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O Grupo Bilderberg muda-se para o mundo moderno – e o regresso de Trump | Bilderberg
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2 anos atrásem
Charlie Skelton
O ex-chefe de OTANJens Stoltenberg, foi nomeado o novo copresidente do influente Bilderberg Grupo, que organiza anualmente uma conferência política transatlântica e há muito que é objecto de teorias da conspiração sobre a extensão do seu poder para moldar eventos globais.
Depois de uma década turbulenta no comando das forças armadas da aliança, Stoltenberg assume agora o seu principal fórum de discussão: um evento ferozmente privado de quatro dias, frequentado por primeiros-ministros, comissários da UE, chefes de bancos, CEOs de empresas e chefes de inteligência.
O primeiro de Stoltenberg Bilderberg estava de volta em 2002, alguns anos antes do seu segundo mandato como primeiro-ministro da Noruega. A sua década como secretário-geral da NATO assistiu a novas visitas, e ele até fez o discurso principal no banquete do grupo no sábado à noite em Turim, em 2018. A sua nomeação como co-presidente do Bilderberg consolida o papel do grupo no centro da estratégia transatlântica.
Em Fevereiro, Stoltenberg também assumirá a presidência da Conferência de Segurança de Munique, outro importante simpósio de defesa e diplomacia. Com um colega veterano do Bilderberg, o ex-primeiro-ministro holandês Mark Rutte, substituindo Stoltenberg no OTANmarca uma concentração de controlo no topo da aliança atlântica num momento crítico.
O mandato de Stoltenberg na OTAN foi dominado pelo conflito Rússia-Ucrânia, que começou para valer pouco antes de ele assumir o cargo em 2014. Stoltenberg supervisionou o que descreveu recentemente como “o maior reforço da nossa defesa colectiva numa geração”, observando com orgulho que “Os gastos com defesa estão em uma trajetória ascendente em toda a aliança”.
Vários dos seus novos colegas no Bilderberg têm beneficiado deste aumento.
Vários dos 31 membros do comitê diretor do grupo ocupam cargos importantes na indústria de defesa. O bilionário ex-chefe do Google, Eric Schmidt, presidiu a recente Comissão de Segurança Nacional sobre IA e agora está ocupado lançando uma empresa de drones kamikaze destinada ao lucrativo mercado da Ucrânia. Entretanto, o extremamente rico industrial sueco Marcus Wallenberg é presidente do fabricante de defesa Saab, que registou um aumento de 71% nas encomendas nos primeiros nove meses de 2024, em grande parte devido à guerra com a Rússia.
O luminar da tecnologia e Donald Trump interno Pedro Thiel fundou a empresa de robótica de rápido crescimento Anduril e a crescente gigante de vigilância e IA Palantir. Seu leal tenente Alex Karp, CEO da Palantir, foi eleito para o conselho do Bilderberg há alguns anos. Karp, que afirma que a sua empresa é “responsável pela maior parte dos ataques na Ucrânia”, disse recentemente ao New York Times que os EUA “muito provavelmente” irão em breve travar uma guerra em três frentes com a China, a Rússia e o Irão.
Em alguns aspectos, o clima geopolítico hoje não é tão diferente do que era na década de 1950, quando Bilderberg nasceu.
No topo da agenda da primeira reunião, em 1954, estava “a atitude em relação ao comunismo e à União Soviética”, com o relatório da conferência “estritamente confidencial” referindo-se repetidamente à “ameaça comunista”. Setenta anos depois, no cimeira mais recente em Madrida principal ameaça é a “Rússia”, que estava no fundo da agenda da conferência, abaixo de “Ucrânia e o mundo” e “o futuro da guerra”.
Em 1954, a aliança enfrentava “a emergência do imperialismo comunista”. Em 2024, enfrenta o que Stoltenberg chama de “o eixo emergente dos autocratas”, liderado pela Rússia, China e Coreia do Norte.
Stoltenberg e o seu sucessor como secretário-geral, Rutte, estiveram presentes na reunião deste Verão em Madrid. Juntaram-se a eles na sala de conferências um grupo de altos funcionários do Pentágono e o segundo líder militar mais graduado da OTAN, o general norte-americano Chris Cavoli, o Comandante Supremo Aliado da Europa. Foi a segunda conferência de Cavoli, e ele não é o primeiro Saceur a participar nas conversações: eles têm vindo para definir estratégias desde meados dos anos 60.
Bilderberg sempre teve ligações estreitas com os militares: os seus fundadores incluíam membros seniores da inteligência britânica e americana, e um anterior líder da OTAN, Lord Carrington, presidiu o grupo de 1990 a 1998.
Até a demissão vergonhosa do seu presidente fundador, o Príncipe Bernhard dos Países Baixos, teve um toque militar: ele foi apanhado no escândalo de suborno da Lockheed em 1976, o único ano (pré-Covid) em que a conferência foi cancelada. E é revelador que, sem dúvida, a figura mais dominante em Bilderberg nas últimas décadas tenha sido o grande estratega e fomentador da guerra, Henry Kissinger, que foi elogiado como um génio da política externa por alguns e desprezado como um criminoso de guerra assassino em massa por outros.
