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Os códigos de barras poderão ser substituídos por uma alternativa mais poderosa ‘até o final de 2027’ | Tecnologia
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2 anos atrásem
Robert Booth UK technology editor
É a etiqueta com listras de zebra que se tornou onipresente nos últimos 50 anos, mas os dias do código de barras podem estar contados. A organização global que supervisiona a sua utilização afirmou que uma alternativa mais poderosa poderá ser lida pelos retalhistas de todo o mundo dentro de dois anos.
Novos códigos que contenham datas de validade, instruções de produtos, alérgenos e ingredientes, bem como preços, significarão que “vamos dizer adeus ao código de barras antiquado”, segundo a GS1, uma organização internacional sem fins lucrativos que mantém o sistema global padrão para códigos de barras.
A Tesco começou a utilizá-los em alguns produtos e outros testes sugeriram que o desperdício de alimentos perecíveis, como aves, pode ser reduzido incorporando datas de validade nos novos códigos QR, que permitem descontos mais dinâmicos.
Os códigos QR (resposta rápida) permitirão que os clientes acessem instantaneamente mais informações sobre o produto, incluindo como reciclar baterias, roupas e materiais de construção quando regulamentações ambientais mais rígidas surgirem.
Mas também irão colocar uma maior procura nos recursos mundiais de computação em nuvem, onde os dados adicionais que contêm são armazenados – o que significa uma pegada de carbono potencialmente maior.
O primeiro código de barras foi lido em um supermercado de Ohio em junho de 1974, quando um pacote de goma de mascar Juicy Fruit foi entregue. Foi idealizado por Joe Woodland, um inventor que foi implorado por um varejista frustrado com a perda de lucros, para acelerar as filas no caixa e o inventário.
A Coca-Cola tem usado a nova geração de códigos em partes da América Latina para permitir garrafas reutilizáveis, com o código QR permitindo a contagem de recargas para que um limite de 25 possa ser aplicado antes da reciclagem. A rede de supermercados australiana Woolworths teria redução do desperdício de alimentos em até 40% em algumas áreas, pois os códigos permitem que as lojas identifiquem melhor os produtos que estão prestes a expirar e façam descontos com mais eficiência.
“Definimos a ambição de que, até ao final de 2027, todos os retalhistas do mundo sejam capazes de ler os códigos de barras da próxima geração”, disse Renaud de Barbuat, presidente e executivo-chefe da GS1. “Achamos que é viável… Representa algum investimento por parte dos retalhistas para adaptarem os seus sistemas de ponto de venda, mas já está bem encaminhado.”
Alguns especialistas acreditam que os relatórios sobre o fim do código de barras tipo cerca são prematuros, salientando que há menos necessidade de novos códigos em produtos não alimentares sem datas de validade e que há um custo para redesenhar as embalagens.
No Reino Unido, perto de metade dos retalhistas já atualizaram a sua tecnologia de checkout para acomodar mais códigos QR multifuncionais, e espera-se que a maior parte dos restantes o façam durante o próximo ano, de acordo com um inquérito da GS1 UK.
Anne Godfrey, executiva-chefe da GS1 UK, disse: “Isso está em andamento há algum tempo, mas a Covid realmente acelerou. Durante a pandemia, todos se acostumaram a apontar seus telefones para códigos QR em bares e restaurantes para acessar o cardápio.”
Mas Steven Gibbons, chefe de vendas da Electronic Reading Systems, disse: “Acho que o fato de os códigos de barras serem uma coisa do passado ainda não é o caso porque nem todo mundo precisa se conformar (para usar os novos códigos QR)”.
Itens como velas, que não têm prazo de validade, poderiam continuar a usar os códigos de barras antiquados, enquanto alimentos perecíveis poderiam se beneficiar com dados extras, incluindo prazo de validade e origem.
Ele disse que os códigos de barras também persistiriam no armazenamento e na fabricação, onde são uma parte fundamental de processos estabelecidos há muito tempo.
Os novos códigos QR têm a vantagem de conter suas informações em vários locais da imagem, o que significa que pequenos amassados nas embalagens não impedem que sejam lidos pelos scanners. Se um pacote amarrotado significar que falta uma única barra de um código de barras do tipo cerca de estacas, o leitor não será capaz de registrá-lo.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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20 minutos atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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