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O iceberg gigante em rota de colisão com ilha e que ameaça centenas de pinguins e focas – 24/01/2025 – Ambiente
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Georgina Rannard, Erwan Rivault
O maior iceberg do mundo está em rota de colisão com uma remota ilha britânica, colocando pinguins e focas potencialmente em perigo.
O iceberg está girando rumo ao norte, da Antártida em direção à Geórgia do Sul, um território britânico acidentado que é refúgio de vida selvagem, onde poderia se chocar e se despedaçar. Atualmente, está a 280 quilômetros de distância.
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Inúmeras aves e focas morreram nas enseadas e praias geladas da Geórgia do Sul quando icebergs gigantes impediram sua alimentação no passado.
“Icebergs são inerentemente perigosos. Eu ficaria extremamente feliz se simplesmente não nos atingisse”, afirmou o capitão Simon Wallace à BBC News, falando do navio Pharos, que pertence ao governo da Geórgia do Sul.
Em todo o mundo, um grupo de cientistas, marinheiros e pescadores está verificando ansiosamente as imagens de satélite para monitorar os movimentos diários deste iceberg colossal.
Conhecido como A23a, é um dos mais antigos do mundo.
Ela se desprendeu da plataforma de gelo Filchner, na Antártida, em 1986, mas ficou preso no fundo do mar e, na sequência, em um vórtice oceânico.
Finalmente, em dezembro, ele se libertou —e agora está em sua jornada final, acelerando em direção ao desaparecimento.
As águas mais quentes ao norte da Antártida estão derretendo e enfraquecendo seus vastos penhascos que se elevam a 400 metros, mais de dez vezes a altura do Cristo Redentor no Corcovado, no Rio de Janeiro.
Ela chegou a medir 3.900 km², mas as últimas imagens de satélite mostram que está se deteriorando lentamente. Atualmente, tem cerca de 3.500 km², equivalente à área de Belém ou mais de duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
E grandes placas de gelo estão se rompendo, mergulhando nas águas ao redor de suas bordas.
O A23a pode se fragmentar em grandes segmentos a qualquer momento, que podem perdurar por anos, como cidades flutuantes de gelo navegando sem controle ao redor da Geórgia do Sul.
Este não é o primeiro iceberg gigante a ameaçar a Geórgia do Sul e as Ilhas Sandwich.
Em 2004, um iceberg chamado A38 encalhou em sua plataforma continental, provocando a morte de filhotes de pinguins e de focas nas praias, uma vez que enormes pedaços de gelo bloquearam seu acesso aos locais de alimentação.
O território é o lar de preciosas colônias de pinguins-rei, pinguins-imperador e milhões de elefantes-marinhos e lobos-marinhos.
“A Geórgia do Sul está situada em um beco de icebergs, portanto, os impactos são esperados tanto para a pesca quanto para a vida selvagem, e ambas têm uma grande capacidade de adaptação”, diz Mark Belchier, ecologista marinho que assessora o governo da Geórgia do Sul.
Marinheiros e pescadores dizem que os icebergs são um problema cada vez maior. Em 2023, um iceberg chamado A76 deu um susto neles quando chegou perto de encalhar.
“Pedaços dele estavam despontando, parecendo grandes torres de gelo, uma cidade de gelo no horizonte”, diz Belchier, que viu o iceberg enquanto estava no mar.
Essas placas ainda hoje permanecem ao redor das ilhas.
“Ele está em pedaços do tamanho de vários estádios de Wembley e até em pedaços do tamanho da sua mesa”, explica Andrew Newman, da Argos Froyanes, uma empresa de pesca que trabalha na Geórgia do Sul.
“Esses pedaços basicamente cobrem a ilha —temos que abrir caminho para passar por eles”, afirma o capitão Wallace.
Os marinheiros do seu navio precisam estar sempre atentos. “Temos holofotes acesos a noite toda para tentar enxergar o gelo —ele pode aparecer do nada”, relata.
O A76 foi um “divisor de águas”, de acordo com Newman, com um “enorme impacto nas nossas operações e na manutenção da segurança do navio e da tripulação”.
Todos os três descrevem um ambiente em rápida transformação, com o recuo glacial visível ano após ano e níveis voláteis de gelo marinho.
É improvável que as mudanças climáticas tenham sido a causa do surgimento do A23a, pois ele se desprendeu há muito tempo, antes de muitos dos impactos do aumento das temperaturas que estamos vendo agora.
Mas os icebergs gigantes fazem parte do nosso futuro. À medida que a Antártida se torna mais instável com as temperaturas mais quentes do oceano e do ar, mais pedaços enormes das camadas de gelo vão se romper.
Mas, antes da sua hora chegar, o A23a deixou um presente de despedida para os cientistas.
Uma equipe do British Antarctic Survey que estava no navio de pesquisa RRS Sir David Attenborough se viu perto do A23a em 2023.
Os cientistas se mobilizaram para explorar a rara oportunidade de investigar o que os megaicebergs fazem com o meio ambiente.
O navio navegou até uma fenda nas gigantescas paredes do iceberg, e a pesquisadora de doutorado Laura Taylor coletou amostras preciosas de água a 400 metros de distância dos seus penhascos.
“Vi uma enorme parede de gelo muito mais alta do que eu, até onde eu conseguia enxergar. Ele tem cores diferentes em lugares diferentes. Pedaços estavam caindo —foi algo magnífico”, explica ela do seu laboratório em Cambridge, no Reino Unido, onde está agora analisando as amostras.
Seu trabalho analisa o impacto que a água do degelo está tendo no ciclo do carbono no oceano Antártico.
“Não é simplesmente como a água que bebemos. Ela está repleta de nutrientes e substâncias químicas, além de pequenos animais, como fitoplâncton congelado, em seu interior”, diz Taylor.
Ao derreter, o iceberg libera esses elementos na água, alterando a física e a química do oceano.
Isso poderia armazenar mais carbono nas profundezas do oceano, à medida que as partículas afundam na superfície. E naturalmente reteria algumas das emissões de dióxido de carbono do planeta que contribuem para as mudanças climáticas.
Os icebergs são notoriamente imprevisíveis —e ninguém sabe exatamente o que ele vai fazer na sequência.
Mas, em breve, este gigante deve aparecer no horizonte das ilhas, tão grande quanto o próprio território.
Esta reportagem foi publicada originalmente aqui.
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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