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O que é a UNIFIL? | Notícias explicativas

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Os militares israelenses dispararam contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), forças internacionais de manutenção da paz no Líbano, de acordo com um comunicado da ONU.

“Esta manhã, dois soldados da paz ficaram feridos depois que um tanque Merkava das FDI (exército israelense) disparou sua arma em direção a uma torre de observação na sede da UNIFIL em Naqura (Naqoura), atingindo-a diretamente e fazendo-os cair”, disse um porta-voz da UNIFIL no domingo.

Israel confirmou a sua “presença militar” na área, alegando que estava a interagir com combatentes do Hezbollah que estavam perto das posições da ONU.

O que é a UNIFIL?

A UNIFIL é uma missão de manutenção da paz criada pelo Conselho de Segurança da ONU (CSNU) em março de 1978, dias depois de Israel ter invadido o Líbano.

O CSNU aprovou as Resoluções 425 e 426, apelando a Israel para se retirar do Líbano. Eles também decidiram criar a UNIFIL.

De acordo com a decisão que a criou, a UNIFIL foi enviada ao Líbano para cumprir três objectivos: “Confirmar a retirada das forças israelitas, restaurar a paz e a segurança internacionais, ajudar o Governo do Líbano a garantir o regresso da sua autoridade efectiva na área” .

Dado que a área de concentração da UNIFIL se situa no sul do Líbano, perto da fronteira com Israel, está presente em vários locais tradicionalmente associados ao poderoso grupo libanês Hezbollah.

Então eles são soldados?

Não.

Os soldados da paz individuais podem ter sido soldados no seu país de origem. Mas em missões de manutenção da paz, eles não entram em combate.

As forças de manutenção da paz têm de permanecer imparciais e só podem estar presentes com o consentimento da nação para a qual estão destacados.

De acordo com a ONU: “As actuais operações multidimensionais de manutenção da paz… não só mantêm a paz e a segurança, mas também facilitam o processo político, protegem os civis, ajudam no desarmamento, desmobilização e reintegração de antigos combatentes, apoiam a organização de eleições, protegem e promovem os direitos humanos e ajudar a restaurar o Estado de Direito.”

Qual é o número de telefone da UNIFIL?

A UNIFIL compreende mais de 10.000 forças de manutenção da paz de 50 nações. Em 2 de setembro, eles eram:

  • Indonésia – 1.231
  • Itália – 1.068
  • Índia – 903
  • Nepal – 876
  • Gana – 873
  • Malásia – 833
  • Espanha – 676
  • França – 673
  • China – 418
  • Irlanda – 370
  • República da Coreia – 294
  • Polônia – 213
  • Finlândia – 205
  • Camboja – 185
  • Sérvia – 182
  • Áustria – 165
  • Grécia – 131
  • Sri Lanca – 126
  • Tanzânia – 125
  • Bangladeche – 120
  • Alemanha – 112
  • Turquia – 92
  • Salvador – 52
  • Moldávia – 32
  • Brunei – 29
  • Hungria – 15
  • Brasil – 11
  • Malta – 9
  • República da Macedônia do Norte – 5
  • Mongólia – 4
  • Argentina, 3
  • Quênia – 3
  • Letônia – 3
  • Serra Leoa – 3
  • Chipre – 2
  • Guatemala – 2
  • Zâmbia – 2
  • Armênia – 1
  • Reino Unido – 1
  • Colômbia -1
  • Croácia – 1
  • Estônia – 1
  • Fiji – 1
  • Cazaquistão – 1
  • Maláui – 1
  • Holanda – 1
  • Nigéria – 1
  • Perú – 1
  • Catar – 1
  • Uruguai – 1

Também tem cerca de 800 funcionários civis em todo o mundo.

Onde fica no Líbano?

No sul.

A presença da UNIFIL estende-se desde o Rio Litani até a Linha Azul.

Essa área é de 1.060 quilômetros quadrados (409 milhas quadradas), em que a UNIFIL possui 50 posições. Sua sede fica em Naqoura, no sudoeste.

Um veículo da ONU dirige, durante uma visita da Reuters a Camp Shamrock, onde forças de paz irlandesas e polonesas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) estão estacionadas perto da vila de Maroun al-Ras, perto da fronteira libanesa-israelense, no sul do Líbano, 29 de novembro. , 2023. (Aziz Taher/Reuters)
Um veículo blindado da ONU passa por Camp Shamrock, onde as forças de paz irlandesas e polonesas da UNIFIL estão estacionadas perto da vila de Maroun al-Ras, no sul do Líbano, perto da fronteira com Israel, 29 de novembro de 2023 (Aziz Taher/Reuters)

O que é a Linha Azul?

Estabelecida em 2000, a Linha Azul é uma “fronteira” de 120 km (75 milhas) traçada pela ONU entre o Líbano e Israel.

O seu principal objectivo é confirmar a retirada do exército israelita do território libanês, conforme determinado pelas Resoluções 425 e 426 do CSNU.

Então, como isso funciona?

De acordo com a sua missão e para manter a paz ao longo da Linha Azul, as autoridades israelitas e libanesas são obrigadas a notificar antecipadamente a UNIFIL sobre quaisquer actividades nas suas proximidades.

Isto inclui trabalhos de manutenção de rotina e operações de segurança.

Este protocolo ajuda a UNIFIL a monitorizar e gerir eficazmente a região fronteiriça sensível.

As forças de paz espanholas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) coordenam a sua patrulha com o exército libanês, em Marjayoun, no sul do Líbano, em 8 de outubro.
As forças de paz espanholas da UNIFIL coordenam sua patrulha com o exército libanês, em Marjayoun, no sul do Líbano, em 8 de outubro de 2024 (AFP)

Foi apenas em 1978 que a UNIFIL teve de agir?

Não, houve algumas guerras nas quais a UNIFIL trabalhou.

Em 1982, Israel invadiu novamente o Líbano, indo ao norte até Beirute e ocupando todo o sul.

Até ao fim da invasão em 1985, a UNIFIL esteve atrás das linhas israelitas, limitada no seu papel a proteger as pessoas no sul e a fornecer assistência humanitária sempre que possível.

Em 2006, Israel entrou novamente no sul do Líbano numa guerra contra o Hezbollah que durou cerca de um mês.

Em Agosto desse ano, a Resolução 1701 da ONU foi aprovada para resolver o conflito entre o Hezbollah e Israel, na esperança de garantir um cessar-fogo duradouro em torno de uma zona tampão desmilitarizada.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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