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O deslocamento forçado de Israel em Gaza equivale a um crime de guerra: HRW | Notícias do conflito Israel-Palestina

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As autoridades israelitas causaram deslocamentos forçados massivos e deliberados de palestinianos em Gaza, o que constitui um crime de guerra, revela um novo relatório de Vigilância dos Direitos Humanos (HRW) descobriu.

A organização internacional de direitos humanos analisou imagens de satélite, ordens de evacuação forçada israelitas e declarações de altos funcionários israelitas para mostrar que as autoridades em Israel estão a tornar deliberada e permanentemente o regresso a grandes áreas de Gaza efectivamente impossível para a população palestiniana.

“As forças israelenses destruíram a maior parte da infraestrutura de água, saneamento, comunicações, energia e transporte de Gaza, bem como suas escolas e hospitais” e “destruíram sistematicamente pomares, campos e estufas”, disse a autora do relatório, Nadia Hardman, aos jornalistas em uma entrevista coletiva antes da o lançamento do relatório na quinta-feira.

“Tanta infraestrutura civil foi destruída que grande parte de Gaza se tornou inabitável”, disse Hardman.

Além da destruição generalizada levada a cabo pelas forças israelitas em todo o enclave sitiado, a HRW descobriu que Israel continuou a expandir três chamados “zonas tampão” arrasando grandes áreas das cidades de Gaza, incluindo Rafah, e construindo estradas e estruturas militares israelenses para torná-las elementos permanentes no território palestino.

Uma imagem de satélite mostra uma área que os militares israelenses arrasaram completamente para dividir a Faixa de Gaza em duas e chamaram de ‘Corredor Netzarim’ (2024 Planet Labs Inc/Divulgação via Reuters)

“Uma nova estrada construída pelos militares israelitas que corta as metades norte e sul de Gaza e corre de leste a oeste – esta ‘Netzarim Corridor‘, como é chamado – tem mais de 4 km (2,4 milhas) de largura e, no momento da publicação, continua a expandir-se em direção ao norte de Gaza e ao sul, além de Wadi Gaza”, disse Hardman.

Vários responsáveis ​​israelitas afirmaram que são necessárias “zonas tampão” militares entre Gaza e Israel para que os residentes no sul de Israel possam regressar às suas casas sem temer outro ataque como o liderado pelo Hamas em 7 de Outubro de 2023.

O Ministro da Agricultura de Israel, Avi Dichter, disse aos repórteres em 19 de outubro de 2023 que o plano era criar uma “margem” ao redor da Faixa de Gaza que “será uma zona de fogo. E não importa quem você seja, você nunca conseguirá chegar perto da fronteira israelense”.

O relatório da Human Rights Watch afirmou que a demolição e destruição da grande maioria das casas, campos, pomares, áreas arborizadas e infra-estruturas palestinianas nestas chamadas “zonas tampão” foi “um dos exemplos mais claros de transferência forçada em Gaza”.

Nomeadamente, o grupo de direitos humanos afirmou que, para ser qualificado como crime de guerra, a transferência forçada de uma população deve ser realizada intencionalmente. Os autores do relatório forneceram quase duas dúzias de declarações de altos ministros israelitas que apoiam a transferência forçada de palestinianos.

Por exemplo, em 29 de abril de 2024, o Ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse: “Não existem meias medidas. (As cidades de Gaza de) Rafah, Deir el-Balah, Nuseirat – aniquilação total.”

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também fez declarações semelhantes, disse a HRW, embora em 10 de janeiro de 2024, um dia antes de Israel enfrentar audiências iniciais sobre as alegações de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, Netanyahu mudou de tom, dizendo: “Israel não tem intenção de ocupar permanentemente Gaza ou de deslocar a sua população civil”.

Os investigadores da HRW descobriram que a “intenção clara” de Israel de deslocar à força os palestinianos também foi demonstrada de outras formas, nomeadamente através da forma como emitiu ordens de evacuação forçada.

A pesquisadora da HRW, Gabi Ivens, disse ter analisado e cruzado dezenas de exigências militares israelenses para evacuação e descobriu que as instruções “eram pouco claras, imprecisas e às vezes contraditórias, tornando extremamente difícil para os civis saberem para onde e quando se mover”.

“Dezenas de ordens foram emitidas após o início dos períodos especificados para evacuações seguras, enquanto outras foram emitidas após o início dos ataques”, disse Ivens aos jornalistas.

Reassentamento israelense de Gaza

Este relatório da HRW surge depois de três organizações palestinianas de direitos humanos terem alertado no mês passado que Israel está sistematicamente “esvaziando o norte de Gaza dos seus residentes”.

Os residentes do norte de Gaza estão “receosos de que, se partirem, nunca mais poderão regressar às suas casas e terras, uma vez que o plano de Israel de reassentamento através da transferência ilegal da sua própria população civil e da anexação do norte de Gaza está a tornar-se mais claro a cada dia”. isso passa”, afirmaram o Centro Palestiniano para os Direitos Humanos, Al-Haq e o Centro Al Mezan para os Direitos Humanos, numa declaração conjunta.

Milhares de colonos israelitas ocuparam anteriormente a Faixa de Gaza durante quase 40 anos, mas o assentamentos foram removidos em 2005, sob o então primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.

Isto não impediu alguns israelitas linha-dura de planearem colonizar novamente a Faixa de Gaza.

uma mulher vestida de branco fala enquanto outra mulher segura. um pôster com um mapa de Gaza
Daniella Weiss, fundadora da Nachala, uma organização linha-dura de colonos israelenses, fala durante a conferência ‘Preparando-se para Colonizar Gaza’ em Be’eri, sul de Israel, em 21 de outubro (Janis Laizans/Reuters)

No final de Outubro, vários políticos israelitas do partido do Primeiro-Ministro Netanyahu participaram na conferência “Preparação para a colonização de Gaza”, que incluiu workshops práticos sobre o estabelecimento de novos colonatos israelitas na Faixa de Gaza devastada pela guerra.

“Gaza é propriedade dos nossos antepassados ​​desde tempos imemoriais. Não descansaremos até resolvermos a questão novamente”, disse Limor Son Har Melech, membro do Knesset do partido de extrema-direita Otzma Yehudit, que faz parte do governo de coligação de Netanyahu, numa publicação no X, promovendo a conferência.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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