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Oposição garante vitória esmagadora nas eleições nas Maurícias | Notícias Eleitorais
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O ex-primeiro-ministro Navin Ramgoolam conquistou um terceiro mandato no país do Oceano Índico, mostram os resultados oficiais.
O líder da oposição, Navin Ramgoolam, obteve uma vitória esmagadora nas Maurícias. votação parlamentardisse a comissão eleitoral.
O Gabinete do Comissário Eleitoral disse na terça-feira que Rangoolam e a sua coligação Aliança para a Mudança (ADC) obtiveram 62,6 por cento dos votos, garantindo ao três vezes ex-primeiro-ministro um quarto mandato.
A ADC conquistou 60 dos 62 assentos na Assembleia Nacional, informou a emissora estatal Mauritius Broadcasting Corporation.
“O tribunal do povo deu o seu veredicto e uma nova Maurícia desperta”, disse Rangoolam, de 77 anos, a uma multidão de apoiantes, entre aplausos estridentes e buzinas estridentes.
Ramgoolam serviu como primeiro-ministro de 1995 a 2000 e novamente de 2005 a 2014.
Além dos 60 lugares para as Maurícias, havia dois em disputa para a ilha de Rodrigues e outros oito atribuídos ao abrigo do que é apelidado de sistema do “melhor perdedor”.
O modelo eleitoral em que o vencedor leva tudo significa que coligações únicas dominam frequentemente o parlamento.
‘Livre para conversar’
O primeiro-ministro em exercício, Pravind Jugnauth, concedido na segunda-feira que a sua aliança Lepep, liderada pelo seu Movimento Socialista Militante (MSM), estava “caminhando para uma enorme derrota”.
“O povo escolheu outra equipa para liderar o país”, disse Jugnauth, que é primeiro-ministro desde 2017, aos jornalistas.
Ainda no mês passado, o primeiro-ministro de 62 anos celebrava um acordo histórico que viu a Grã-Bretanha ceder a soberania sobre as Ilhas Chagos às Maurícias, após uma longa disputa.
Mas a votação foi ofuscada por uma explosão escândalo de escutas telefônicasquando chamadas telefónicas gravadas secretamente de políticos, diplomatas, membros da sociedade civil e jornalistas foram divulgadas online.
Ramgoolam disse que após a sua vitória esmagadora, primeiro desmantelaria o “sistema de espionagem do país para que os mauricianos fossem livres de falar”.
Desafios econômicos
Durante a campanha, ambos os lados prometeram melhorar a situação dos mauricianos que enfrentam dificuldades de custo de vida, apesar do crescimento económico robusto.
As medidas delineadas no manifesto da Aliança para a Mudança incluem a criação de um fundo para apoiar as famílias que enfrentam dificuldades, transportes públicos gratuitos, aumento das pensões e redução dos preços dos combustíveis, bem como esforços para combater a corrupção e impulsionar a economia verde.
Também apelou a reformas constitucionais e eleitorais, incluindo a mudança na forma como o presidente e o presidente do parlamento são escolhidos.
Pelo menos um milhão de pessoas estavam registadas para votar no domingo, nas 12ª eleições desde que as Maurícias conquistaram a independência do Reino Unido em 1968.
As Maurícias, que ficam a cerca de 2.000 quilómetros (1.240 milhas) da costa leste de África, são reconhecidas como uma das democracias mais estáveis do continente e desenvolveram uma economia de sucesso sustentada pelos seus sectores financeiro, turístico e agrícola desde que conquistaram a independência.
Tanto Jugnauth como Ramgoolam são membros das dinastias que dominaram a liderança das Maurícias desde a independência.
Ramgoolam, que anteriormente trabalhou como médico e advogado, é filho de Seewoosagur Ramgoolam, que conduziu as Maurícias à independência da Grã-Bretanha.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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