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Pela 2ª vez no mês, ônibus não saem da garagem e 24 linhas ficam sem carros por mais de 3h em Rio Branco

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Pela segunda vez esse mês, os motoristas da Viação Floresta, em Rio Branco, fecharam os portões da empresa e os ônibus não saíram da garagem por mais de 3 horas nesta quarta-feira (17). Eles alegam que estão com salários atrasados desde dezembro. O serviço ficou até às 8h30.

Além dos salários de dezembro e janeiro, a categoria informou que está sem receber o décimo terceiro, férias e não tem tido o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A última paralisação do grupo tinha sido no último dia 5. O G1 não conseguiu contato com a empresa.

Motorista há 13 anos, Eder Oliveira disse que a situação está muito complicada e que essa é a única maneira encontrada pela categoria para reivindicar seus direitos.

“Peço desde já a compreensão da população e dos amigos que acompanham, que antes de criticar nossa categoria, venha se colocar no nosso lugar, para ver a realidade de um pai de família já há quase três meses sem pagar as contas, sem dinheiro para levar alimentação pra casa. Então, fica uma situação muito complicada nesse momento”, disse o motorista.

Motoristas alegam atraso no pagamento dos salários desde dezembro — Foto: Lidson Almeida/Rede Amazônica

Mais de 20 linhas prejudicadas

O diretor de transportes da Superintendência Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), Clendes Vilas Boas, informou que 24 linhas ficaram totalmente paradas por conta do bloqueio feito pelos motoristas na garagem. Segundo ele, cerca de sete mil pessoas circulam diariamente nessas linhas.

“Nós acompanhamos desde as 4h30, quando a empresa foi surpreendida pela paralisação dos motoristas. São problemas internos deles com os colaboradores. As medidas que a RBTRans tem a tomar são as notificações e autuação da operadora que descumpriu essas linhas. Essas linhas ficaram paradas, completamente desassistidas”, disse.

O motorista Maycon Sérgio trabalha na empresa há oito anos e falou sobre as dificuldades que a categoria vem enfrentando com a falta de pagamentos.

“Estou desde que entrei na empresa, há oito anos, com meu FGTS sem ser depositado e também estou na mesma situação dos demais. Salário de dezembro atrasado, janeiro, décimo, está tudo atrasado. Fica uma situação difícil, porque você tem parcela de carro, cartão de crédito e você não recebe para cumprir. É uma situação muito frustrante você trabalhar, ter uma vida numa empresa. Os ônibus estão aí trabalhando, arrecadando dinheiro e não está tendo pagamento.”

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