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Para evitar mais chegada de imigrantes, prefeitura de Assis Brasil reforça barreira na fronteira

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Cidade tem mais de 260 imigrantes em abrigos e quase 50 nas ruas da cidade. Prefeito Antônio Barbosa publicou um novo decreto, nesta terça-feira (26), no Diário Oficial do Estado (DOE).

Capa: Em 11 dias, cidade do AC gasta mais de R$ 70 mil em alimentação para imigrantes retidos na fronteira: ‘não dá mais’ — Foto: Odair Leal/Secom-AC.

Com sete casos de Covid-19 registrados até a segunda-feira (25), e com 268 imigrantes em abrigos montados em escolas, a prefeitura de Assis Brasil endureceu as medidas de prevenção e contenção da doença e tornou mais rígida a circulação de veículos que tentam entrar na cidade. Uma das medidas é que os motorista devem dizer origem e, se não for morador, é orientado a voltar.

O prefeito Antônio Barbosa publicou um novo decreto, nesta terça-feira (26), no Diário Oficial do Estado (DOE). Uma das preocupações é a entrada de estrangeiros no município transportados por taxistas e veículos clandestinos que acabam desobedecendo os decretos de fechamento da fronteira.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) vem acompanhando a situação desde que um ônibus com peruanos ficou retido na fronteira do estado. O MP informou que recebeu um ofício informando que uma empresa de ônibus interestadual continua fazendo o transporte de passageiros entre Rio Branco e Porto Velho, mesmo com a proibição do decreto que suspende esse tipo de atividade.

Até esta terça, o prefeito informou que na cidade tem 225 estrangeiros abrigados em duas escolas e 43 estão acampados na ponte que liga o Brasil ao Peru. A preocupação do gestor é a chegada de mais estrangeiros na cidade.

“Já estamos indo para 80 dias [do decreto de isolamento social], então, o decreto é exatamente para endurecer e dificultar a chegada dos estrangeiros, porque quando eles chegam aqui, viram problema para mim. Não estou fugindo de problemas, mas tem hora que não dá mais para suportar”, lamentou.

Barbosa contou ao G1 que, na segunda-feira (25), o grupo que está acampado sobre a ponte impediu a entrada dos caminhões que fazem o transporte de combustível na tríplice fronteira.

“Essas pessoas resolveram se rebelar e montar uma espécie de barricada e não deixar os caminhões que transportam combustível passar e não deixaram ninguém passar sobre a ponte. Essas pessoas chegaram a um nível de estresse que brigam entre si”, contou o prefeito, que teve que negociar com o grupo para que eles liberassem a pista.

Barreira

Com o temor de que cheguem mais imigrantes, o decreto determina todos os passageiros que chegaram ao município devem passar pela barreira de fiscalização sanitária no posto de triagem que fica quilômetro 2, da BR 317.

As equipes da prefeitura devem fazer aferição de temperatura de todos os passageiros e também realizar questionário para detectar possíveis sintomas da Covid-19.

Além disso, deve ser feita uma busca sobre a origem do veículo e o objetivo de quem está entrando na cidade, caso não seja morador, é orientado a voltar. O decreto ainda orienta a população que não saia do município. Os motoristas ainda são obrigados a usarem máscaras e ter álcool em gel.

O município ainda vai entregar cópia do decreto aos motoristas que prestam o serviço de transporte de passageiros que passarem pelo ponto de fiscalização e proíbe o transporte de estrangeiro de qualquer nacionalidade para o município.

“A medida pretende não só evitar a disseminação do Covid-19, mas, também, visa mitigar sérios problemas de caráter humanitário que vem acontecendo na zona fronteiriça do município de Assis Brasil, sobretudo sobre a ponte internacional que liga o município ao país vizinho Peru”, afirmou o documento.

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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