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O frio aperto de mão de Javier Milei e Lula no G20

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Ramiro Brites

Na chegada de Javier Milei ao Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, onde os líderes mundiais do G20 se reúnem nesta segunda-feira, o presidente da Argentina foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um protocolar aperto de mão. O perfil do petista registrou a recepção a todos os chefes de Estados estrangeiros. No caso de Milei, o vídeo não mostrou o cumprimento, apenas a foto em que brasileiro e argentino posaram lado a lado, sem nenhum sorriso ou sinal de maior afinidade.

Adversário declarado do chefe do Planalto, o argentino já veio ao Brasil neste ano, se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não teve agenda com o atual mandatário. A primeira visita de Milei ao Brasil foi para palestrar em um congresso de conservadores, o CPAC (Conservative Political Action Conference), que ocorreu em julho em Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina.

Na ocasião, Milei ganhou, das mãos do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a medalha que os bolsonaristas presenteiam seus aliados com os dizeres “imbrochável”, “incomível” e “imorrível”. Nesta vez, o filho Zero Três do ex-presidente do Brasil ironizou nas redes sociais a chegada de Milei ao G20 e disse que o argentino “estava mais feliz no CPAC”.

Em julho, o argentino posou ao lado do filho de Bolsonaro para um vídeo publicado nas redes sociais do parlamentar brasileiro, que entoou para seus seguidores o lema da campanha presidencial de Milei: “Viva la libertad, carajo”.

Já o perfil oficial do presidente argentino republicou um vídeo com a recepção de vários líderes que participam do G20, com uma curiosa edição. Os demais governantes cumprimentam Lula ao som de um clássico da Bossa Nova, mas no momento da chegada de Milei, a trilha sonora do vídeo muda para um clima de filme de suspense. Depois, o vídeo relembra a vinda de Milei ao CPAC e uma música entusiasmada acompanha as imagens de um efusivo abraço entre Jair Bolsonaro e o argentino, além de uma foto de sorriso aberto: “Milei demonstra quem manda na região”, diz o texto publicado junto com o vídeo.

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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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