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Os próximos passos após o indiciamento de Bolsonar…

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Marcela Rahal

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Após o indiciamento do ex-presidente Bolsonaro e mais 36 pessoas pela Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes deve enviar na próxima semana o relatório final do inquérito com mais de 800 páginas sobre o plano de golpe de estado para a Procuradoria Geral da República. Caberá ao PGR Paulo Gonet apresentar ou não a denúncia contra os indiciados ao STF. Se o ministros aceitarem a denúncia, os investigados viram réus. Há a expectativa de que o julgamento do caso possa ser concluído no ano que vem.

Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou uma operação que prendeu 4 militares do Exército e um agente da PF suspeitos de planejarem um golpe que previa os assassinatos do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Em entrevista a VEJA, o ex-presidente Bolsonaro negou qualquer participação no esquema. Segundo o capitão, ele jamais compactuaria com qualquer plano para dar um golpe.

Aliados de Bolsonaro saíram em sua defesa após o indiciamento e atacaram Moraes pelo fato dele ser juiz e vítima no processo. O principal argumento é de que o ex-presidente sofre perseguição política. Para o advogado criminalista e professor de direito penal da Fundação Getulio Vargas, Celso Vilardi, essa tese não se sustenta pois já há provas suficientes para dizer que “é indiscutível a existência de uma organização criminosa”. O professor ressaltou, no entanto, que seria prudente a PF divulgar o relatório com todas as provas que basearam o indiciamento, tendo em vista a “magnitude” do caso. Acompanhe o Giro VEJA.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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