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Por que consumir refrigerante faz tanto mal à saúde? – 17/12/2024 – Equilíbrio e Saúde
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Laiz Menezes
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (17) o texto da reforma tributária que coloca refrigerantes e outras bebidas açucaradas de volta na lista de bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente alvos do Imposto Seletivo, chamado de “imposto do pecado”.
O consumo de refrigerantes pode causar diversos problemas à saúde, como diabetes tipo 2, câncer de fígado, doenças cardiovasculares, obesidade e cáries dentárias, devido ao alto teor de açúcar, adoçantes artificiais e ácidos presentes nessas produtos.
Estudo elaborado a pedido da ACT Promoção da Saúde, organização não governamental que atua em prol de políticas públicas na área, mostra que as bebidas açucaradas respondem por cerca de 13 mil mortes a cada ano no Brasil e mais de 20% dos casos de sobrepeso e obesidade infantil, problema que já afeta 2,9 milhões de crianças.
A pesquisa mostra, ainda, que o sistema de saúde brasileiro gasta cerca de R$ 3 bilhões por ano no tratamento de doenças relacionadas ao consumo dessas bebidas.
“O excesso de açúcar livre, especialmente frutose, contribui para o acúmulo de gordura visceral, aquela gordura da barriga, além do acúmulo de gordura no fígado causando esteatose hepática [gordura no fígado]. Também aumenta a chance de desenvolver resistência insulínica e diabetes tipo 2″, afirma o médico Rubem Regoto, nutrólogo na Clínica Regoto.
O consumo elevado de açúcar começa a causar problemas já na boca, de acordo com a nutricionista Fernanda Larralde.
“Esses alimentos predispõem a uma maior ocorrência de cáries, gengivites e de alterações na própria mucosa da língua. Depois, a gente pode ter na parte do estômago uma alteração do pH, o que leva a uma piora da digestão e da absorção pelo intestino, o que mexe com a microbiota intestinal [complexo de espécies de microrganismos que vivem no trato digestivo].”
Com relação aos refrigerantes que são zero açúcar, a nutricionista diz que a diferença está no ganho de calorias. A bebida sem açúcar não tem calorias, mas ambas as versões são ultraprocessadas e não oferecem benefícios à saúde.
Para Lerralde, o grande problema do consumo do refrigerante é a recorrência. “Se a bebida passa a fazer parte da sua rotina, obrigatoriamente você não se vê sem ela. Se você consome mais de duas vezes na semana, isso já é dependência.”
Publicado em setembro na Lancet, um estudo que é considerado um dos maiores e mais longos sobre a relação entre consumo de ultraprocessados e saúde cardíaca mostrou que certos tipos de alimentos estavam mais associados a doenças cardiovasculares do que outros.
Das dez categorias de produtos industrializados que foram analisados, dois estavam claramente associados a maior risco: bebidas açucaradas e carnes, aves e peixes processados.
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O consumo de bebidas adoçadas também eleva o risco de desenvolver câncer de fígado e de mortalidade por doença crônica hepática, diz um estudo divulgado no ano passado pela revista especializada Jama (Journal of the American Medical Association).
O risco de ter câncer de fígado é 85% maior em pessoas que consumiam uma ou mais latas de bebidas açucaradas por dia, em comparação àquelas que consumiam raramente (três latas ou menos por mês). Já o risco de mortalidade por doença do fígado era 68% maior nos indivíduos que consumiam bebidas adoçadas uma ou mais vezes por dia.
A pesquisa avaliou a incidência de câncer de fígado em relação ao consumo de bebidas açucaradas em mulheres pós-menopausa de 1993 a 1998 nos Estados Unidos. O tempo de acompanhamento foi de 20,9 anos.
Mas o risco não está apenas no açúcar branco adicionado: pessoas que consumiram por dia uma ou mais latas de refrigerante diet ou de sucos adoçados artificialmente tiveram risco 17% maior de desenvolver câncer de fígado em comparação a quem consumiu até três latas por mês.
O consumo de bebidas açucaradas no mundo aumentou quase 16% (15,9%) de 1990 a 2018, passando de 2,4 porções por semana para 2,7. As taxas, porém, variam consideravelmente entre as diferentes regiões, sendo América Latina e Caribe (7,8) e África Subsaariana (6,6) as duas localidades com o maior consumo de bebidas açucaradas, enquanto a Ásia (0,7) tem a menor.
Os dados da pesquisa Global Dietary Database, que recebeu apoio financeiro da Fundação Bill e Melinda Gates e da Associação Americana do Coração, foram publicados em outubro de 2023 no periódico científico Nature Communications.
Para especialistas, a reforma tributária em curso é uma oportunidade para estimular políticas públicas em prol de uma alimentação mais saudável no país. Tributações maiores para ultraprocessados, bem como zerar as alíquotas de alimentos in natura, são algumas das sugestões.
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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