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O local mais sagrado do budismo entra em erupção em protestos sobre o ‘controle’ hindu do santuário | Política
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Bodh Gaya, Índia – Enquanto ele estava em uma fila do lado de fora de uma cozinha improvisada para o café da manhã, Abhishek Bauddh, de 30 anos, não pôde deixar de refletir sobre as multidões de pessoas ao seu redor em Bodh Gaya, o site mais sagrado do budismo.
Bauddh está visitando a cidade no estado de Bihar, no leste da Índia, onde o Buda ganhou iluminação, desde os 15 anos. “Mas eu nunca vi uma atmosfera tão. Os budistas de todo o país estão se reunindo aqui”, disse ele.
Pela primeira vez, eles não estão em Bodh Gaya apenas para uma peregrinação. Eles fazem parte de um protesto de budistas que explodiu em toda a Índia nas últimas semanas, devido a uma demanda de que o controle do templo Mahabodhi de Bodh Gaya, um dos santuários mais sagrados da fé, seja entregue exclusivamente à comunidade.
Várias organizações budistas mantiveram comícios, de Ladakh na fronteira com a China no norte, até as cidades de Mumbai, no oeste e Mysuru, no sul. Agora, as pessoas estão cada vez mais troping para Bodh Gaya para ingressar no protesto principal, disse Akash Lama, secretário geral do Fórum Budista All India (AIBF), o coletivo liderando a campanha. A Índia tem cerca de 8,4 milhões de cidadãos budistas, de acordo com o último censo do país em 2011.
Nos últimos 76 anos, o templo foi gerenciado por um comitê de oito membros-quatro hindus e quatro budistas-sob a Lei do Templo de Bodh Gaya, 1949, uma lei do estado de Bihar.
Mas os manifestantes, incluindo monges vestidos de açafrão com alto -falantes e banners em suas mãos, estão exigindo uma revogação desse ato e uma entrega completa do templo aos budistas. Eles argumentam que, nos últimos anos, os monges hindus, possibilitados pelo fato de que a influência que a comunidade exerce nos termos da lei tem realizada cada vez mais rituais que desafiam o espírito do budismo – e que outras formas mais sutis de protesto falharam.
O Bodh Gaya Math, o mosteiro hindu que executa os rituais dentro do complexo, insiste que ele desempenhou um papel central na manutenção do santuário há séculos e que tem a lei de lado.
Os manifestantes apontam que o Buda se opôs aos rituais védicos. Todas as religiões na Índia “cuidam e gerenciam seus próprios locais religiosos”, disse Bauddh, que viajou 540 km (335 milhas) de sua casa no estado central de Chhattisgarh para Bodh Gaya. “Então, por que os hindus estão envolvidos no comitê de um lugar religioso budista?”
Sentado com seu prato de arroz quente com Dal, ele disse: “Os budistas não receberam justiça (até agora), o que devemos fazer se não protestarmos pacificamente?”
Antiga queixa, novo gatilho
A apenas 2 km (1,2 milhas) da figueira sagrada no complexo do templo de Mahabodhi, onde acredita -se que o Buda meditou, os microônibus chegam a uma estrada empoeirada de Patna, capital de Bihar, transportando manifestantes de diferentes partes do país.
Para alguns, que visitaram regularmente o santuário, a preocupação com os rituais hindus sendo realizados no complexo do templo não é novo.
“Desde o início, quando costumávamos vir aqui, nos sentimos muito desanimados ao ver os rituais que Lord Buda proibiu ser realizado por pessoas de outras religiões neste pátio”, disse Amogdarshini, de 58 anos, que viajou de Vadodara no estado ocidental de Gujarat para se juntar aos protestos em Bodh Gaya.
Nos últimos anos, os budistas se queixaram das autoridades locais, estaduais e nacionais sobre os rituais hindus. Em 2012, dois monges apresentaram uma petição perante a Suprema Corte buscando uma revogação da lei de 1949 que dá a hindus uma opinião na administração do santuário. Esse caso nem foi listado para uma audiência, 13 anos depois. Nos últimos meses, os monges enviaram novamente memorandos aos governos estaduais e centrais e retiraram comícios nas ruas.
Mas as coisas chegaram à tona no mês passado. Em 27 de fevereiro, mais de duas dúzias de monges budistas sentados em uma greve de fome por 14 dias nas instalações do templo foram removidos à meia -noite pela polícia estadual, que os forçou a se mudar para fora do templo.
