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Petro da Colômbia suspende negociações com rebeldes do ELN | Notícias sobre conflitos

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A medida surge em resposta aos ataques do ELN no nordeste do país, que o presidente Gustavo Petro descreve como crimes de guerra.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou a suspensão das negociações de paz com os rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN), acusando o grupo de cometer crimes de guerra na região de Catatumbo, na fronteira da Colômbia com a Venezuela.

“O processo de diálogo com este grupo está suspenso; o ELN não tem vontade de paz”, disse Petro em uma postagem nas redes sociais na sexta-feira.

Na quinta-feira, combatentes do ELN mataram pelo menos cinco membros do desmobilizado Grupo rebelde das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), informou a agência de notícias Reuters.

O ELN também lançou ataques contra uma facção dissidente das FARC conhecida como Estado Mayor Central (EMC), que está envolvida em conversações de paz separadas com o governo.

Carlos Ruiz Massieu, representante do chefe das Nações Unidas, Antonio Guterres, na Colômbia, condenou os ataques e apelou à proteção dos civis.

“Apelo aos grupos armados para que cessem as ações violentas”, disse Massieu numa publicação no X na quinta-feira. “A verdadeira vontade de diálogo exige o respeito pela vida daqueles que optaram pela paz”.

Reportando da capital colombiana, Bogotá, na manhã de sexta-feira, Alessandro Rampietti, da Al Jazeera, disse que o nível de violência relatado esta semana não era visto em Catatumbo há anos.

“Esta é uma região que sempre foi volátil”, disse Rampietti, explicando que diferentes grupos armados operam há muito tempo na área, no meio de uma luta pelo controlo das rotas de tráfico de cocaína e outras atividades ilícitas.

“Mas o que vimos acontecer desde ontem é o ELN perseguindo seus supostos inimigos com uma violência que não víamos há muito tempo”, disse ele. “Vimos mais de 70 famílias deixando esta área, deslocadas.”

Rampietti acrescentou que novos confrontos são esperados nas próximas semanas e meses.

No ano passado, o governo de Petro atingiu um trégua de seis meses e iniciou um processo de paz com o ELN, que expiraria em fevereiro.

Mas os confrontos têm repetidamente prejudicado as conversações, que foram suspensas em Setembro, após um ataque mortal do ELN contra forças governamentais. As negociações foram retomadas no final de 2024.

A Colômbia tem enfrentado uma guerra de décadas com grupos rebeldes de esquerda, alguns deles ligados ao tráfico de drogas.

O país alcançou um acordo histórico em 2016 que pôs fim aos combates com as FARC e viu membros do grupo deporem as armas. Mas a violência com as facções dissidentes do ELN e das FARC que não reconheceram o pacto de 2016 continuou.

Quando o esquerdista Petro assumiu o cargo em 2022, ele prometeu “paz total” no país e tentou pressionar por cessar-fogo com grupos armados.

“Trabalharemos incansavelmente para levar paz e tranquilidade a todos os cantos da Colômbia. Este é o governo da vida, da paz, e é assim que será lembrado”, disse Petro em seu discurso de posse.

Embora a sua estratégia tenha reduzido a violência, as lutas internas dos rebeldes e os confrontos com o exército colombiano persistiram.

“Os grupos armados continuam a cometer graves abusos contra civis e a expandir a sua presença em todo o país”, afirmou a Human Rights Watch num relatório recente.

“As forças de segurança e as autoridades judiciais falharam muitas vezes na proteção eficaz da população, na garantia do acesso das vítimas à justiça e na investigação e desmantelamento significativos de grupos criminosos.”

Essa semana, Guterres reiterou o seu apelo ao fim dos combates.

“Apelo às partes para que estabeleçam um novo cessar-fogo o mais rapidamente possível, com um mecanismo robusto de monitorização e verificação e um âmbito suficientemente amplo para aumentar a segurança das comunidades afetadas pelo conflito”, disse o secretário-geral da ONU num comunicado.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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