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Por um desfecho diferente, Atlético-MG pega o Flamengo para vingar o passado
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Festa do bicampeonato da Copa do Brasil.
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG / Esporte News Mundo
Por muitos anos, duas gerações de atleticanos, separados por quase duas décadas, tiveram que se apegar à história. A história dos grandes jogos e das grandes conquistas de outrora. Dos craques como Dario e Reinaldo, que há tanto tempo penduraram as chuteiras. Torcer para o Galo era, obviamente, um exercício de amor, mas, principalmente, de fé.
Fé nas palavras dos mais velhos, daqueles que prometeram dias melhores e daqueles que vibraram nas arquibancadas do antigo Maracanã com o gol de Dario, de cabeça, contra o Botafogo, no primeiro título de Campeonato Brasileiro do país. Fé nas palavras daqueles de quem herdaram o amor, a rivalidade e também a frustração pela forma que foram derrotados na final do Campeonato Brasileiro de 1980 e na queda da Copa Libertadores da América de 1981. Ambas protagonizadas pelo rival de domingo.
A história que foi contada, escrita e vivida para chegar até a final da Copa do Brasil contra o Flamengo, se atrelou às gerações e aos mais de 40 anos do começo dessa sina.
No início dos anos 1980, as duas equipes protagonizaram dois confrontos polêmicos que ainda incomodam o torcedor atleticano. O primeiro é a final da Taça de Ouro, o Campeonato Brasileiro, de 1980. O Galo havia vencido o jogo de ida por 1 a 0, com gol de Reinaldo, para mais de 90 mil presentes no Mineirão.
Com a vantagem, o Atlético jogava por um empate para se sagrar bicampeão brasileiro. Mas, o árbitro da partida expulsou três, incluindo Reinaldo, autor dos dois gols do Galo no jogo da volta. O Flamengo, então, venceu por 3 a 2, com três jogadores a mais, na frente dos mais de 150 mil presentes no Maracanã.
No ano seguinte, em 1981, a história teimava em perseguir os times. No jogo-desempate marcado para o Serra Dourada, Atlético e Flamengo decidiam quem avançaria para a fase final do torneio continental. No entanto, o jogo que começou, nunca terminou. Mais uma vez o árbitro se tornou o centro das atenções e expulsou 5 atleticanos. A partida foi paralisada e o rubro-negro avançou com uma vitória em W.O.
A arquiteta Raquel Siman (25) faz parte da nova geração de torcedores que cresceram com as histórias contadas, mas que pode ver o time ser campeão da Copa do Brasil duas vezes, da Libertadores e do Brasileirão. Embora tenha pouca idade, ela carrega consigo a importância do confronto e o peso da rivalidade.
— Na atual situação dos times, para mim, o Flamengo se torna mais rival que o Cruzeiro. Eu sinto que a nossa torcida tenta passar muito isso pros jogadores em campo, a história, a rivalidade, a importância da vitória. E eles têm pegado o recado. Então toda vez que a gente pega o Flamengo em alguma decisão de mata-mata, obviamente o fardo é maior, mas a história não pesa para a gente, eu acho que é justamente o contrário, dá mais vontade ainda de fazer o melhor — diz.
A arquiteta Raquel Siman (25) em um jogo do Atlético-MG, no Mineirão (
Foto: Reprodução/Instagram / Esporte News Mundo
Curiosamente, no choque de gerações, o empresário Júnior Ferreira (41), que nasceu três anos após a conquista do Brasileirão de 1971, prefere que o elenco entre em campo no domingo sem a responsabilidade do retrospecto do confronto.
— O jogo de 1981, sem sombra de dúvidas, é o maior roubo da história do futebol brasileiro. Mas não tem como voltar no tempo e acho que os torcedores, a diretoria e os jogadores têm que esquecer isso e focar nos 180 minutos que nos separam do tricampeonato — conclui.
Mas como deixar para trás toda a tensão emocional que o jogo carrega? Como ironia do destino, essa é a quarta vez em que Atlético e Flamengo se enfrentam na Copa do Brasil. Nas outras três, um deles sempre acabou campeão da competição. Em 2006 e 2022, o time carioca passou pelo alvinegro nas quartas e nas oitavas, respectivamente, e levantou a taça. Em 2014, foi a vez do Galo. Ele eliminou o adversário nas semifinais e se sagrou campeão no fim. Consequentemente, por se tratar de uma final, a estatística vai se manter.
Se depender de Júnior e Raquel, a alternância entre os campeões pende para o time comandado por Gabriel Milito dessa vez. Para eles, o confronto tem uma gama imensa de candidatos à héroi. Para Júnior, é a vez de “Hulk e Scarpa fazerem a diferença no ataque e, já na defesa, Everson e Battaglia”.
Raquel preferia que um desfalque da equipe fosse o protagonista, mas Deyverson não poderá atuar por já ter disputado a Copa do Brasil com a camisa do Cuiabá. No entanto, ela surpreende ao elencar um improvável candidato, porém, importante personagem nessa final. Segundo ela, o volante equatoriano Alan Franco será fundamental contra o Flamengo, pois “ele tem feito partidas excepcionais, com bons passes, boas interceptações e desarmes”.
O empresário Júnior Ferreira (41) em um jogo do Galo, na Arena MRV (
Foto: Reprodução/Instagram / Esporte News Mundo
A batalha no meio de campo, com certeza, será um dos pontos cruciais da partida. Se tratando de um jogo longe dos domínios atleticanos, o treinador Gabriel Milito, provavelmente, vai montar um verdadeiro estratagema para derrotar Filipe Luís.
O treinador, que mais de uma vez se mostrou um profissional capaz, ganhou a confiança dos torcedores. O empresário Júnior Ferreira é um deles e confia plenamente nas escolhas de Milito, e vê tons constantes de evolução.
— Ele está em evolução e adquirindo cada vez mais a confiança dos jogadores. Teve altos e baixos, né?! Errou quando pode errar e até acho que, em certo momento, ele usou o Campeonato Brasileiro para fazer as mudanças táticas. Então ele testa e o que não dá certo, descarta. O Milito não comete erro nas Copas — afirma.
Raquel está em sintonia com o empresário. Segundo ela, o técnico argentino tem muito mérito no quão longe o Galo chegou.
— Desde o primeiro dia do Milito eu apostei minhas cartas nele. Mesmo com menos de uma temporada no Galo e com um elenco que não foi ele que montou, ganhamos o Campeonato Mineiro, chegamos em uma final de Libertadores e uma final de Copa do Brasil. O cara é inteligente e estratégico. Tem que confiar — diz.
O Atlético-MG visita o Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo pelo primeiro jogo da finalíssima da Copa do Brasil. A partida acontece no próximo domingo (3/11), às 16 horas, no Maracanã.
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.
A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.
O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.
O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.
O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.
“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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