NOSSAS REDES

ACRE

Oi (OIBR3) dá o passo final para desligar telefones fixos. Como ficam os seis milhões de clientes da operadora?

PUBLICADO

em

Você se lembra quando foi a última vez que usou um telefone fixo? Se você é cliente da Oi (OIBR3), essa pode ter sido realmente a última vez. A operadora em recuperação judicial deu o passo final para desligar os aparelhos — que fazem pressão sobre as finanças já apertadas.

A operadora contava com um total de seis milhões de usuários de telefonia fixa na metade do ano, de acordo com dados da consultoria Teleco. Mas a maior parte dos clientes da Oi não precisa se preocupar, já que essa situação-limite deve ocorrer apenas para um pequeno grupo.

Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última quinta-feira (14), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a minuta do “Termo Único de Autorização” para exploração de serviços de telecomunicações.

Essa era a última etapa para oficializar o acordo de mudança de regime firmado com a Oi em julho. Basicamente, o acordo libera a companhia para sair do modelo de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) e entrar no modelo privado de autorização.

“O desfecho dessa etapa é um pilar fundamental na busca pela viabilidade operacional da companhia, com vistas à superação de sua atual situação econômico-financeira e à continuidade de suas atividades”, disse a Oi, no comunicado. 

Agora que a Anatel já aprovou todas as informações do documento, resta apenas a assinatura do contrato.

Os próximos passos da Oi (OIBR3)

Com o aval da Anatel, a Oi retomará o processo de arbitragem que busca compensações pelos desequilíbrios históricos da concessão.

Além disso, após a chancela, a Oi poderá “desligar” o serviço de telefonia fixa nas localidades onde o serviço dá prejuízo. Mas apenas uma pequena parcela dos clientes passará por essa situação.

Isso porque a maior parte dos usuários da Oi também possui a banda larga da operadora. Nesse caso, a empresa deve oferecer, sem custo adicional, a migração da linha fixa para a estrutura da V.tal, que adquiriu recentemente a estrutura de fibra da companhia.

A tele deverá emitir um aviso prévio aos clientes restantes que, a partir daí, deverão recorrer às ligações por celular caso queiram fazer chamadas por voz. A estimativa é que apenas 350 mil clientes usem os serviços de telefonia fixa por cobre e tenham as linhas desligadas.

Segundo a Oi, essa será a “etapa final viabilizará o início do equacionamento do equilíbrio econômico financeiro dos serviços sobre infraestrutura legada e dos diversos temas associados à concessão de telefonia fixa”.

O objetivo é reduzir os custos da prestação do serviço pela Oi, que passará a seguir o novo contrato com a Anatel, além de viabilizar a aceleração na venda de ativos imobiliários. 

Modelo antigo de concessão gera prejuízo para Oi (OIBR3) e outras teles

A concessão foi firmada na época da privatização das telecomunicações, em 1998, e iria até 2025. No entanto, as operadoras vinham alegando que as chamadas fixas de voz caíram em desuso e fizeram o faturamento despencar.

Mesmo assim, o contrato exigia a manutenção das redes e a oferta do serviço nas mesmas condições, o que gerou prejuízos sequenciais.

A Oi, por exemplo, tinha 6 milhões de clientes de telefonia fixa na metade de 2024, contra 7,6 milhões um ano antes, uma baixa de 21% só nesse período, conforme dados da consultoria Teleco.

Em termos financeiros, a receita da operadora passou de R$ 748 milhões para R$ 575 milhões, encolhimento de 23%, segundo balanço da companhia.

No início deste mês, a Oi anunciou resultados fracos no terceiro trimestre de 2024, com queima de caixa, receitas em queda e lucratividade em xeque. Veja os destaques:

  • Lucro líquido: R$ 243 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 2,8 bilhões no 3T23;
  • Receita líquida consolidada: R$ 2,09 bilhões (-13,7% a/a);
  • Ebitda: -R$ 335 milhões (+13,5% a/a);
  • Fluxo de caixa operacional: -R$ 496 milhões (-6,7% a/a).

Como está a saúde financeira de cada empresa? Cadastre-se gratuitamente para acompanhar a temporada de balanços 3T24 em tempo real

Ao mudar para o regime de autorização, a Oi ficará desobrigada de manter a telefonia fixa, o que vai render uma economia relevante.

A operadora também se tornará dona dos bens reversíveis — como imóveis de centrais telefônicas e redes de cobre — podendo colocá-los à venda. Uma consultoria já foi contratada para dar apoio nessas alienações de ativos.

Em troca, a Oi terá que investir o valor mínimo de R$ 5,8 bilhões em infraestrutura de internet e criação de data centers.

Também terá de manter os serviços de telefonia fixa até dezembro de 2028 nas localidades onde seja a única prestadora do serviço. Essa definição ocorreu para evitar que algumas comunidades fiquem isoladas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério das Comunicações aprovaram também o acordo entre a Oi e a Anatel para a repactuação das dívidas da companhia. Em valores atualizados, a empresa deve R$ 8,7 bilhões decorrentes de multas na prestação dos serviços nas últimas duas décadas.

Deste total, R$ 685,5 milhões serão quitados com a liberação de depósitos judiciais. A empresa também se comprometeu a pagar, como entrada, uma parcela de R$ 80 milhões. 

O restante será parcelado em 114 meses (9,5 anos), com vencimento a partir de 31 de março de 2025.

*Matéria atualizada com mais detalhes sobre como vai funcionar a migração dos clientes da Oi. Com informações do Estadão Conteúdo.

Leia Mais

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

PUBLICADO

em

No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

Continue lendo

MAIS LIDAS