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Pedágio sem cancela vai prever 30 dias para pagamento – 11/10/2024 – Mercado

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André Borges

O governo Lula (PT) está com a resolução pronta para implantar o “pedágio eletrônico”, tipo de cobrança de pedágio que passará a ser feita em diversas estradas concedidas em todo o país e que prevê o pagamento do trecho efetivamente percorrido pelo usuário. A Folha teve acesso exclusivo a detalhes do texto que será apresentado na próxima semana pelo Ministério dos Transportes.

A regulamentação do pedágio eletrônico, também conhecido como “free flow”, prevê que as concessionárias instalem “pórticos” ao logo das estradas, que fazem a leitura de dados dos veículos, seja por meio de “tags”, como são chamados os chips instalados nos para-brisas, ou por meio das placas, como ocorre hoje com a identificação de multas de trânsito.

Ao passar por uma estação dessas, que deverá ser identificada por placas, o veículo terá seu dado automaticamente registrado por um sistema integrado e nacional.

A resolução vai prever prazo de até 30 dias para o motorista pagar a tarifa. Hoje, em praças onde o pedágio eletrônico já é testado no país, esse prazo é de até 15 dias, sem incluir multa.

Os dados de cobrança serão todos concentrados na CDT (Carteira Digital de Trânsito), aplicativo que hoje reúne documentos como a habilitação do motorista e de seu veículo. O texto prevê que seja criada uma nova aba no aplicativo, com informações sobre o trecho de pedágio que será cobrado. O motorista receberá um aviso dessa cobrança por meio do celular e poderá optar por diferentes formas de pagamento.

Para centralizar as informações sobre os pedágios eletrônicos, todas as transações serão captadas pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), órgão do Ministério dos Transportes, e consolidadas em um único sistema, que será gerido pelo Serpro, empresa de tecnologia do governo federal.

Prazo de 180 dias

A resolução prevê um prazo de até 180 dias para que as atuais concessionárias que já testam ou usam efetivamente o modelo de pedágio eletrônico se adequem às regras nacionais. Hoje, cada Estado tem administrado o tema de uma forma, sem haver integração de informações.

A rodovia Rio-Santos, administrada pela CCR Rio-SP, entre Ubatuba e Rio de Janeiro, já possui o sistema na BR-101, e foi a primeira rodovia do Brasil a contar com esse método de cobrança eletrônica de tarifas. A tecnologia também é utilizada em São Paulo, caso da rodovia Laurentino Mascari (SP-333), em Itápolis, em estradas da Serra Gaúcha (RS) e em trecho da MG-459, em Monte Sião, em Minas Gerais.

Essas são as primeiras concessões que terão de se adaptar às novas regras federais. O Ministério dos Transportes acredita, porém, que a tendência é de que as concessionárias que hoje utilizam a tradicional praça de pedágio também troquem esse tipo de cobrança pelo pedágio eletrônico.

Como os pórticos eletrônicos são estruturas mais simples, autônomas e baseadas, em grande parte, em tecnologia, são muito mais baratos que a tradicional praça de pedágio, que envolve grande número de pessoas, custos de manutenção, vigilância, entre outros, além de serem áreas mais expostas a acidentes.

Caso esse movimento das concessionárias atuais se concretize, a tendência é de que haja pedidos de reequilíbrio financeiro junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que fiscaliza o setor.

O novo modelo de pedágio eletrônico também tende a ser o tipo de proposta para embasar a modelagem financeira de novas concessões de rodovias.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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