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Os bombardeiros Mirage franceses aumentarão as defesas aéreas da Ucrânia? – DW – 11/10/2024

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Em junho, o presidente francês Emmanuel Macron prometeu que os primeiros caças Mirage 2000 seriam entregues à Ucrânia antes do final de 2024. Agora, porém, Kiev só receberá os aviões no próximo ano.

No dia 8 de outubro, o ministro da Defesa francês, Sebastien Lecornu, anunciou que a entrega estava atrasada e que a França enviaria os aviões para a Ucrânia, que se defende contra A guerra de agressão da Rússiano primeiro trimestre de 2025.

A revista especializada Notícias de defesa informou que a empresa francesa Dassault Aviation fabricou cerca de 600 bombardeiros Mirage 2000, metade dos quais foram exportados para oito países, incluindo Grécia, Emirados Árabes Unidos e Taiwan. O avião tem cerca de 14 metros (46 pés) de comprimento e envergadura de cerca de 9 metros. Tem um peso sem carga de 7.500 kg (16.500 libras) e uma velocidade máxima de cerca de 2.700 quilômetros por hora (1.680 milhas por hora).

O Mirage 2000-5 é uma versão modernizada do caça, equipado com um radar aprimorado e capaz de transportar mísseis ar-ar MICA. Também pode servir como transportador para mísseis de cruzeiro lançados pelo ar SCALP-EG, que a França também fornece à Ucrânia.

Oleh Katkov, editor-chefe da revista especializada ucraniana Expresso de Defesaacredita que os aviões franceses poderiam fortalecer significativamente a força aérea ucraniana. “A primeira e mais importante tarefa dos Mirages será a defesa aérea, especialmente no combate a ataques de mísseis de cruzeiro e drones”, disse ele à DW.

Modernizando as Miragens

Na sua publicação na rede social X (antigo Twitter), o Ministro da Defesa francês, Lecornu, anunciou que os Mirages a serem entregues à Ucrânia seriam primeiro atualizados para os padrões mais recentes.

“Em Cazaux, na Gironda, serão dotados de novos equipamentos: para combate aéreo e terrestre e defesa contra a guerra electrónica”, escreveu.

Sebastien Lecornu, num pódio em frente a uma bandeira da União Europeia
O ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, disse que os jatos estão sendo atualizados e equipados com novos equipamentosImagem: JULIE SEBADELHA/AFP

Segundo Katkov, os aviões franceses poderão então usar armas de longo alcance, como os mísseis franceses AASM Hammer com alcance de mais de 70 quilômetros. Acrescentou que, como parte da atualização, também faria sentido integrar bombas planadoras no Mirage 2000-5, como as americanas JDAM-ER e SDB, que já estão a ser utilizadas pelas forças armadas ucranianas, a fim de atingir alvos no solo perto da linha de frente.

O equipamento melhorado de guerra electrónica mencionado por Lecornu também é importante. Katkov disse que isso poderia tornar os sistemas de navegação dos aviões Mirage e seus radares ou sistemas de comunicação a bordo mais resistentes aos sinais de interferência russos.

Os antigos bombardeiros soviéticos Su-24 actualmente utilizados pelas forças armadas da Ucrânia têm utilizado os mísseis de cruzeiro SCALP e Storm Shadow, desenvolvidos pela França e pelo Reino Unido, há já algum tempo, e fá-lo de forma eficaz. Consequentemente, Katkov vê o uso destes mísseis pelos jatos Mirage como uma consideração secundária.

Diferença entre Mirage, F-16

Os caças Mirage e F-16 foram desenvolvidos mais ou menos na mesma época, mas diferem significativamente tanto em design quanto em capacidades. Segundo especialistas da área, comparado ao F-16 americano, o Mirage não tem um desempenho tão bom em combate aéreo.

Close de um Mirage 2000 em voo, contra um céu azul
O Mirage 2000 é eficaz para defesa aérea – mas está desatualizado como avião de combateImagem: Ludovic Marin/AFP/Getty Images

“O Mirage 2000-5 não possui mísseis ar-ar de longo alcance. O Mirage é adequado para defesa aérea no interior e para lançar bombas planadoras”, disse Katkov. Um F-16 também pode fazer isso, explicou ele, mas seu armamento significa que também pode impedir que aviões inimigos penetrem em áreas onde eles também possam lançar bombas.

Um F-16 transporta mísseis ar-ar com alcance de até 160 quilômetros, enquanto os mísseis do Mirage 2000-5 têm alcance de apenas 60 a 80 quilômetros. “O Mirage 2000-5 não possui as armas adequadas para realizar tal tarefa”, acrescentou Katkov.

Kostiantyn Kryvolap, ex-engenheiro de testes da fabricante de aeronaves ucraniana Antonov, também falou sobre essas deficiências. Para ele, o radar dos aviões franceses deixa muito a desejar.

“Mesmo em nossos MiG-29 (soviéticos), a situação do radar é melhor do que nos Mirages”, ele disse ao portal RBC-Ucrânia. O Mirage é um avião de combate, mas Kryvolap o considera desatualizado demais para ser usado como tal. Um caça russo poderia facilmente interceptar mísseis disparados contra ele por um Mirage, disse ele.

Quantos bombardeiros a Ucrânia pode esperar receber?

Em julho, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que o exército ucraniano precisava de pelo menos 128 F-16s para poder competir com a força aérea russa. Até agora, Kiev recebeu apenas alguns F-16 da Dinamarca e da Holanda, o que significa que ainda está muito longe de atingir este objetivo.

Oleh Katkov prevê que não será possível entregar mais do que um máximo de 70 aeronaves à Ucrânia até 2027. “Nesta situação, você tem que perguntar onde conseguirá o número necessário de caças”, ele disse.

Jatos Mirage para a Ucrânia: Macron da França anda na corda bamba

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É aqui que as Mirages francesas poderiam de facto ser úteis. Ainda não está claro quantos Paris pretende fornecer. De acordo com o portal francês de notícias de defesa Opex360, a força aérea francesa tem apenas 20 Mirage 2000-5 que deverão ser desmantelados até 2030, o que é presumivelmente o número máximo de aviões que a Ucrânia pode esperar da França.

No entanto, a Força Aérea Ucraniana não quer depender apenas dos F-16 e Mirages. No final de setembro, o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, anunciou que, além das aeronaves já prometidas à Ucrânia pelos seus parceiros ocidentais, estão atualmente em curso discussões sobre possíveis entregas de outros tipos de caças, como o Gripen, de fabricação sueca, e os jatos europeus Eurofighter Typhoon.

Este artigo foi escrito originalmente em ucraniano.



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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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