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O problema da dopamina e das telas na educação – 09/11/2024 – Opinião

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Uma pesquisa recente do Datafolha mostrou que a maioria dos pais é a favor de proibir o celular nas escolas. A percepção está em sintonia com projetos de lei em análise no governo e no Congresso que visam restringir o uso dos aparelhos no ambiente escolar. A medida é necessária e urgente neste momento em que ainda não conseguimos medir de forma precisa a extensão do problema, carecemos de metodologias de uso qualificado do celular nos ambientes de ensino e o professor encontra-se fragilizado na disputa por atenção dos alunos em sala de aula.

Neste contexto de transição, pontuado ainda por muitas perguntas, precisamos nos orientar pelas constatações já consolidadas até aqui, que indicam que o uso excessivo de telas resulta na piora do aprendizado, da convivência e da saúde mental das crianças e jovens, segundo relatório da Unesco publicado no ano passado.

Uma das causas principais desses malefícios é a dopamina, que está relacionada à sensação de recompensa e motivação. Sua atuação no cérebro se dá em áreas que processam recompensas e que são responsáveis pela tomada de decisões e controle de impulsos. Quando a dopamina está em níveis inadequados, podem ocorrer problemas no controle dos impulsos e na moderação comportamental.

Em virtude do mundo digital, a dopamina é produzida de forma abundante. Cada curtida, comentário, movimento de scroll ou mensagem recebida no celular libera o neurotransmissor em nosso cérebro. A exposição descalibrada e contínua a esses estímulos dispara um processo típico do vício em substâncias. Passamos, então, a precisar de cada vez mais estímulos para alcançar a satisfação desejada, sem levar em conta que nosso cérebro precisa de estados de equilíbrio.

No caso de crianças e adolescentes, esse efeito é ainda mais preocupante. Nessa etapa da vida, os sistemas dopaminérgicos estão em desenvolvimento, o que os torna mais suscetíveis a comportamentos compulsivos e impulsivos. Isso afeta diretamente a capacidade de comunicação e concentração, além de impactar negativamente a qualidade do sono, da memória e da saúde mental.

No ambiente escolar, o uso excessivo de celulares desvia a atenção do conteúdo das aulas e compromete a socialização. Sem práticas adequadas de interação, estudantes podem enfrentar problemas como agressividade e bullying, fora a fragilização e o desequilíbrio do processo de aprendizado.

Uma lei para tratar do problema é um passo importante para ajudar o desenvolvimento sadio e educacional dos estudantes. Isso não significa que devemos ignorar os potenciais benefícios do uso da tecnologia, quando bem planejada e acompanhada por professores com formação e por equipamentos e conectividade adequados.

Estudos recentes, como uma pesquisa conduzida na Inglaterra neste ano pelo grupo Policy Exchange, identificaram melhorias no desempenho acadêmico em escolas com banimento de celulares. Porém as evidências sobre a relação causal direta entre esses dois eventos são limitadas e ainda há fragilidade na comprovação dos efeitos imediatos da proibição no bem-estar dos alunos.

O avanço para soluções mais estruturantes e definitivas precisa abordar modelos multidisciplinares e emergentes, como é o caso das ciências das aprendizagens. Elas podem trazer respostas a este tema, em especial nas escolas públicas, por meio da produção de conhecimentos interdependentes da pedagogia, psicologia, computação, biologia, robótica, neurociência, entre outros.

A partir de pesquisas e experiências concretas, será possível oferecer mecanismos e diretrizes capazes de tornar a escola um espaço mobilizador que integre o desenvolvimento pessoal e acadêmico, em interlocução com a prática de coletividade e de envolvimento com a natureza, com o digital à serviço desses ciclos.

O debate faz parte do exercício de reimaginarmos os territórios escolares como catalisadores do encantamento pela aprendizagem, associados a professores com ainda mais preparo e apoio para guiar um processo educacional focado na formação integral cidadã e na emancipação para o mundo do trabalho.

TENDÊNCIAS / DEBATES

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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PZ da Ufac promove curso sobre uso do tomógrafo em árvores — Universidade Federal do Acre

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2026.11.04 Curso de tomografia em árvores-PZ (2).JPG

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac promoveu o curso Tomografia de Impulso Ultrassônico Aplicada ao Diagnóstico Não Destrutivo de Árvores, ministrado pelo professor Moisés Lobão. A ação ocorreu na quarta-feira, 4, na sala ambiente e floresta do PZ, reunindo 16 participantes: servidores do parque, estudantes do programa de pós-graduação em Ciência Florestal e técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

O curso teve como objetivo capacitar os participantes no uso do tomógrafo de impulso RINN-ABT06-P (sistema Arbotom). O equipamento avalia a saúde interna e a integridade do tronco e identifica apodrecimentos, ocos e outras anomalias sem cortar ou danificar a árvore.

A atividade consistiu em aula teórica e prática, com grupos que foram a campo para medir árvores do PZ, realizando inspeção visual, definição da altura de medição, instalação dos sensores, teste de sinal, coleta de dados, verificação da qualidade das medições e interpretação dos tomogramas para subsidiar laudos técnicos.

Os técnicos da Semeia e do Imac presentes na capacitação atuam no licenciamento e na fiscalização ambiental e analisam, entre outras demandas, pedidos de poda e supressão de árvores em vias, escolas e prédios públicos.

Funcionamento do tomógrafo

Sensores são fixados ao redor do tronco e, com um martelo de impacto, o operador bate em cada um deles. O aparelho registra o tempo que a onda leva para atravessar a madeira até os demais sensores. Em regiões comprometidas, a onda se propaga mais devagar. A partir desses dados, o software gera um tomograma, uma imagem colorida da seção transversal do tronco que mostra onde estão as áreas degradadas e qual é sua extensão.

2026.11.04 Curso de tomografia em árvores-PZ (3).png



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3ª Semana Acadêmica de Sistemas de Informação

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3ª Semana Acadêmica de Sistemas de Informação

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Ciências Contábeis debate auditoria e perícia em semana acadêmica — Universidade Federal do Acre

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3ª Semana Acadêmica de Ciências Contábeis-2026 (2).jpg

O curso de Ciências Contábeis da Ufac realizou, na terça-feira, 3, no anfiteatro Garibaldi Brasil, a abertura da sua 3ª Semana Acadêmica (Semacon), com o tema “Auditoria e Perícia Contábil: Conectando Conhecimentos e Práticas Profissionais”. O evento continua até sábado, 7, com palestras, mesa-redonda, atividades práticas e oficinas. A programação visa aproximar a teoria acadêmica das demandas reais do mercado.

“Preparamos uma programação diversificada para ampliar as perspectivas de nossos acadêmicos e reforçar o compromisso da universidade”, disse o coordenador do evento, Marconde Silva. “Queremos que essa semana seja um marco de valorização do curso e da profissão.”

Também compuseram o dispositivo de honra na abertura do evento o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro (representando o reitor Josimar Ferreira); a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o diretor do CCJSA, Francisco Raimundo Neto; a coordenadora do curso de Ciências Contábeis, Oleides de Oliveira; a presidente do CA de Ciências Contábeis, Hanara Ferreira; e o presidente do CRC-AC, Edberto Gomes.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

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