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Ozempic, Wegovy pode ajudar a saúde mental, distúrbios de substâncias – DW – 27/01/2025

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O que você precisa saber

  • Dois medicamentos populares para diabetes e perda de peso entre alguns podem estar ligados a um risco reduzido de condições mentais, cognitivas e de dependência.
  • Os autores do estudo e especialistas independentes alertam contra as reivindicações definitivas ou basear novos tratamentos no estudo observacional, mas os achados são considerados estatisticamente relevantes.

Uma análise importante de mais de 1,2 milhão de registros médicos encontrou diabetes populares e perda de peso drogas, incluindo ozempic e Wegovytambém pode reduzir o risco de outros problemas de saúde.

Pesquisadores do Sistema de Cuidados de Saúde de St. Louis, EUA, disseram que os medicamentos podem estar ligados a uma redução de risco “modesta” para álcool, cannabis, opióides e outros distúrbios de uso estimulante.

Eles também descobriram que os medicamentos diminuíram o risco de ideação suicida e a tentativa ou a auto-mutilação intencional em 10%; esquizofrenia e outros distúrbios psiquiátricos em 18%, e demência e Doença de Alzheimer 8% e 12%, respectivamente.

A pesquisa se aplica a uma classe de medicamentos chamados agonistas do receptor peptídeo 1 do tipo glucagon (GLP1-RAS). Ozempic e Wegovy são os medicamentos mais conhecidos pertencentes a essa classe, contendo o semaglutídeo ingrediente ativo.

Outros Glp1-Ra incluem os compostos dulaglutide e liraglutide.

Eles contêm ingredientes ativos como semaglutídeos e dulaglutídeos e são considerados um avanço no tratamento de sobrepeso e obesidade.

“Os medicamentos do GLP-1RA agem sobre os receptores que são expressos nas áreas cerebrais envolvidas no controle, recompensa e dependência de impulsos-potencialmente explicando sua eficácia no coto de distúrbios de apetite e dependência”, disse o principal autor do estudo, Ziyad al-Aly.

Mas há uma desvantagem: a equipe de Al-Aly encontrou efeitos colaterais conhecidos, como náusea, vômito e diarréia, apareceram em registros médicos associados ao uso do GLP-1Ra. Em casos raros, também ocorreram a função pancreática e renal prejudicada.

Alternativas de insulina

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Como as drogas como ozempic e Wegovy funcionam?

Enquanto as celebridades falavam sobre a Ozempic como um elixir de perda de peso em 2023, quando a droga entrou no mainstream, continua sendo um medicamento especificamente projetado para tratar condições crônicas.

Isso significa que, seja para diabetes ou controle de peso, não é um tratamento simples de “um”, requer uso ao longo da vida para manter o resultado de saúde desejado.

Para perda de peso, também é prescrito com um regime de dieta e exercício.

Tomados diariamente ou semanalmente, o GLP-1RAS replica o efeito dos próprios hormônios GLP-1 do corpo, ligando-se a receptores específicos no cérebro e desencadeando a secreção de insulina no pâncreas.

Isso resulta na redução dos níveis de glicose do sangue, o resultado desejado dos tratamentos com diabetes. Ele também diminui o esvaziamento do intestino – literalmente atrasa você ao banheiro – reduzindo assim o apetite.

Diabetes Drugs são pílulas de saúde mágica?

Embora uma dieta nutritiva e exercícios regulares sejam aceitos como maneiras de fornecer outros resultados positivos para a saúde e requisitos fisiológicos básicos, pode ser necessária uma terapia efetiva para perda de peso medicada para pessoas com requisitos específicos de saúde.

Seu novo estudo sugere que há vários benefícios ao tomar esses medicamentos, mas não diz diretamente que o uso do medicamento causa benefícios positivos à saúde – apenas mostra os medicamentos pode potencialmente contribuir para resultados positivos.

“Este é um estudo observacional, não um estudo randomizado, e os autores alertam contra a base de recomendações de tratamento sobre esses dados, sem mais confirmação”, disse David Henry, ex-farmacólogo clínico e pesquisador de prática baseada em evidências da Bond University, Austrália, que não estava envolvido no estudo.

“Essa reticência é justificada. Estudos observacionais falhos de outro medicamento para diabetes, a metformina, concluíram erroneamente que o medicamento impedia o câncer. Análise de dados de ensaios randomizados refutaram essa teoria”.

E como a análise foi realizada nos registros médicos dos veteranos, ela se aplica desproporcionalmente a homens predominantemente brancos, uma limitação reconhecida pelos pesquisadores.

Dos 1,2 milhão de registros usados ​​para o estudo, quase 4 em 5 pertenciam a pessoas brancas, cerca de 95% eram homens e 80% tinham mais de 60 anos.

Editado por: Zulfikar Abbany

Fonte primária

Mapeando a eficácia e os riscos dos agonistas do receptor GLP-1. Publicado por Yan Xie, Yaeyoung Choi e Ziyad al-Aly in Nature Medicine. https://doi.org/10.1038/s41591-024-03412-w



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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