosa, mas será lenta.”
“A AP está realmente contando os dias.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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