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Café descafeinado faz mal? Entenda – 27/01/2025 – Equilíbrio
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Katie Mogg
Beber café é um componente chave da rotina matinal de muitas pessoas, oferecendo energia junto com um aroma terroso e sabor de nozes.
Mas se deliciar com uma xícara pode trazer efeitos indesejados. Uma bebida de 240 ml pode conter entre 80 e 100 miligramas de cafeína, o que também pode causar nervosismo, ansiedade e dificuldade para dormir.
“Para algumas pessoas é, ‘Quero poder beber café à tarde porque realmente gosto do sabor, mas não quero ficar acordado a noite toda’”, diz Eric Brenner, diretor assistente do Centro de Pesquisa e Educação em Café da Universidade Texas A&M.
O café descafeinado, geralmente desprovido de pelo menos 97% de sua cafeína, é uma alternativa saborosa. Mas algumas organizações de defesa da saúde levantaram preocupações sobre um produto químico usado no processo de descafeinação porque pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer.
Você deve se preocupar? Aqui está o que os especialistas dizem que você deve saber.
COMO O CAFÉ É DESCAFEINADO?
Existem várias maneiras de fazer café descafeinado, mas dois métodos comuns usam os produtos químicos cloreto de metileno ou acetato de etila para extrair e dissolver a cafeína dos grãos de café.
Um método coloca os grãos de café em contato direto com os produtos químicos. Começa com o vapor dos grãos de café verdes, não torrados, para fazê-los inchar e abrir seus poros, diz Tonya Kuhl, chefe do departamento de engenharia química da Universidade da Califórnia, Davis.
Em seguida, os grãos são enxaguados em cloreto de metileno ou acetato de etila para remover sua cafeína, diz Kuhl.
Os grãos são então novamente vaporizados e lavados para remover os produtos químicos residuais, diz Brenner, e depois são torrados. O produto final geralmente não tem exatamente o mesmo sabor de uma xícara de café comum, mas “quando bem feito, há muito pouca mudança”, diz Kuhl.
OS PRODUTOS QUÍMICOS USADOS PARA DESCAFEINAR O CAFÉ SÃO PERIGOSOS?
Em resumo, a resposta é não, dizem os especialistas, pelo menos não na quantidade a que você está exposto no café descafeinado.
No entanto, pessoas expostas a produtos químicos como o cloreto de metileno em níveis mais altos —como trabalhadores que o usam para remover tinta ou desengordurar metais— podem ter um risco aumentado de câncer de fígado e pulmão e danos ao sistema nervoso central.
Em abril, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA proibiu a maioria dos usos do cloreto de metileno. No entanto, o produto químico ainda pode ser usado para descafeinar café, pois alimentos e bebidas são principalmente regulamentados pela FDA (Food and Drug Administration), que determinou que o café descafeinado não deve conter mais de 0,001% do produto químico.
Isso significa que seria praticamente impossível beber café descafeinado suficiente para se expor a níveis perigosos de cloreto de metileno, diz Kuhl.
O acetato de etila, o outro produto químico usado para descafeinar o café, também não merece muita preocupação, diz Brenner. Ele ocorre naturalmente em algumas frutas, como kiwi e goiaba, e é usado em produtos como esmalte de unha e tinta de impressão. Mas não há evidências de que possa aumentar o risco de câncer.
A exposição ao acetato de etila por inalação, ingestão ou contato com a pele, no entanto, pode irritar os olhos, a pele ou a garganta, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. No entanto, o produto químico não representa uma ameaça à saúde no café, dizem os especialistas.
Uma vez que os grãos de café são descafeinados, pode haver vestígios de produtos químicos restantes, diz Kuhl. Mas depois que os grãos são torrados, os produtos químicos evaporam quase completamente: os grãos de café são normalmente torrados a temperaturas que variam de 180°C a 240°C, e o cloreto de metileno e o acetato de etila fervem em torno de 40 °C e 77°C
“Não há risco à saúde, na minha opinião, associado ao consumo de café descafeinado”, diz Kuhl.
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CAFÉ SEM PRODUTOS QUÍMICOS É UMA OPÇÃO?
Se os produtos químicos residuais no seu café ainda o preocupam, há alternativas, diz Brenner. Algumas marcas descafeinam o café usando o Processo Swiss Water, que, como o nome sugere, usa água em vez de solventes químicos potencialmente tóxicos para remover a cafeína dos grãos de café.
As empresas usam o processo como um ponto de venda porque envolve ingredientes não tóxicos, diz Brenner, acrescentando que o café descafeinado é “perfeitamente seguro”, independentemente de como foi feito.
Para descobrir se os grãos de café foram descafeinados dessa forma, olhe o rótulo na embalagem. Pode estar estampado com termos como “Water Process”, “Swiss Water decaf” ou “Swiss Water descafeinado”.
Se, após ler o rótulo, você não tiver certeza de como seu café descafeinado foi feito, pode verificar o site da marca ou empresa. “Não é um grande segredo”, diz Brenner. “Todas essas informações estão disponíveis.”
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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