POLÍTICA
Polícia encontra bombas em carro que explodiu próx…
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1 ano atrásem
Ricardo Chapola
A Polícia Militar do Distrito Federal encontrou um veículo recheado de artefatos explosivos no estacionamento do Anexo 4 da Câmara dos Deputados, nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), informou na noite desta quarta-feira, 13, um porta-voz da corporação identificado como Sargento Santos. Trata-se do mesmo carro que explodiu por volta das oito horas da noite na região da Suprema Corte. Dois estrondos foram ouvidos no final da sessão plenária que discutia a legalidade de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. O corpo de uma pessoa, cuja identidade não foi revelada, foi encontrado próximo à estátua da Justiça, na entrada principal do STF.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso. O Comando de Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta-Intervenção da Superintendência Regional da PF no Distrito Federal, peritos e o Grupo Antibombas estão fazendo uma varredura no local. A área da Praça dos Três Poderes foi completamente isolada. A polícia investiga se outros explosivos podem estar escondidos na região.
De acordo com Sargento Santos, a corporação encontrou artefatos explosivos amarrados no veículo. Tempos depois, uma outra explosão foi ouvida. Ministros do Supremo foram retirados em segurança, e o prédio, evacuado. “O carro tem uma espécie de bomba. Tem vários explosivos fracionados, juntos, amarrados, com tijolos em volta. Só que não teve a ignição total, não houve a explosão”, disse Santos. “O indivíduo saiu correndo, a gente viu a fumaça e pensou que ele estava correndo por causa do incêndio no veículo. Posteriormente, a viu que se tratava de uma bomba”.

Em nota, o STF informou que “ao final da sessão do STF desta quarta-feira (13), dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança. Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela. Mais informações sobre as investigações devem aguardar o desenrolar dos fatos. A Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF”.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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