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Paes vai a Niterói para reforçar campanha de Rodri…

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Ludmilla de Lima

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Após reeleito, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), tem novo compromisso de campanha, agora ao lado de Rodrigo Neves (PDT), que disputa o segundo turno em Niterói, na Região Metropolitana. Paes cruzará a ponte amanhã, 10, para reforçar o apoio ao pedetista, ex-prefeito de Niterói, que enfrentará nas urnas o bolsonarista Carlos Jordy (PL). Os aliados estarão juntos no ato de criação do “Pacto Niterói-Rio pela Democracia, Boa Gestão e Desenvolvimento Sustentável”, em Icaraí, bairro da Zona Sul da cidade.

Neves recebeu no primeiro turno 48,47% dos votos válidos, contra 35,59% de Jordy. Em terceiro, ficou Talíria Petrone (PSOL), com 12,65%. Com uma campanha que mirou no ex-prefeito e na atual gestão, de Axel Grael (PDT), a psolista conclamou seus eleitores ainda no domingo a “derrotar Carlos Jordy”. Em campos opostos, os dois foram vereadores em Niterói e hoje são deputados federais.

Já Paes e Neves têm em comum o apoio oficial do PT e formam uma aliança que não é de hoje. O prefeito do Rio esteve ao lado do pedetista na sua candidatura a governador em 2022, quando Neves terminou em terceiro lugar.  Na tentativa de isolar o candidato bolsonarista, o ex-prefeito de Niterói vem buscando estar ao lado de lideranças políticas de centro e da esquerda. Na terça-feira, ele caminhou pela Rua Paulo Gustavo, principal ponto de comércio de Icaraí,  com o presidente estadual do PSB, Alessandro Molon, e o deputado estadual Carlos Minc (PSB). O PSB, no primeiro turno, fez parte da chapa de Talíria Petrone.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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