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PREFEITA MARILETE PARTICIPA DE HORA CÍVICA NA CRECHE MUNICIPAL FERNANDA ABREU

Na véspera do aniversário da cidade de Tarauacá, a Prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, participou da Hora Cívica na Creche Municipal Fernanda Abreu, acompanhada do Vereador Valdor do Ó, Secretário de Educação Orlando Bezerra e equipe da SEME. 

Na ocasião, o Secretário Orlando aproveitou o momento do ato solene para agradecer a gestora escolar e toda sua equipe pedagógica e os demais funcionários pelo excelente trabalho que vem sendo realizado na Creche, e disse que “a prefeita Marilete Vitorino tem sido uma guerreira por está fazendo um grande investimento na educação municipal de Tarauacá”, disse Orlando .

A Prefeita Marilete Vitorino, parabenizou todas as crianças, além da gestora Mônica pelo ótimo trabalho que ela vem prestado na educação infantil, juntamente com os professores e os demais funcionários de apoio. “Aproveito este excelente momento para convidar os pais presentes, dos nossos alunos, para participarem da festa do aniversário de Tarauacá, que acontecerá nesta quarta-feira, dia 24 de abril”, destacou a Prefeita.

A gestora Mônica Otaviano também agradeceu a prefeita Marilete Vitorino e o Secretário de Educação Orlando Bezerra pelo apoio, além da equipe pelo empenho de cada um em nosso ato solene com as nossas crianças”, falou Mônica, que também é professora.

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No AC, mulher celebra por ser a 1ª cacique da sua aldeia: ‘temos direito de assumir nosso espaço’

G1AC, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Vencer o preconceito e desconfiança. Estas são algumas barreiras que Edna Shanenawa, de 44 anos, Cacique da etnia Shanenawa, de Feijó, no interior do estado, precisa vencer diariamente para mostrar que ela também pode ser a líder de seu povo.

Edna conta que é a primeira mulher a tornar-se cacique do povo Shanenawa no Acre. Há cinco anos, ela assumiu o posto e vem mostrando, através da perseverança, que as mulheres também podem estar na liderança e teve que enfrentar resistência para assumir o posto.

“Mesmo as pessoas com preconceito, por achar que a mulher é incapaz, a mulher não pode assumir, foi passada essa responsabilidade a mim e assumi como cacique da nossa aldeia. Foi difícil porque não queriam uma mulher”, conta.

De acordo com a cacique, a tradição de seu povo é que a liderança seja passada de pai para filhos, de geração a geração. Mas, os pais tiveram apenas filhas mulheres e ela, como a mais velha, seria a responsável por ficar com o posto.

O pai de Edna foi cacique desde os 15 anos e aos 94 passou o posto para a filha, que lidera 19 famílias, aproximadamente 78 pessoas. Sendo que a maioria são mulheres.

São cinco anos na liderança e enquanto conversava com o G1, a cacique repetiu várias vezes que o desafio maior era o preconceito, o machismo e descrédito com o gênero feminino como uma das principais dificuldades em liderar.

“Os homens acham que nós só temos capacidade de estar na cozinha, parindo como qualquer animal reprodutor e plantar. E foi muito difícil por isso e a gente sabe que tem o direito de assumir o nosso espaço”, relembra.

Além disso, ela ressalta que, às vezes, é necessário se impor para poder conquistar o espaço almejado.

“Quando se nasce mulher, já nasce com preconceito entre os homens machistas. Mesmo que a liderança masculina não nos dê voz, a gente tem que levantar, levantar o dedo e dizer que a gente está presente. E estar presente não só sentada, mas tem que falar e fazer”, conta.

Aldeia das mulheres

Apesar dos desafios, Edna diz que está contente com os avanços já conquistados, principalmente o respeito gradual de seu povo que vem aprendendo a confiar em sua liderança.

Além disso, ela diz que incentiva as mulheres da aldeia a terem voz e ser sempre participativas, principalmente, por serem a maioria no local. Na aldeia, ela diz que há muitos avanços no cultivo, na produção de artesanato e também no ensino da língua nativa.

“São 10 homens para trabalhar e a maior parte são mulheres. E incentivo essas mulheres a buscarem participação fora da aldeia. O nosso papel lá dentro é muito forte no cultivo de plantas, no artesanato e no ensino da língua materna”, ressalta.

Mas, a cacique não está sozinha. Para enfrentar essa empreitada, ela diz que o apoio veio da família, os pais e irmãs, além do marido e dos cinco filhos.

“Foi muito difícil no início, mas quero levar de exemplo para as outras aldeias que nós mulheres temos capacidade e podemos. A gente não quer tomar a frente deles [dos homens], mas queremos trabalhar em parceria”, disse.

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Cartilha “Direito das Mulheres no Parto” é lançada na terça-feira

Assessoria, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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A cartilha “Direito das Mulheres no Parto” idealizada pelo Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde com apoio do Ministério Público do Acre foi lançado na terça-feira (25) na maternidade Bárbara Heliodora. Servidores, gestores e as futuras mamães tiveram a oportunidade de absorver mais conhecimento sobre o assunto e, quem sabe até, evitar que futuros crimes dessa natureza venham a ser praticados.

“É uma cartilha direcionada aos profissionais de saúde, aos profissionais de direito e a população em geral a fim de trazer e jogar luzes sobre esse problema e trazer mais esclarecimentos, inclusive, levando o conhecimento as diversas autoridades”, falou o promotor do MP/AC, Glauco Ney Shiroma.

Embora pouco divulgados os direitos das mulheres no parto existem e precisam ser respeitados e cumpridos. Abuso físico, violência verbal e emocional, e práticas sem consentimento são apenas alguns crimes citados e regulados pela Constituição Federal.

O texto da cartilha aborda, entre outros temas, questões relacionadas a falta de informações sobre os tipos de partos disponíveis, sobre a realização de cesária sem indicação e sobre cortes realizados no momento do nascimento.

Mas além de seguir o que diz a lei, é preciso também compartilhar esse conhecimento. O problema é que muitas mulheres, mães de primeira viagem ou que já tiveram outros filhos, nunca ouviram falar sobre violência obstétrica. E essa falta de conhecimento poder fazer com que elas se tornem as próximas vítimas.

Ana Maria e Márcia são dois exemplos dessa triste realidade. Elas fazem juntas o acompanhamento da gestação. Ana se prepara para o segundo filho, já a Márcia, para o sexto e mesmo já vivendo a experiência de um parto, não fazem a menor ideia do que seja violência obstétrica.

“Se eu sei é por outro nome, mas com esse nome mesmo nunca ouvi falar”, disse a dona de casa, Márcia Rosa.

O assunto ainda é tão recente, que até a própria procuradora Patrícia Rêgo, que coordena o Centro de Atendimento à Vítima, tem duvidas se, em algum momento, foi submetida a esse tipo de violência sem perceber.

“Eu sou mãe de quatro filhos e eu desconfio que eu tenha sofrido violência obstétrica e eu sou promotora de justiça, sou uma pessoa que estudou, que tem certo conhecimento, atuo com o direito há mais de 30 anos e quando eu escuto falar de violência obstétrica, quando eu entro numa discussão com os profissionais de saúde eu me pergunto se já sofri ou não”, ressaltou a procuradora.

Do ponto de vista médico hospitalar, o assunto também é muito bem recebido. “Eu acho que isso expressa uma maturidade da gestão da maternidade em trazer esse tema, faz tempo que nós praticamos o parto humanizado e não conheço nenhum caso de violência obstétrica, mas esse conhecimento é muito importante”, concluiu o diretor da maternidade, Wagner Bacelar.

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