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Oportunidades nas relações com a China e o mundo – 21/11/2024 – Opinião
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2 anos atrásem
O encontro desta semana entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder da China, Xi Jinping, joga alguma luz adicional sobre as oportunidades nas relações econômicas entre o Brasil e a ditadura comunista que responde pelo segundo maior PIB do planeta.
Os chineses ainda detêm uma participação relativamente pequena, mas em crescimento rápido do investimento estrangeiro existente aqui —de 1% do total no começo da década passada, foi a 5% em 2022, dado mais recente, atrás de Estados Unidos (29%), Espanha, Reino Unido e França (todos com 6%).
Em particular desde o acirramento do conflito econômico com os EUA, em 2018, o capital do gigante asiático procura cada vez mais países emergentes.
Com a volta de Donald Trump à Casa Branca, tal tendência pode se acentuar. Embora a operação seja diplomaticamente complicada, o Brasil terá a chance de se esgueirar entre os tiros trocados pelas duas potências.
O fluxo total de investimento direto estrangeiro aqui equivaleu a 3,2% do PIB nos últimos 12 meses. Trata-se de nível não exuberante, mas suficiente para cobrir o déficit nas transações de bens e serviços com o exterior, que chegou a 2,1% do PIB.
Esse déficit está em alta, em parte por causa do aquecimento da demanda interna e das remessas maiores de lucros e juros, além da novidade dos gastos com “streaming”, aplicativos e até apostas online.
O preço das exportações —das commodities— cai. O país importa mais insumos industriais e produtos manufaturados, como veículos (aliás, na maioria chineses, neste ano). Um eventual superaquecimento da economia elevaria o déficit externo e demandaria mais cobertura por meio de investimentos diretos.
Peso ainda mais relevante tem o comércio externo. A soma de importações e exportações brasileiras, que equivalia a algo em torno de 15% do PIB no início do século, chegou perto de 20% na década passada e a até 30% no ano excepcional de 2023, estando ora em 27%. Boa parte dessa mudança benfazeja se deveu ao aumento do consumo chinês.
Será muito difícil mudar tão cedo o padrão de comércio com a China —a troca de commodities por bens industrializados. O risco, de fato, é que sobrevenha inundação ainda maior de produtos do país asiático, barateados devido a excedentes grandes.
Já o perfil do investimento no Brasil é passível de mudança. Concentrado até aqui em eletricidade e petróleo, pode se dirigir mais a infraestrutura e a manufaturas, como a de veículos.
Para que receba mais aportes, de quaisquer outros países, o Brasil precisa de mais que habilidade na política externa. O essencial é estabilidade econômica com crescimento regular, menos custos para produzir e incentivo adequado à transformação tecnológica. Crescer com auxílio do capital externo depende de ordem e inovação domésticas.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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