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O homem que leva o plano para matar Lula a um pata…

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Matheus Leitão

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A descoberta de que o plano para assassinar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes foi discutido na casa de Braga Netto expõe a gravidade desse novo capítulo do golpismo bolsonarista que atentou contra a democracia brasileira por quatro anos.

Ex-ministro da Defesa, ex-ministro-chefe da Casa Civil e vice na chapa derrotada justamente por Lula e Alckmin, Braga Netto era da cozinha de Jair Bolsonaro e o nome mais forte do governo – mais forte até que o vice Hamilton Mourão, general que foi perdendo espaço durante o mandato.

É realmente assustador que o país se depare com mais esse absurdo bolsonarista: um plano homicida com fuzis, munição não rastreável e até uma bazuca com ogiva explosiva – o lançador de foguetes antitanque – para explodir o que quer aparecesse pela frente para proteger o presidente, o vice e um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Após a tentativa de golpe no 8 de Janeiro que destruiu a sede dos Três Poderes e a minuta golpista que queria mudar a composição de corte superiores (absurdamente inconstitucional) para mudar o resultado da eleição, temos os militares de alta patente do Exército planejando cirurgicamente o homicídio de Lula, Alckmin e Moraes.

É assim mesmo que o país pretende lidar com a gravidade desses fatos? Até quando o país vai suportar uma corrente política que atenta contra a democracia das mais diversas formas, sem que seus mentores intelectuais golpistas sejam formalmente punidos perante a nação?

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Isso sim traria a pacificação nacional, pedida outro dia por Jair Bolsonaro.

Está mais do que na hora de os responsáveis políticos por esses ataques sequenciais contra a democracia – e que transformaram um país com relações civilizadas entre situação e o oposição em um país de homens-bombas filiados a partidos de direita – atrás das grades.

É atrás das grades que o país precisa ver cada um deles.



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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