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Poluição do ar em Rio Branco chegou a ficar 13 vezes mais que o recomendado pela OMS
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4 anos atrásem
A concentração de partículas poluentes no ar tem atingido números alarmantes nos últimos dias no Acre. Nesta quarta-feira (7), Rio Branco chegou a registrar um nível de poluição 13 vezes maior do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como aceitável.
Dados dos sensores que monitoram a qualidade do ar, por meio do sistema Purple Air, mostram que a capital concentrou um pico de 347 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado. A média do dia foi de uma concentração 220 µg/m³.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a quantidade de material particulado por metro cúbico (µg/m³) aceitável é de 15 a 25 microgramas. Porém, a partir de 12 µg/m³ já oferece risco em uma exposição prolongada.
Com o índice registrado nesta quarta, segundo a plataforma de monitoramento, o risco de efeitos na saúde aumenta para todos com 24 horas de exposição.
Imagens mostram como estava o céu na capital acreana no dia 7 de setembro do ano passado e nesta quarta. Em 2021, apesar das altas temperaturas, o céu estava limpo. Já este ano, a fumaça encobre a paisagem.
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Imagens mostram céu em Rio Branco no dia 7 de setembro do ano passado e este ano — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica e Iryá Rodrigues/g1
Impacto na saúde
Os prejuízos são maiores para quem tem problemas respiratórios. O agricultor Antônio José procurou uma das unidades de pronto atendimento da capital por causa da tosse e conta que está tendo dificuldade para dormir. “Está com duas noites que não consigo dormir direito, com chiado no peito, com tosse e, com certeza, é por causa da fumaça mesmo.”
O número de atendimentos na UPA do Segundo Distrito aumentou na primeira semana de setembro. Segundo o gerente-geral da unidade, Carlos Cardoso, durante todo o mês de agosto, foram 928 atendimentos e somente nos dois primeiros dias de setembro mais de 50 pessoas foram atendidas.
“Recentemente, tocaram fogo aqui na Via Verde e afetou até aqui na unidade e a gente tem se preparado para atender essa demanda de crianças e também de adultos que nos procuram sobre essa questão das síndromes respiratórias”, informou.
Acre em chamas
O estado acreano registrou um salto nos focos de queimadas neste mês de setembro. Em apenas cinco dias foram 1.760 focos. Em agosto, no mesmo período, foram apenas 33 focos. Os dados são captados diariamente através do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com ajuda do satélite de referência Aqua.
O estado é o quarto do país com maior número de focos, com 11,5% dos 15.345 registrados, ficando atrás apenas do Pará (4.889), Mato Grosso (2.583)e Amazonas (2.094), entre os dias 1º a 5 de setembro.
Entre as cidades acreana, o recorde segue com Feijó com 32% dos focos de todo estado, ao registrar 576 focos. Logo depois vem Tarauacá com 253 e a capital Rio Branco com 151.
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Fumaça em Rio Branco nesta quarta-feira (7) — Foto: Marcos Vicentti/Arquivo pessoal
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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