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Para as universidades dos EUA, as vidas de árabes e muçulmanos não importam | Opiniões
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Em 7 de outubro, a Coligação Tahrir, uma união de organizações pró-palestinianas da Universidade de Michigan, publicou nas redes sociais o que dizia ser uma gravação do presidente da universidade, Santa Ono.
No arquivo de áudio, ouve-se a voz de um homem falando sobre a pressão de “grupos poderosos” e a ameaça de retenção de financiamento federal se a administração da universidade não se concentrar quase exclusivamente no combate ao antissemitismo.
Ele afirma: “O governo poderia me ligar amanhã e dizer, de uma forma muito desequilibrada, que a universidade não está fazendo o suficiente para combater o anti-semitismo. E eu poderia dizer que não está a fazer o suficiente para combater a islamofobia, e não é isso que eles querem ouvir.”
Embora a Coligação Tahrir não tenha explicado como obteve a gravação ou quando e onde foi feita, nem Ono nem a universidade contestaram a sua autenticidade. Em vez disso, a administração da universidade emitiu uma declaração ao jornal local Metro Times, dizendo: “A Universidade de Michigan está firmemente empenhada em garantir que a nossa comunidade continue a ser um ambiente seguro e de apoio, onde todos os estudantes – independentemente da raça, religião, etnia ou outras identidades – ter a oportunidade de aprender e prosperar.”
O problema é que a universidade não está comprometida com a segurança e o apoio aos estudantes muçulmanos e árabes. É claro que não precisávamos da gravação vazada para saber disso, mas ela fornece ao público em geral uma explicação do fracasso total da universidade em apoiar estudantes marginalizados.
Ao longo do ano passado, assistimos em choque ao desenrolar de massacres em massa na Palestina – e, desde Setembro, no Líbano. Israel matou mais de 42 mil palestinos, incluindo mais de 16 mil crianças, e mais de 2.300 libaneses, incluindo mais de 120 crianças.
Para os estudantes palestinos e libaneses, a dor é aguda. Vimos as nossas terras natais destruídas, o nosso povo massacrado, torturado e faminto. No entanto, enquanto nós, juntamente com muitos aliados, tentávamos processar este trauma e defender os direitos humanos, fomos difamados e silenciados no campus. A nossa existência foi reduzida a um problema, a nossa dor transformada em arma, os nossos apelos por justiça criminalizados.
O mesmo não pode ser dito sobre os estudantes que defenderam activamente o “direito à autodefesa” de Israel – um direito que Israel não tem quando se trata de resistência por parte de uma população que ocupa.
O efeito desta abordagem “desequilibrada” é que hoje os estudantes muçulmanos e árabes enfrentam um aumento do assédio e da discriminação, e os seus agressores apenas são encorajados porque sabem que não haverá consequências pelo que fazem.
A hipocrisia da universidade tornou-se aparente para mim e para outros estudantes palestinos quase imediatamente após 7 de outubro de 2023. Em 9 de outubro, os alunos da Faculdade de Direito de Michigan usaram o servidor aberto ao direito público, uma cadeia de e-mail que conecta todos na faculdade de direito, para descrever Os palestinos como “animais” e os seus colegas muçulmanos e árabes como “regozijando-se com o assassinato em massa” e apoiando o estupro. Essa linguagem foi denunciada à administração, que não tomou nenhuma providência.
À medida que o grande corpo discente de Michigan começou a se organizar e a protestar no campus, a discriminação da universidade contra estudantes marginalizados tornou-se ainda mais aparente. Enviou repetidamente a polícia do campus para dispersar os nossos protestos e manifestações, com estudantes a serem agredidos fisicamente, pulverizados com spray de pimenta e presos, enquanto os hijabs de estudantes do sexo feminino eram roubados.
Também aumentou a vigilância. A presença da polícia e o número de câmeras de vigilância ao redor do salão árabe no campus aumentaram visivelmente.
A administração nunca emitiu qualquer pedido de desculpas nem condenou os atos extremos de violência policial contra estudantes que protestavam contra um genocídio financiado pela universidade.
Também não agiu quando acusações de anti-semitismo começaram a ser usadas como arma contra nós. Não interveio para diferenciar entre o ódio contra o povo judeu e a crítica e denúncia legítimas do genocida Israel. Não protegeu o nosso direito de protesto e liberdade de expressão. Em vez disso, aparentemente aceitou a falsa equivalência entre anti-semitismo e anti-sionismo.
Durante o verão, o Departamento de Educação divulgou um relatório sobre o suposto “fracasso” da universidade em agir diante das acusações de anti-semitismo. Entre elas estavam alegações de que os protestos anti-genocídio criaram um “ambiente hostil” que a universidade não investigou.
A universidade sucumbiu facilmente à pressão e alterou unilateralmente as políticas do campus para facilitar a repressão aos estudantes envolvidos no activismo pró-Palestina. Não consultou o corpo docente ou o corpo discente sobre eles.
A administração da universidade fez de tudo para abordar os sentimentos dos estudantes judeus no campus, mas ainda não pronunciou uma palavra para nós, os palestinos. É de perguntar quantos palestinianos mais terão de ser exterminados antes que Ono e o resto da liderança universitária reconheçam o nosso sofrimento, ou se sequer nos vejam como humanos?
Os estudantes muçulmanos, árabes e palestinianos sentem cada vez mais que a nossa administração está totalmente confortável com o massacre do nosso povo e o bombardeamento massivo da nossa terra.
Essa atitude não é exclusiva da Universidade de Michigan. Em todo o país, mais de 3.000 pessoas foram presas por advocacia pró-Palestina em campi universitários em apenas seis meses. As universidades que outrora defenderam a liberdade de expressão tornaram-se ambientes hostis para estudantes muçulmanos e árabes e seus aliados.
O efeito assustador que isso teve é palpável. Muitos estudantes muçulmanos e árabes sentem-se agora inseguros ao expressar as suas identidades ou pontos de vista, temendo repercussões académicas, jurídicas e nas perspectivas de emprego. Para os estudantes palestinianos, este silenciamento é particularmente traumático – é-nos negado o direito de lamentar publicamente ou de pedir justiça.
A somar à nossa dor está o facto de os nossos dólares de propinas serem investidos em empresas que apoiam a violência contra muçulmanos e palestinianos no estrangeiro. Apesar dos protestos, a Universidade de Michigan mantém investimentos em empresas ligadas a Israel, embora tenha sido rápida em desinvestir em empresas ligadas à Rússia após a invasão da Ucrânia.
Em resposta ao áudio vazado, o Conselho de Relações Americano-Islâmicas do Capítulo de Michigan (CAIR-MI) apresentou uma queixa ao Escritório de Direitos Civis do Departamento de Educação. A queixa pede uma investigação para saber se a Universidade de Michigan cumpriu “suas obrigações sob o Título VI da Lei dos Direitos Civis, bem como suas obrigações sob uma Resolução de Consentimento que a Universidade celebrou com o Escritório de Direitos Civis em junho deste ano”. .
No entanto, dado que a pressão sobre as universidades para se concentrarem no bem-estar dos estudantes judeus vem do próprio governo federal, é duvidoso que esta reclamação produza quaisquer resultados significativos.
Os comentários vazados de Ono revelam uma abdicação mais ampla da liderança moral por parte dos administradores universitários em todo o país. Ao ceder às pressões externas, não conseguem proteger todos os estudantes de forma igual, enviando uma mensagem clara de que algumas vidas são mais importantes do que outras.
As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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