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Pelo menos 38 mortos em ataques israelenses contra Khan Younis, em Gaza | Notícias de Gaza

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Dezenas de palestinos foram mortos em ataques israelenses no sul de Gaza, disseram autoridades de saúde, enquanto o chefe dos direitos humanos da ONU alertava que o “momento mais sombrio” do ataque de Israel a Gaza estava se desenrolando no norte do território sitiado.

Mulheres e crianças estavam entre as pelo menos 38 pessoas mortas em ataques aéreos israelenses que atingiram várias casas em Khan Younis na sexta-feira, disseram autoridades de saúde.

Tareq Abu Azzoum da Al Jazeera, reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, disse que as imagens que mostram a cena do ataque em Khan Younis “são perturbadoras, com muitos corpos caídos no chão no Hospital Nasser enquanto pais e parentes se despedem das vítimas que foram transferidos para sepultamento.”

Ahmed Sobh contou como seu primo gritou: “Ajude-me, ajude-me”.

“Corremos e encontramos seus filhos, um menino e uma menina, martirizados. O filho dela estava deitado debaixo da coluna de concreto, demoramos uma hora e meia para tirá-lo”, disse ele à agência de notícias Reuters.

Ahmed al-Farra descreveu a escavação nos escombros para resgatar parentes, incluindo sua mãe, acrescentando que havia perdido 15 membros de sua família durante os ataques aéreos.

“Enquanto tentava desenterrar (minha mãe), olhei para esta parede e vi um tanque apontando para mim. Eu estava pensando: ‘Devo cavar ou devo cuidar do tanque’, o que devo fazer? Eu a desenterrei cheia de medo. Todo mundo estava fazendo o mesmo, cavando com medo”, disse ele.

Os ataques do exército israelense na Faixa de Gaza mataram pelo menos 72 pessoas desde a noite de quinta-feira, disseram autoridades de saúde.

Os últimos ataques incluem ataques a três casas em Beit Lahiya, no norte de Gaza, onde 25 pessoas foram mortas e dezenas de outras ficaram feridas, disseram médicos.

Mais tarde na sexta-feira, um ataque aéreo israelense matou nove pessoas no campo de refugiados de Shati, na cidade de Gaza.

Mais de 42.000 pessoas foram mortas desde que Israel lançou o seu ataque a Gaza em Outubro de 2023, segundo autoridades de saúde palestinianas.

Enquanto Israel continuava o seu bombardeamento em todo o território, o chefe dos direitos humanos da ONU alertou que a sua ofensiva no norte de Gaza poderia incluir “crimes atrocidades”.

As forças israelitas lançaram uma nova ofensiva no norte de Gaza há mais de duas semanas. Cerca de 400 mil pessoas estão presas na área – principalmente em Jabalia, Beit Hanoon e Beit Lahiya.

O Gabinete de Comunicação Social do Governo de Gaza disse que pelo menos 770 palestinianos foram mortos e outros 1.000 ficaram feridos no ataque, que entrou no seu 21º dia na sexta-feira. As forças israelenses também sitiado o Hospital Kamal Adwan, um dia depois de tanques bombardearem as instalações.

Volker Turk, o alto comissário da ONU para os direitos humanos, alertou na sexta-feira que as ações de Israel no norte de Gaza “correm o risco de esvaziar a área de todos os palestinos” e que “estamos enfrentando o que pode constituir crimes atrozes”.

Turk condenou os bombardeamentos “contínuos” no norte de Gaza e disse que “os militares israelitas ordenaram que centenas de milhares de pessoas se deslocassem, sem garantias de regresso. Mas não há maneira segura de sair.”

Num comunicado, ele disse que havia “mais de 150 mil pessoas supostamente mortas, feridas ou desaparecidas em Gaza” desde que a guerra começou há pouco mais de um ano.

“Inimaginavelmente, a situação está piorando a cada dia”, disse ele.

“O meu maior receio é que, dada a intensidade, amplitude, escala e natureza flagrante da operação israelita actualmente em curso no Norte de Gaza, esse número aumente dramaticamente.”

Turk apelou aos líderes mundiais para que agissem, sublinhando que todos os Estados são obrigados, nos termos das Convenções de Genebra, a garantir o respeito pelo direito humanitário internacional.

A sua declaração sublinhou a urgência da situação, alertando que “hoje o momento mais negro do conflito de Gaza está a desenrolar-se no norte da Faixa, onde os militares israelitas estão efectivamente a submeter uma população inteira a bombardeamentos, cerco e risco de fome”.

O chefe dos direitos humanos da ONU advertiu que havia “acesso extremamente limitado a esta parte de Gaza, (e) quase nenhuma ajuda chegou à área nas últimas semanas, permanecendo restrições ilegais”.

“Muitos agora enfrentam a fome.”

O alerta surge no momento em que os Estados Unidos renovam o seu esforço para um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Um funcionário do Hamas confirmou à Reuters na sexta-feira que uma delegação liderada pelo negociador-chefe do grupo, Khalil al-Hayya, chegou ao Cairo na quinta-feira para conversações com autoridades egípcias.

O responsável disse que o Hamas estava determinado a que qualquer acordo devesse pôr fim à ofensiva em Gaza, retirar as forças israelitas do enclave e alcançar um acordo de troca de prisioneiros por reféns.

Negociadores dos EUA e de Israel se reunirão em Doha nos próximos dias para tentar reiniciar as negociações, disseram autoridades na quinta-feira.

O Catar e o Egito atuaram como mediadores entre Israel e o Hamas em meses de negociações que fracassaram em agosto sem acordo.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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