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Pesquisa aponta quase 29% dos jovens no Acre não trabalham e nem estudam

G1, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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De acordo com a Pnad divulgada na manhã desta quarta-feira (19), mais da metade dos acreanos de 25 anos ou mais ainda não concluiu a educação básica.

Quase 29% dos jovens do Acre, entre 15 a 29 anos, não trabalham e nem estudam, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018, divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Brasil, a média de pessoas nesta condição é de 23%. Nos dois casos, o índice se manteve estável em relação à pesquisa anterior, de 2017.

O problema é maior entre as mulheres. De acordo com a pesquisa, 36,8% das mulheres jovens do estado não têm emprego e não estão estudando. Entre os homens, a proporção é de 21,1%.

Educação básica

A pesquisa aponta que 58,8% dos acreanos de 25 anos ou mais ainda não concluiu a educação básica. O ciclo básico de aprendizagem termina quando o estudante se forma no ensino médio.

Em 2017, o percentual de acreanos nessa faixa etária sem educação básica era de 59,4%. Com isso, a pesquisa de 2018 aponta uma queda de 0,6 pontos percentuais (p.p.) neste índice.

Ainda de acordo com o IBGE, as pessoas com mais de 25 anos no Acre estudaram, em média, ao longo de 8,2 anos. Só 11,7% da população acreana na mesma faixa etária concluíram o ensino superior.

O número de acreanos de 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever se manteve em 2018, comparado ao ano anterior e registrou uma taxa de 12,1%.

Crianças na escola

Em relação aos públicos ainda em fase escolar, a Pnad aponta que 34,2% das crianças de 0 a 3 anos do estado estavam na escola em 2018 e que 92,4% das crianças de 4 a 5 anos estavam matriculadas no ano passado.

Entre o público de 6 a 14 anos, o índice de matriculados era de 98,2%. Dos adolescentes de 15 a 17 anos, 82,6% estavam na escola em 2018.

Taxa de escolarização por faixa de idade no Acre (%)
20,120,178,678,698,298,282,682,633330 a 3 anos4 e 5 anos6 a 14 anos15 a 17 anos18 a 24 anos0100255075125

4 e 5 anos
78,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016/2018

Dados nacionais

A pesquisa mostra que 52,6% dos brasileiros de 25 anos ou mais não concluíram o mínimo de estudo esperado. A maior parte, 33,1%, não terminou nem o ensino fundamental. Outros 6,9% não têm instrução alguma, 8,1% têm o fundamental completo e 4,5% têm o ensino médio incompleto.

Na outra ponta, a da escolaridade completa, só 16,5% da população acima de 25 anos concluiu o ensino superior.

Os dados do IBGE apontam que a taxa de escolarização está acima de 90% entre a população de 4 a 14 anos, mas começa a cair entre aqueles que tem 15 anos ou mais.

O número de brasileiros de 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever um bilhete simples caiu 1,73% em 2018, comparado ao ano anterior, mas ainda soma 11,3 milhões de brasileiros analfabetos ou 6,8% da população.

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Detran participa de Programa de Educação de Trânsito nas escolas públicas de Tarauacá

Com objetivo de formar futuros condutores conscientes, a prefeitura de Tarauacá, em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC), iniciou nesta segunda-feira, 14, o Programa de Educação de Trânsito nas escolas públicas do município.

A cerimônia de abertura foi realizada na Escola Instituto São José e contou com a presença de autoridades do município e gestores do ensino público. As atividades encerram no dia 25 de outubro.

Após a cerimônia de abertura, os alunos participaram da palestra inaugural (Foto: Izaias Queiroz/Detran)

Todas as escolas públicas de Tarauacá serão contempladas. A programação conta com palestras, teatro infantil e uma oficina para multiplicadores de conhecimento, voltada especialmente para professores.

“Os professores já são multiplicadores do conhecimento. Por meio da oficina, pretende-se auxiliá-los para que eles consigam trabalhar a temática de trânsito dentro da sala de aula, contribuindo, assim, para uma cultura de paz nas vias”, afirma a gerente da 1ª Circunscrição Regional de Trânsito (1ª Ciretran) de Cruzeiro do Sul, Taynara Martins.

Os educadores da 1ª Ciretran  serão responsáveis por executarem as atividades educativas, contando com o apoio do Núcleo de Educação de Tarauacá, Secretaria Municipal de Administração, Secretaria Municipal de Educação, 2ª Ciretran de Tarauacá, Gabinete do Vereador Lauro Benigno e gestores das escolas públicas do município.

Por Ana Flavia Soares

(https://www.agencia.ac.gov.br/detran-participa-de-programa-de-educacao-de-transito-nas-escolas-publicas-de-tarauaca/

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Sindmed-AC se reúne com Gladson Cameli para tratar sobre plantões extras e contratos emergenciais

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O presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Murilo Batista, a diretora de Assistência do Pronto Socorro de Rio Branco, Michele Melo, e a médica Katia Fernanda, estiveram na manhã desta segunda-feira (14) em uma reunião com o governador Gladson Cameli e equipe para tratar sobre o risco de desassistência nos hospitais, garantia de pagamento de plantões extras e chamada de médicos em caráter emergencial caso os concursados que assinarem contratos não sejam suficientes para garantir o atendimento.

Murilo afirmou que atualmente já está existindo desassistência, haja vista que alguns médicos que terão contratos findados com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) temem realizar os plantões extras e não receberem.

“Houve uma nota, mas os profissionais estão relutantes, pois estarão fora do Estado já em outubro e não acreditam que possam receber por folha suplementar porque nunca viram isso acontecer em governo algum”, diz o sindicalista.

A respeito dos plantões extras, Michele protocolou um documento relatando a falta de médicos que não teriam seus contratos renovados e pediram para sair dos extras.

Para Murilo, a necessidade é imediata e não cabe planos futuros a longo prazo. Ainda sobre os plantões extras, o presidente do Sindicato afirmou que os profissionais, mesmo com a garantia do governo, estão relutantes em cumprir plantões extras.

“Saúde é serviço emergencial, é algo que se trata hoje, não no futuro. Temos coisas emergenciais para resolver e os médicos querem essa garantia de que irão mesmo receber”, diz.

Michele Melo, afirmou que há, atualmente, 40 profissionais com contratos emergenciais e que é preciso a garantia de que, após o fim destes contratos, não haverá falta de médicos.

“Só lá temos 40 médicos com contratos emergenciais, cujos contratos irão acabar. Preciso de garantia de que haverá médicos após o fim do contrato dos emergenciais, que se os concursados não forem em número suficiente que ao menos renovem esses emergenciais”, diz.

O procurador-geral do Estado, João Paulo Setti, afirmou que o governo irá antecipar a chamada dos aprovados até o dia 24, justamente para que não ocorra desassistência.

A grande preocupação da direção do Sindmed-AC é que há uma disparidade entre os 212 médicos que terão seus contratos findados e os que serão chamados, que chegariam a 144.

O governador Gladson Cameli exigiu que sua equipe jurídica e da saúde apresentem solução imediata para o caso.

A secretária de Saúde, Mônica Feres, reiterou o compromisso de pagar os plantões extras e salientou que não haverá descontinuidade na oferta de serviços médicos.

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