POLÍTICA
O primeiro pré-candidato ao Planalto vem logo depo…
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1 ano atrásem
Valmar Hupsel Filho
Apesar da sombra de Pablo Marçal, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), já tem data para lançar sua pré-candidatura à Presidência da República. Em um sábado de março de 2025, após o Carnaval, Caiado vai receber o título de cidadão honorário da Bahia e começará por Salvador o seu giro pelo país de olho na disputa pelo Planalto, em 2026.
A capital baiana é reduto eleitoral de Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil. Além disso, o prefeito soteropolitano, Bruno Reis, foi reeleito no primeiro turno com o apoio de mais de 1 milhão de eleitores (78,67% dos votos válidos) e foi um dos campeões nacionais de votos. Caiado pretende, ao longo de 2025, se tornar mais conhecido para o eleitorado nacional.
O governador goiano está no segundo mandato, conseguiu vencer o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma queda de braço nas eleições municipais em Goiânia e acredita que o Palácio do Planalto é o seu último – e maior – desafio na trajetória político-partidária. Em 1989, nas primeiras eleições presidenciais após a ditadura militar, Caiado foi candidato pela primeira vez. O pleito foi marcado por uma profusão de postulantes à Presidência – foram 22 candidaturas. Depois, Caiado foi deputado federal, senador e, enfim, governador.
Marçal admite Caiado à frente
Caiado poderá ter, no entanto, um concorrente interno. Em entrevista a VEJA, o coach Pablo Marçal disse que está em conversas avançadas para uma filiação com o União Brasil, não escondeu que sonha em ser candidato a presidente em 2026, mas reconheceu a experiência de Ronaldo Caiado na disputa pelo cargo. “Quando eu estava nascendo, ele já batia com essa questão do conservadorismo”, diz.
Nos bastidores, porém, há uma disputa velada entre os presidenciáveis. Aliados de Marçal avaliam que as pesquisas de intenção de voto é que definirão o candidato ao Planalto e apostam na popularidade do coach. Já o entorno de Caiado se diz cético quanto à filiação do terceiro colocado nas eleições de São Paulo e dizem que ele busca se valorizar com as conversas que tem com o presidente do partido, Antonio Rueda.
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A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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