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‘Perdi tudo:’ Bombeiros lutam contra incêndios ‘sem precedentes’ em Los Angeles | Notícias sobre a crise climática

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Uma pausa nos ventos fortes alimentando incêndios florestais mortais em Los Angeles e arredores proporcionou uma oportunidade para as tripulações progredirem na luta contra os incêndios, que devastaram várias áreas da segunda maior cidade dos Estados Unidos.

Cinco incêndios separados queimaram mais de 14.000 hectares (35.000 acres) até sexta-feira, de acordo com o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia, conhecido como Cal Fire.

As autoridades dizem que os dois maiores – os incêndios em Palisades e Eaton – já são considerados os mais destrutivos da história de Los Angeles.

“Estamos fazendo tudo o que podemos para controlar a situação e há relatos de sucesso”, disse a prefeita da cidade, Karen Bass, durante uma entrevista coletiva.

“Sabemos que teremos um possível aumento na força dos ventos no início da próxima semana, e preparar Los Angeles – fazendo tudo o que pudermos para salvar vidas – esse é o nosso trabalho número um.”

Na manhã de sexta-feira, o incêndio em Palisades no bairro costeiro de Pacific Palisades foi contido em 8 por cento, enquanto a contenção do incêndio em Eaton na comunidade de Altadena foi de 3 por cento, de acordo com Fogo Cal.

“Não está tão tempestuoso, então espero que isso ajude os bombeiros”, disse a meteorologista do Serviço Meteorológico Nacional Allison Santorelli sobre a previsão, acrescentando que as condições de incêndio ainda eram críticas com baixa umidade e vegetação seca.

Mas espera-se que qualquer abrandamento nos padrões de vento permita aos bombeiros no terreno obter apoio crucial, com aeronaves capazes de lançar água e retardadores de fogo nas colinas em chamas. “Há algumas boas notícias, se é que é possível”, disse Santorelli.

Milhares de residentes de Los Angeles foram forçados a fugir de suas casas depois que os incêndios rápidos eclodiram no início desta semana.

Pelo menos 10 pessoas foram mortas e mais de 10.000 estruturas destruídos em toda a cidade, de acordo com registros oficiais.

“O alcance, a escala e os movimentos erráticos destes incêndios são verdadeiramente sem precedentes”, disse o presidente dos EUA, Joe Biden, aos jornalistas na sexta-feira, antes de uma reunião informativa com autoridades federais e estaduais sobre os incêndios florestais.

Em meio a temores de saques e crimes, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, enviou a Guarda Nacional para reforçar a aplicação da lei e os soldados nas ruas. O xerife do condado de Los Angeles, Robert Luna, também impôs toque de recolher noturno em algumas áreas.

“Este toque de recolher será aplicado com rigor e está sendo adotado para melhorar a segurança pública, proteger a propriedade e evitar roubos ou saques na área que os moradores evacuaram”, disse Luna.

Cerca de 20 pessoas foram presas por saques até agora, disse o Departamento do Xerife.

Reportando de Pacific Palisades na manhã de sexta-feira, Rob Reynolds da Al Jazeera disse que a qualidade do ar na área continua extremamente ruim enquanto os incêndios continuam a arder.

“Há cinzas e poeira caindo ao nosso redor como uma leve nevasca”, disse ele.

Mas Reynolds disse que a boa notícia é que as equipes de combate a incêndios foram reforçadas com mais mão de obra e suprimentos para ajudar a conter as chamas em meio à melhoria das condições do vento.

“As tropas chegaram. Há muito mais bombeiros no local agora”, disse ele.

Entretanto, à medida que a escala dos danos começou a ficar evidente, os residentes têm-se debatido com cenas de devastação.

Nas Pacific Palisades, chaminés de tijolos pairavam sobre resíduos carbonizados e veículos incendiados.

“Não consigo descrever”, disse Kelly Foster, uma psiquiatra de 44 anos, enquanto vasculhava os escombros de cinzas onde ficava sua casa enquanto a fumaça subia das casas vizinhas e os aviões jogavam água nas proximidades. “Não tenho palavras.”

Hester Callul, que chegou a um abrigo depois de fugir de sua casa em Altadena, também disse que sua casa pegou fogo. “Perdi tudo”, disse ela à agência de notícias AFP.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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