Bilderberg prospera com diplomacia discreta, redes de elite e inteligência: um ex-chefe do MI6, Sir John Sawers, é membro do comitê diretor do grupo e o atual chefe da CIA, William Burns, era membro antes de renunciar discretamente quando assumiu o cargo. .
Mas a chegada de Stoltenberg pode sinalizar uma mudança radical: é uma nomeação de grande nome e segue-se à recente eleição do famoso entrevistador da CNN, Fareed Zakaria, para o comité de direcção do grupo, talvez sinalizando uma saída das sombras para os tímidos de publicidade. grupo.
Há décadas que Bilderberg não realiza conferências de imprensa, mas o político polido Stoltenberg está muito mais habituado a briefings de imprensa e perguntas e respostas do que o homem que substitui: o economista holandês e conselheiro do Goldman Sachs, Victor Halberstadt, que morreu em Setembro.
Na verdade, Stoltenberg já fez uma declaração à imprensa sobre o seu novo papel, dizendo ao jornal norueguês Dagens Näringsliv que Bilderberg, “juntamente com a Conferência de Segurança de Munique… é uma boa plataforma para a cooperação entre líderes na arena política, empresarial e mundo acadêmico”.
Se Stoltenberg espera orientar Bilderberg para um pouco mais de envolvimento com a imprensa, ele pode esperar obter ajuda da sua co-presidente, Marie-Josée Kravis, que faz parte do conselho da Publicis, uma das maiores empresas de relações públicas e relações públicas do mundo. empresas de comunicação.
No entanto, é bem possível que a própria Kravis se afaste em breve: ela frequenta assiduamente os Bilderbergs desde o final dos anos 80. A geração mais jovem de bilionários do círculo interno, especialmente o pessoal do Vale do Silício, tende a ficar mais à vontade conversando ao microfone, enquanto outros membros do corpo diretivo do grupo, como a política Stacey Abrams e Mellody Hobson, membro do conselho da Starbucks, são bem-sucedidos. oradores públicos.
Terá de esperar até à primeira conferência de Stoltenberg como co-presidente do Bilderberg para descobrir se ele está a alterar a política de publicidade do grupo. Isto será, apropriadamente, na Suécia. Enquanto estava na OTAN, Stoltenberg deu as boas-vindas a quatro novos membros na aliança: e a Suécia foi o mais recente.
O negociador-chefe para a adesão da Suécia à NATO, Oscar Stenström, foi visto à margem da conferência de Bilderberg deste ano, em Madrid: está a ajudar a organizar a cimeira do próximo ano em Estocolmo, em nome do seu novo chefe, o multimilionário Wallenberg. A família Wallenberg possui convenientemente o local: o magnífico Grand hotel, que será isolado em meados de junho para o evento.
O que sabemos com certeza é que Stoltenberg, no seu novo papel, estará focado, como um dos drones kamikaze de Schmidt, no fortalecimento dos laços transatlânticos – o que pode não ser totalmente simples com Trump de volta à Casa Branca e a política externa dos EUA moldada pela Agenda “América em primeiro lugar”.
Escrevendo no Financial Times no mês passado, Stoltenberg observou que a “retórica da campanha de Trump levantou preocupações legítimas sobre o seu compromisso com a segurança europeia”. Dito isto, Stoltenberg sabe que, por mais complicadas que sejam as coisas com Trump, ele tem uma linha direta para a Casa Branca através de Peter Thiel: o novo vice-presidente, JD Vance, costumava trabalhar para Thiel na Mithril Capital, e um punhado saudável de técnicos de Thiel rede estão alinhados para cargos seniores na segunda administração Trump.
Mas é isso que acontece com o Bilderberg, cuidadosamente bipartidário: eles sempre têm alguém de dentro, quem quer que ganhe.
Por exemplo, Karp, CEO de Thiel na Palantir, foi um grande apoiador de Kamala Harris. Olhando para o comité de direcção, Nadia Schadlow é a antiga conselheira adjunta de segurança nacional de Trump, enquanto Abrams é um político e activista democrata de alto nível. O artigo de Stoltenberg no Financial Times no mês passado sublinhou a natureza bipartidária da aliança transatlântica: “O apoio e o orgulho na aliança militar mais poderosa que o mundo alguma vez viu permanece forte em todo o espectro político”.
O ex-chefe da OTAN acolheu cuidadosamente o Trump 2.0. Sua estratégia? Simplesmente que “precisamos de investir mais na defesa” para “lembrar à próxima administração que, longe de ser um fardo, a relação transatlântica é um activo estratégico fundamental nesta era de competição entre grandes potências”.
Assim, todos os grandes apostadores das altas finanças que forem convidados para o Bilderberg de Stoltenberg podem esperar obter uma venda difícil no investimento militar e de defesa. Agora é a hora de Jens conseguir networking e boas-vindas nas alas transatlânticas, mantendo a guerra na estrada, a aliança forte e os bilhões de tecnologia militar fluindo.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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