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Pelo menos 42 mortos em violência sectária em Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão | Notícias sobre conflitos
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Homens armados abrem fogo contra ônibus que transportam peregrinos xiitas em Kurram, onde os confrontos com sunitas aumentaram nos últimos meses.
Homens armados abriram fogo contra comboios de peregrinos xiitas em noroeste do Paquistãomatando pelo menos 42 pessoas, segundo as autoridades da agitada província de Khyber Pakhtunkhwa.
Mulheres e crianças estavam entre as vítimas fatais nos ataques no distrito tribal de Kurram na quinta-feira, disse a polícia na sexta-feira.
A violência sectária aumentou desde Julho em Kurram, uma região que faz fronteira com o Afeganistão, entre tribos xiitas e sunitas devido a disputas de terras.
Homens armados abriram fogo contra dois comboios separados de peregrinos xiitas que viajavam com escolta policial em Kurram. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques.
Javedullah Mehsud, vice-comissário de Kurram, disse que os ataques ocorreram quando os comboios estavam a caminho da sede distrital de Parachinar para Peshawar.
Mehsud disse à Al Jazeera na sexta-feira que todos os corpos foram recuperados e os enterros seriam realizados no final do dia.
A polícia disse que 20 pessoas ficaram feridas.
“Também conseguimos recuperar ontem à noite 26 pessoas pertencentes à comunidade xiita, incluindo mulheres e crianças, que foram mantidas reféns por grupos sunitas”, disse Mehsud.
Ajmeer Hussain, 28 anos, sobreviveu ao ataque.
“O tiroteio irrompeu subitamente e comecei a recitar as minhas orações, pensando que estes eram os meus momentos finais”, disse Hussain à agência de notícias AFP.
“Deitei-me aos pés dos dois passageiros sentados ao meu lado. Ambos foram atingidos por múltiplas balas e morreram instantaneamente”, disse ele.
“O tiroteio durou cerca de cinco minutos.”
Condenando os ataques, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif disse: “Os inimigos da paz no país atacaram um comboio de cidadãos inocentes, um ato que equivale a pura brutalidade”.
Mehmood Ali Jan, um ancião tribal local, disse à Al Jazeera que os habitantes locais estavam furiosos com as autoridades, especialmente as autoridades, que deveriam fornecer segurança aos comboios, mas não o fizeram.
“As pessoas estão a planear reunir-se em Parachinar para protestar contra as forças de segurança”, disse Ali Jan.
Os ataques ocorreram dias depois de pelo menos 20 soldados terem sido mortos em incidentes separados na província. Em outubro, 11 pessoas foram mortas em confrontos tribais em Kurram.
Kurram tem uma longa história de conflitos sectários entre grupos xiitas e sunitas. Mais de 2.000 pessoas foram mortas no período de violência mais mortal entre 2007 e 2011.
A região montanhosa adjacente às províncias afegãs de Khost, Paktia e Nangarhar também se tornou um ponto crítico para grupos armados, com ataques frequentes dos talibãs paquistaneses ou Tehreek-e-Taliban (TTP) e do ISIL (ISIS).
No início deste mês, milhares de pessoas reuniram-se para uma marcha pela paz em Parachinar, instando o governo a reforçar a segurança dos 800 mil residentes de Kurram, dos quais mais de 45 por cento pertencem à minoria xiita.
Comentando os ataques de quinta-feira, Mehsud disse: “Há naturalmente muita raiva e fúria entre as pessoas na área… Esta foi uma disputa de terras que agora se transformou numa divisão tribal-sectária, mas temos total apoio dos anciãos tribais. não apenas de Kurram, mas também de outras áreas.”
As autoridades não podem descartar a presença de militantes neste ataque, disse ele, mas as investigações continuam.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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