POLÍTICA
O perfil do eleitor que Lula mais perdeu desde o i…
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10 meses atrásem
Marcela Rahal
Num momento de baixa popularidade, o presidente Lula tem perdido apoio até daqueles que antes o aprovavam: os jovens. Segundo uma pesquisa do Instituto Paraná, divulgada nesta semana, entre os que votariam com certeza, Lula tem 17,6%, enquanto Bolsonaro registrou até mais, 20,8%, na faixa etária entre 16 e 24 anos.
Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, o diretor do Instituto diz que “o presidente Lula perdeu muita força não só nessa pesquisa nacional, mas na regional que a gente tem feito toda a semana, ele perde muita força entre os jovens. Ele tinha uma vantagem muito grande sobre o Bolsonaro, hoje praticamente ele empata com Bolsonaro ou com algum candidato do Bolsonaro”.
Esse é um sinal claro de como o governo não tem conseguido inovar, apresentar novas propostas, e também atingir esse público. Falta também adequar o discurso de uma forma que conquiste os jovens, espaço que tem sido ocupado pelo bolsonarismo.
O governo sabe e tem tentado agir para conter essa situação, mas está difícil de virar o jogo. A grande aposta para melhorar a popularidade é o projeto que foi enviado ao Congresso que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Proposta que, se aprovada, só passa a valer em 2026, ano de eleição presidencial.
A dúvida é sobre a capacidade dessa medida, ao que tudo indica de forma isolada, de garantir uma vitória do presidente Lula, caso seja candidato a reeleição mesmo.
Assista à entrevista abaixo
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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