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Patrimônio Histórico tomba ginásio do Ibirapuera – 12/11/2024 – Cotidiano

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Demétrio Vecchioli

O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) aprovou nesta terça-feira (12) o tombamento definitivo do Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, que inclui o conhecido ginásio do Ibirapuera.

O relatório aprovado por unanimidade incorpora à área de proteção a região da Mancha dos Bombeiros e o terreno onde o Exército pretende construir dois prédios de moradia de 13 andares cada.

A decisão vem menos de quatro anos depois de o então presidente Jair Bolsonaro (PL) prometer que “não mediria esforços” para tombamento pelo Iphan, que agora atrapalha os planos do Exército e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pretendia levar adiante a concessão do complexo.

“As mobilizações em favor do ginásio expressaram a premissa de que o patrimônio se constitui na relação das pessoas com seus espaços, práticas que são em si patrimônio. As manifestações públicas mostraram a multiplicidade de valores culturais que recaem sobre o lugar. O equipamento esportivo, além do valor arquitetônicos, que é inegável, carrega a memória de grandes eventos esportivos, shows e esportivos diversos”, disse em seu voto a relatora Flávia Brito do Nascimento.

O parecer também defendeu que o tombamento fosse relativo à área inicial proposta, incluindo a Mancha dos Bombeiros.

“A área de entorno, na sua completude, congrega visualmente com o conjunto a horizontalidade e a baixa densidade que predominaram todos esses anos, responsáveis por colocar em destaque a retórica monumental e visual do conjunto esportivo.”

O tombamento dessa área, conhecida antigamente como Invernada dos Bombeiros e que reúne quase 200 imóveis, era defendido pela Associação de Moradores da Vila Mariana (AMV) e já havia sido aprovada antes pelo órgão municipal de patrimônio, o Conpresp.

Outro ponto polêmico era a inclusão de um terreno reivindicado pelo Exército para construir moradia para profissionais ligados ao novo Colégio Militar. Esse terreno, com entrada pela rua Tutóia, fazia parte do tombamento provisório, mas havia sido retirado durante a tramitação do projeto.

No complexo, o tombamento inclui quatro edificações: o Ginásio Esportivo Geraldo José de Almeida, conhecido como “ginásio do Ibirapuera”, o Estádio Ícaro de Castro Mello, ambos projetados pelo arquiteto Ícaro, o Conjunto Aquático Caio Pompeu Toledo, do arquiteto Nestor Lindenberg, e o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, anexo ao estádio.

Ficam fora do tombamento outras edificações hoje presentes no complexo, incluindo o palácio do judô, a moradia de atletas do antigo Projeto Futuro e as quadras externas de tênis, que não têm valor arquitetônico significativo.

A discussão sobre o tombamento do complexo projetado pelo arquiteto e atleta olímpico Ícaro de Castro Mello começou em 2017, por solicitação de um morador da região, no conselho estadual de patrimônio histórico, o Condephaat, após a gestão Geraldo Alckmin (então no PSDB) iniciar as discussões sobre a privatização.

O relatório técnico, que defendia o tombamento, só foi levado a votação no fim de 2020, após a divulgação da minuta do edital de privatização e de profundas mudanças na composição do conselho.

O tombamento acabou rejeitado no Condephaat com voto favorável dos representantes de universidades, do próprio Iphan e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), mas com a rejeição de todos os 13 representantes da então gestão João Doria (PSDB).

O tema foi levado ao Iphan sob influência do governo Jair Bolsonaro (PL), que se opunha politicamente a Doria e disse a atletas que não mediria esforços para barrar a iniciativa, conforme confirmou o então secretário de Esporte, Marcello Magalhães, à Folha.

No Iphan, o processo já havia sido iniciado no fim de 2020, a partir de três documentos: uma carta do arquiteto Ricardo Augusto Romano Sant’Anna solicitando o tombamento, um abaixo-assinado com 72 mil assinaturas e uma carta aberta assinada por docentes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Independente da influência de Bolsonaro, o tombamento já era amplamente defendido por arquitetos e especialistas em patrimônio histórico, e a decisão pelo tombamento emergencial veio em novembro de 2021.

O modelo de tombamento foi contestado judicialmente pelo governo de São Paulo, primeiro na gestão Doria e depois sob Tarcísio, mas o mandado de segurança impetrado pelo estado foi rejeitado pela Justiça Federal no início deste ano.

Relembre a discussão do tombamento do Complexo Constâncio Vaz Guimarães

2017 – Gestão Geraldo Alckmin anuncia plano de privatização e morador pede o tombamento do complexo no Condephaat (estadual)

Setembro/2020 – Governo João Doria (PSDB) propõe concessão do complexo com previsão de demolição do estádio e transformação do ginásio em shopping

Novembro/2020 – Condephaat rejeita o tombamento e, na prática, libera concessão

Dezembro/2020 – Arquiteto pede tombamento junto ao Iphan (federal)

Dezembro/2020 – Justiça barra edital para proteger o complexo

Abril/2021 – Iphan autoriza tombamento provisório emergencial

Jan/2024 – Justiça federal rejeita mandado de segurança do estado e mantém o tombamento provisório

Novembro/2024 – Iphan aprova o tombamento definitivo



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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