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Paquistão e Bahamas unem-se à pressão por um pacto global para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis | Crise climática

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Nina Lakhani Climate justice reporter

O Paquistão e as Bahamas juntaram-se a um bloco crescente de países vulneráveis ​​ao clima que procuram mediar um pacto global para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis de forma equitativa, pode revelar o Guardian.

O Bahamas é a 15ª nação a endossar totalmente o tratado de não-proliferação de combustíveis fósseis proposto, que forneceria um roteiro global vinculativo para interromper explicitamente a expansão do carvão, petróleo e gás de uma forma justa – com as nações ricas responsáveis ​​pelas emissões mais elevadas a fazerem a transição primeiro e mais rápido.

As Bahamas juntam-se à Colômbia, Vanuatu, Fiji, Tonga e Tuvalu – bem como a 120 cidades e governos locais, 3.000 académicos e 101 nobres laureados. A Organização Mundial da Saúde, o Vaticano e milhares de organizações sem fins lucrativos, líderes juvenis e outras organizações religiosas também aprovou a iniciativaque está a ser liderado por países do sul global.

Entretanto, o Paquistão torna-se o primeiro país do Sul da Ásia a envolver-se formalmente com a coligação em expansão para desenvolver um tratado que estabeleceria as bases para uma verdadeira transição energética justa, ligada ao apoio financeiro e técnico aos países em desenvolvimento e vulneráveis ​​ao clima, para garantir que os trabalhadores e as comunidades dependentes de combustíveis fósseis não ficam para trás.

O ímpeto para o tratado está a crescer após duas reuniões a nível ministerial em 2024, e as negociações formais deverão começar no próximo ano. Vários outros países de todo o mundo estão a considerar endossar ou desenvolver o tratado, de acordo com Kumi Naidoo, presidente da iniciativa.

Philip Davis, primeiro-ministro das Bahamas, caminha pela Zona Azul no dia de abertura da conferência climática Cop28 na Expo City em Dubai, Emirados Árabes Unidos, em 2023. Fotografia: Bloomberg/Getty Images

“Estamos cautelosamente otimistas de que as negociações formais sobre o estabelecimento do tratado começarão em 2025, lideradas pelos países altamente ambiciosos e pioneiros que estão entre as nações mais afetadas pelo clima – e aqueles que procuram ações ambiciosas com base no que a ciência diz. precisamos fazer”, disse Naidoo.

“A dinâmica está, sem dúvida, a crescer – semelhante a outros processos, como o tratado sobre minas terrestres, que começou com a união de um grupo de países… assim que as negociações começarem, será um sinal importante para a indústria dos combustíveis fósseis.”

Os combustíveis fósseis são, de longe, o maior contribuinte para a crise climática, que já está a alimentar inundações, secas, incêndios florestais e calor extremo cada vez mais destrutivos e mortais, bem como catástrofes de início lento, como a desertificação e a subida do nível do mar.

Após quase 30 anos, as cimeiras climáticas da ONU não conseguiram chegar a qualquer acordo ou plano significativo e justo para parar a queima de combustíveis fósseis – apesar da evidência científica esmagadora de que isso deve ser feito para evitar a catástrofe climática. 2024 foi o ano mais quente já registado, mas as negociações climáticas da ONU em Baku, a Cop29, a cimeira da ONU sobre biodiversidade em Cali, a cimeira da ONU sobre a seca em Riade e as negociações do tratado de plásticos em Basu tudo terminou em fracasso.

O tratado sobre combustíveis fósseis proposto estabeleceria um caminho claro para os países seguirem a ciência e cumprirem os compromissos existentes que remontam à cimeira climática da ONU de 1992, no Rio de Janeiro, que consagrou o princípio da equidade no direito internacional, reconhecendo as diferentes capacidades e responsabilidades de cada país na abordagem às alterações climáticas.

O tratado seria complementar ao acordo de Paris e às iniciativas da ONU e abordaria especificamente os empregos, as receitas e o acesso à energia associados aos combustíveis fósseis.

O Paquistão enfrenta efeitos climáticos crescentes num contexto de instabilidade política contínua, incluindo inundações catastróficas que submergiram um terço do país em 2022, bem como calor extremo, secas e a ameaça lenta de derretimento glacial.

Mas a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis exigiria uma grande assistência financeira e tecnológica, uma vez que o petróleo, o gás e o carvão representam cerca de dois terços do cabaz energético do Paquistão, e este continua fortemente dependente das importações. Mais de 40 milhões de pessoas não têm acesso à eletricidade, segundo o Associação Internacional de Energia

A sua decisão de se comprometer formalmente com o tratado é, portanto, um grande passo em frente.

“O financiamento e a cooperação são necessários para enfrentar os desafios de acesso à energia enfrentados por países como o Paquistão”, disse Romina Khurshid Alam, coordenadora do primeiro-ministro para as alterações climáticas. “Estamos nos unindo para analisar os prós e os contras da proposta apresentada – (em) um tratado que visa a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis dentro de um prazo determinado, condicionado ao fornecimento de financiamento adequado e trabalho tecnológico.”

“A liderança do Paquistão desafia as nações mais ricas do mundo a intensificar e a tomar medidas ousadas para assumir a sua responsabilidade na liderança dos esforços para acabar com a nossa dependência destes combustíveis destrutivos. Não se trata apenas de fazer a transição para energia limpa – trata-se de justiça, equidade e de garantir que os menos responsáveis ​​pela crise não sejam deixados a suportar os seus piores impactos”, afirmou Sanjay Vashist, diretor da Rede de Ação Climática do Sul da Ásia.

Vanuatu, que liderou os esforços para garantir as históricas audiências climáticas deste mês no Tribunal Internacional de Justiça, elogiou o Paquistão e as Bahamas por demonstrarem “liderança climática”.

Ralph Regenvanu, enviado especial de Vanuatu para as alterações climáticas e o ambiente, afirmou: “Desde pequenos estados insulares a grandes economias e produtores de combustíveis fósseis, 16 nações em todo o sul global uniram-se agora em defesa de um tratado de não-proliferação de combustíveis fósseis, e apelamos a outras nações para que se juntem a nós neste esforço histórico para proteger o nosso futuro.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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