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Por que Lula não pode ceder à pressão de Putin sob…

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Matheus Leitão

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O veto do Brasil à Venezuela na questão dos Brics — grupo das cinco maiores economias emergentes do mundo — foi um ato político importante, mas não há certeza no campo diplomático de que essa oposição a Nicolás Maduro permanecerá, segundo apurou a coluna.

Grande aliada do regime de Nicolás Maduro, a Rússia está fazendo enorme pressão para que o país latino-americano entre nos Brics, que atualmente é formado pelo país de Vladimir Putin, além do Brasil, Índia, China e África do Sul.

A mão pesada da Rússia nos últimos dias foi seguida por uma vergonhosa sinalização do Itamaraty de que o veto ainda não é uma porta completamente fechada para o ingresso da Venezuela no grupo.

O governo brasileiro não deveria ceder às pressões russas neste caso — e isso não tem nada a ver com as ofensas de Nicolás Maduro ao presidente Lula nos últimos meses. Existem outros motivos mais importantes.

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Explico por que.

O Brasil é o fiador do acordo de Barbados, onde a Venezuela se comprometeu a realizar uma eleição transparente e a permitir a fiscalização internacional do pleito, mas não cumpriu nem uma coisa nem outra.

Não fez uma eleição transparente. Foi o contrário: roubou a eleição e, além disso, não permitiu a atuação de observadores internacionais.

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Será uma grande desmoralização para Lula, e para o governo brasileiro, caso o país ceda às investidas da dupla Rússia-Venezuela — leia-se Putin-Maduro—em relação aos Brics.

O líder do regime chavista se materializou em Moscou — ninguém sabia de sua participação — para o encontro do grupo econômico que acontece nesta semana. Não há segredo. Foi lá pressionar.

Que o presidente Lula — mesmo longe devido ao acidente doméstico —mantenha-se firme diante de mais uma fraude eleitoral de Maduro perante o mundo.



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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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