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‘Passo em direção à justiça’: EUA indiciam ex-militares por abusos na Síria | Notícias de Bashar al-Assad

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Monitores de direitos humanos nos Estados Unidos saudaram a acusação do Departamento de Justiça dos EUA de dois oficiais militares acusados ​​de supervisionar tortura e abuso como parte do regime derrubado do ex-presidente sírio Bashar al-Assad.

A acusação, divulgada na segunda-feira, apenas um dia depois de grupos de oposição terem entrado em Damasco e derrubado al-Assad, acusa os ex-oficiais de inteligência da Força Aérea Síria Jamil Hassan, 72, e Abdul Salam Mahmoud, 65, de “tratamento cruel e desumano aos detidos sob seu controle”. , incluindo cidadãos dos EUA” no centro de detenção do Aeroporto Militar de Mezzeh, em Damasco.

A notória instalação foi um de muitos em toda a Síria que, segundo grupos de direitos humanos, abrigou as vítimas da repressão de al-Assad à dissidência durante a guerra civil de 13 anos do país. Parece ser a primeira vez que os EUA procuram responsabilizar através do sistema judicial indivíduos que participaram no vasto aparelho militar e de inteligência de al-Assad.

A acusação não nomeou os cidadãos norte-americanos em questão, mas a Força-Tarefa de Emergência Síria (SETF), uma organização sediada em Washington, DC que ajudou a coletar depoimentos de testemunhas no caso, disse que a trabalhadora humanitária Layla Shweikani, de 26 anos, estava entre as vítimas de Hassan e Mahmoud.

“Agora é a nossa vez de capturar estes criminosos e levá-los aos Estados Unidos para julgamento”, afirmou o grupo num comunicado.

Shweikani morreu enquanto estava sob custódia do governo sírio em 2016, com os EUA confirmando sua morte dois anos depois. Ainda assim, os defensores há muito que condenam a inacção do governo no meio de apelos por justiça.

A SETF forneceu depoimentos aos promotores de que Shweikani havia sido torturado enquanto estava no Aeroporto Militar de Mezzeh antes de ser transferido para a prisão militar de Sednaya. Monitores de direitos humanos dizem que foi lá que ela foi executada após um julgamento militar que supostamente durou alguns segundos.

Entre as testemunhas que testemunharam perante o governo dos EUA estava Dina Kash, tia do Diretor Executivo do SETF, Mouaz Moustafa.

Kash “desempenhou um papel fundamental na realização dessas acusações porque ela foi torturada pelos mesmos criminosos que (Layla) foi”, disse o grupo em um comunicado. “Quando capturarmos estes criminosos, Dina será uma testemunha poderosa entre outros corajosos sírios que testemunharão num tribunal americano sobre o assassinato de civis inocentes pelos bandidos do regime de Assad.”

A Coligação Americana para a Síria também classificou a acusação como um “passo marcante no sentido da responsabilização”.

O grupo disse que “saúda os mandados de prisão e espera que este seja um passo no sentido de alcançar justiça para a família Shweikani e para todos aqueles que foram desaparecidos, torturados e mortos na notória prisão do regime de Assad”.

Outra janela para abusos

Os sírios e os observadores dos direitos humanos têm procurado um relato mais completo dos desaparecidos e mortos pelo governo de al-Assad desde que grupos de oposição, liderados por Hayat Tahrir al-Sham (HTS), assumiu o controle de Damasco no domingo, após uma ofensiva relâmpago em todo o país.

Os acontecimentos lançaram o futuro da Síria na incerteza, levantando questões sobre se a tomada do poder se transformará num regime civil inclusivo e pacífico, ou se surgirá mais violência entre os grupos díspares que compõem a oposição.

Outros intervenientes no país, incluindo o ISIL (ISIS), também ameaçam desestabilizar quaisquer esforços de transição incipientes. Um novo governo começou a tome forma na terça-feira, com a nomeação de um primeiro-ministro de transição.

Entretanto, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que Washington apoiará qualquer processo de transição que respeite os direitos das minorias, impeça a propagação do “terrorismo” e garanta que quaisquer arsenais de armas químicas mantidos por al-Assad sejam protegidos e destruídos.

O porta-voz da Casa Branca, John Kirby, disse na terça-feira que a administração do presidente dos EUA, Joe Biden, conseguiu comunicar com grupos de oposição e continuará a fazê-lo.

Ele acrescentou que os EUA continuavam a pressionar por informações sobre Austin Ticeum jornalista norte-americano detido na Síria em 2012. Tice está entre as mais de 135 mil pessoas detidas ou desaparecidas pelo governo al-Assad desde 2011, segundo a Rede Síria para os Direitos Humanos.

As forças da oposição já libertaram milhares de prisioneiros na sua ofensiva, e as famílias continuam a procurar nas instalações qualquer evidência de entes queridos.

A acusação dos EUA divulgada na terça-feira ofereceu mais uma janela para os abusos que eles podem ter enfrentado. Acusou os agentes de inteligência sírios Hassan e Mahmoud de espancar os detidos com cabos, mangueiras e canos, quebrar os dentes dos detidos, despir os prisioneiros, eletrocutá-los, pendurá-los pelos pulsos e pés e remover as unhas dos pés, entre outros abusos.

A acusação acusou ainda a dupla de tortura psicológica como parte da sua “atmosfera de terror”. Isso incluía mostrar sangue aos detidos nas paredes e cadáveres nas celas, e alegar falsamente que as suas famílias tinham sido mortas ou detidas.

O paradeiro dos dois homens permaneceu desconhecido, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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