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Oposição a regrar violência policial expõe direita tosca – 02/01/2025 – Marcos Augusto Gonçalves

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A reação de governadores de direita ao decreto do governo federal sobre uso da força pela polícia é mais um atestado da estupidez que vem ganhando projeção num país cada vez mais ignaro, violento e abandidado.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas, o preferido do bolsonarismo, das finanças e do ruralismo para disputar a Presidência em 2026, insiste em dar provas de truculência. Não apenas na segurança pública, embora com especial afinco nesta área.

Nomeou como seu secretário um ex-policial que se orgulha de ter matado “vagabundos” e gosta de repetir, em seu chocante despreparo, a retórica do apologista da tortura que o inspira, o famigerado Jair Bolsonaro.

Em simetria com a escalada da letalidade policial incentivada pelo governo estadual, casos macabros de abuso da força por parte de agentes policiais têm aparecido na mídia, graças a câmeras de segurança e smartphones. O contribuinte pode ver seus impostos aplicados em iniciativas públicas ilegais e racistas.

O padrão se repete em outros estados, mesmo governados pela esquerda ou por partidos de centro. E também é sustentado pelo Exército Brasileiro, que absolveu recentemente oito militares que, em 2019, fizeram 257 disparos contra um automóvel guiado pelo músico Evaldo Rosa.

Ele estava em companhia de sua mulher, filho, sogro e uma amiga. Desse total, 62 projéteis acertaram o carro e 9 o corpo da vítima. Como explicar tal decisão?

Casos análogos são recorrentes.

Por mais que se trate de uma parcela minoritária de agentes do Estado, a repetição de ocorrências como tiros pelas costas e assassinatos covardes é assustadora e clama por medidas. Note-se que o descaso em geral atinge os mais pobres, gente cuja vida parece não valer nada em seu país.

O decreto veio em resposta a este estado de coisas insustentável. Suas recomendações já se inscrevem em convenções internacionais assinadas pelo Brasil, em legislação vigente e em programas de treinamento policial.

A intenção é detalhar a regulamentação legal e gerar incentivos para que as regras sejam aplicadas, condicionando à sua observação o acesso a fundos públicos nacionais.

As normas são básicas: a prerrogativa de uso da força pelo Estado deve respeitar proporcionalidade, numa escala em que uso de arma de fogo é um último recurso, só admissível quando outros de “menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos”.

Policiais não devem atirar contra pessoas desarmadas, disparar pelas costas ou alvejar veículos às cegas.

Não há nada de extraordinário ou inovador nisso. Em que pese a reação política e ideológica de Tarcísios, Zemas e Ratinhos, outros governadores apoiaram o dispositivo, bem como um grupo significativo de ex-secretários de segurança.

A alegação de que seria uma interferência indevida da esfera federal numa atribuição dos estados não tem nenhum fundamento.

O Brasil não de hoje vive uma situação dramática nas políticas de controle da criminalidade, com abusos em série, corrupção e infiltração de facções nas instituições republicanas.

Para piorar, setores da população, senão a maioria ao menos parcela rude e ignorante, apoia a truculência, as investidas contra bairros pobres e o lema bandido bom é bandido morto.


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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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