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Presidente do México se fortalece em negociação com Trump – 07/03/2025 – Mundo
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Daniela Arcanjo
O estilo errático de Donald Trump costuma ser um desafio para líderes de outros países que precisam conviver com o presidente dos Estados Unidos —situação escancarada na semana passada, quando o americano e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, protagonizaram um bate-boca na Casa Branca.
Para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, porém, lidar com alguém com o temperamento de Trump nos últimos meses se tornou uma oportunidade para mostrar suas habilidades de negociação, projetando internacionalmente uma política que, com seis meses de mandato, goza de taxas de popularidade crescentes em seu país.
No início de fevereiro, Sheinbaum conseguiu, após uma “boa conversa com o presidente Trump”, em suas palavras, que os EUA adiassem a imposição de tarifas de 25% sobre produtos mexicanos por um mês. Na ocasião, a negociação “muito amistosa”, de acordo com o republicano, incluiu o envio de 10 mil agentes da Guarda Nacional mexicana à fronteira com o vizinho ao norte para controlar o tráfico de drogas.
Após o prazo se esgotar, na última terça-feira (4), a presidente afirmou que anunciaria tarifas retaliatórias em um evento no centro da capital —estratégia adotada pela China, também impactada pela guerra comercial de Trump. Outra negociação entre os dois países suspendeu novamente a aplicação das tarifas, no entanto.
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“Nossa relação tem sido muito boa, e estamos trabalhando duro juntos”, afirmou Trump nesta quinta-feira (6), em novos elogios públicos à sua homóloga mexicana.
“Tivemos uma excelente e respeitosa chamada”, respondeu ela. O festival em que a mexicana anunciaria as tarifas, porém, foi mantido. “Vamos comemorar a conquista desse acordo e vamos convidar grupos musicais para comemorar”, afirmou.
Em ambas as ocasiões, o Canadá, que sofre com as ameaças de tarifas de Trump da mesma forma, também conseguiu o adiamento. Mas o tratamento público entre os dois líderes ocorre em outros termos.
“Justin Trudeau, do Canadá, me ligou para perguntar o que poderia ser feito a respeito das tarifas. Eu disse que várias pessoas morreram devido ao uso do fentanil que veio das fronteiras do Canadá e do México, e nada me convenceu de que isso havia sido interrompido”, afirmou o republicano sobre a ligação com o premiê, qualificada por ele de “um tanto amigável”.
“Percebi que ele está tentando usar essa questão para permanecer no poder. Boa sorte, Justin!”, completou, em referência à queda de popularidade do canadense, que anunciou sua renúncia em janeiro e deve sair do cargo nos próximos dias.
Em um cenário tão pouco amistoso para negociações, o destaque de Sheinbaum pode ser uma novidade no campo internacional, mas, internamente, a política já vinha agradando os mexicanos. Desde outubro, quando tomou posse, a presidente só viu sua popularidade aumentar.
Especialistas costumavam ser céticos com a possibilidade de Sheinbaum ter o mesmo capital político de seu antecessor. Apadrinhada do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, que terminou o mandato com 68% de aprovação, de acordo com uma pesquisa do El Financiero, a presidente começou o seu mandato com 70% de aprovação, que variou dentro da margem de erro de 3,5 pontos percentuais para 69% no mês seguinte e, em fevereiro, chegou a 85%.
A relação cordial com Trump é uma façanha levando em conta também a relação agridoce entre México e EUA. A depender do tom, as negociações poderiam ser vistas como subordinação a Washington —algo que Sheinbaum tenta afastar em seus discursos.
Em fevereiro, quando acabara de negociar a prorrogação das tarifas, ela afirmou que, “nestes tempos em que aparecem ameaças à soberania nacional”, era hora de recordar a grandeza do México. “Que se ouça forte e longe que qualquer intenção de afetar nosso direito de ser um povo livre, um país independente, uma terra soberana, será recebida por um povo valente que sabe defender seus direitos e sua pátria”, disse.
A facilidade nos acordos se deve também, em partes, às suas pretensões na área de segurança pública —um dos maiores problemas do México atualmente. Ao que tudo indica, Sheinbaum quer repetir a sua estratégia de fortalecer a polícia, prender líderes de grupos criminosos e aumentar o uso de câmeras de vigilância para combater a violência.
Na semana passada, quando o prazo para aplicar novamente as tarifas se aproximava, o México extraditou aos EUA 29 líderes de grupos criminosos, uma das maiores operações do tipo da história do país. Trump rapidamente associou o feito à sua pressão tarifária, enquanto Sheinbaum afirmou que a medida atendeu a um interesse dos mexicanos.
A postura da presidente em relação à segurança, que envolve a continuidade da militarização levada a cabo por Obrador, pode lhe custar apoio entre determinados grupos, que veem ameaça aos direitos humanos na abordagem. Grupos feministas também têm se frustrado com Sheinbaum por seus planos para lidar com a violência de gênero, vistos como insuficientes em um país que teve mais de 700 feminicídios em 2024.
A sustentabilidade da estratégia, no entanto, é incerta. Em uma reportagem publicada nesta quinta, a agência de notícias Reuters afirmou que autoridades mexicanas e canadenses têm se mostrado cada vez mais frustradas com as negociações. Os relatos, em condição de anonimato, são de que as demandas dos EUA não estão claras e mudam constantemente.
No dia anterior, Sheinbaum havia repetido o que tem sido seu mantra ao tratar do assunto. “Devemos estar atentos e ter tranquilidade, cabeça fria.”
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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