“Somos terroristas? Por que não podemos protestar no pátio que nos pertence?” disse Pragya Mitra Bodh, secretário da Confederação Nacional dos Budistas da Índia, que veio de Jaipur no estado ocidental do Rajastão com outros 15 manifestantes. “Esta Lei de Gerenciamento do Templo e a configuração do comitê manche nossa identidade budista e o templo de Mahabodhi nunca nos pertence completamente, a menos que a lei seja revogada”.
Desde então, os protestos se intensificaram – alguns, como Amogdarshini, que já haviam passado algumas semanas em Bodh Gaya em janeiro, agora retornaram a participar do protesto.
Stanzin Suddho, um agente de viagens de Ladakh que atualmente está em Bodh Gaya, disse que os protestos estão sendo financiados pelas contribuições dos devotos. “Não ficamos por muito tempo”, disse ele, acrescentando que veio com 40 outros. “Quando voltarmos, mais pessoas se juntarão para cá.”
Uma história de mudança de propriedade
No coração da batalha pelo templo de Mahabodhi-um Patrimônio Mundial da UNESCO-é seu legado de longa disposição.
O templo foi construído pelo imperador Ashoka, que visitou Bodh Gaya em 260 aC depois de abraçar o budismo, aproximadamente 200 anos após a iluminação do Buda.
Permaneceu sob administração budista por anos até grandes mudanças políticas na região no século XIII, disse Imtiaz Ahmed, professor de história medieval da Universidade de Patna. A invasão da Índia pelo general turco-afegã Bakhtiyar Khilji “levou ao eventual declínio do budismo na região”, disse Ahmed.
Segundo a UNESCO, o santuário foi amplamente abandonado entre os séculos XIII e XVIII, antes dos britânicos começarem a reformas.
Mas, de acordo com o site do santuário, um monge hindu, Ghamandi Giri, apareceu no templo em 1590 e começou a morar lá. Ele começou a conduzir rituais e estabeleceu a matemática de Bodh Gaya, um mosteiro hindu. Desde então, o templo foi controlado por descendentes de Giri.
No final do século XIX, os monges budistas do Sri Lanka e japoneses fundaram a sociedade Maha Bodhi para liderar um movimento para recuperar o local.
Em 1903, esses esforços levaram o então vice-rei da Índia, Lord Curzon, a tentar negociar um acordo entre os lados hindus e budistas, mas ele falhou. Mais tarde, ambos os lados começaram a mobilizar o apoio político e, eventualmente, dois anos depois que a Índia ganhou independência do domínio britânico em 1947, o governo de Bihar empurrou a Lei do Templo de Bodh Gaya. A lei transferiu a administração do templo do chefe da matemática de Bodh Gaya para o comitê de oito membros, que agora é liderado por um nono membro, o magistrado do distrito-o principal burocrata encarregado do distrito.
Mas os budistas alegam que a matemática de Bodh Gaya-como a instituição mais influente no terreno-controla efetivamente o funcionamento diário do complexo.
‘Hindus possuía’
Swami Vivekananda Giri, o padre hindu que atualmente cuida da matemática de Bodh Gaya, é imperturbável pelos protestos, descrevendo as agitações como “politicamente motivadas” – com um olho nas eleições da legislatura estadual de Bihar no final deste ano.
“Nossos ensinamentos de matemática tratam o Senhor Buda como a nona reencarnação de Lord Vishnu (hindu) e consideramos os budistas nossos irmãos”, disse Giri à Al Jazeera. “Durante anos, hospedamos devotos budistas, de outros países, e nunca os proibimos de orar nas instalações”.
Giri diz que o lado hindu tem sido “generoso ao permitir quatro assentos a budistas no comitê de gestão”.
“Se você revogar a lei, o templo pertence apenas ao lado hindu porque o possuímos antes do ato e da independência (da Índia)”, disse Giri, fazendo uma escavação nos manifestantes. “Quando os budistas o abandonaram após a invasão de governantes muçulmanos, preservamos e cuidamos do templo. No entanto, nunca tratamos os visitantes budistas como” outros “”.
De volta ao local de protesto, Akash Lama, que lidera as manifestações, sugeriu que os manifestantes tivessem pouca esperança de que o governo federal do Partido Bharatiya Janata, majoritário hindu, e o governo do estado – no qual o BJP seja um parceiro de aliança – ouvirá suas queixas.
“Os direitos dos budistas estão sendo violados gradualmente usando o ato. Os budistas têm o direito do templo, para que seja entregue aos budistas”, disse ele. “Ficamos decepcionados com o governo e a Suprema Corte (por não ouvir o caso)”.
Mas Bauddh, o manifestante de Chhattisgarh, ainda tem esperança – não no governo, mas nas pessoas que ele vê ao seu redor. “Essa unidade torna nosso protesto forte”, disse ele.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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