POLÍTICA
Presidente do PRTB dispara vídeo de Marçal em tom…
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1 ano atrásem
Ramiro Brites
No segundo dia de 2025, o presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, disparou um vídeo narrado por Pablo Marçal em clima de pré-campanha eleitoral para a disputa pela Presidência da República, em 2026. Na narração do vídeo, o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo diz que a disputa de 2024 foi “só um ensaio” e se coloca como candidato para a próxima eleição.
“2026 está logo ali. Esse é um tempo de preparação, esse é um tempo do povo deixar o desânimo de lado e acreditar no Brasil”, diz Marçal no vídeo compartilhado por Avalanche, que ainda acrescentou a legenda: “Teremos a oportunidade de restaurar o nosso Brasil. Faz o ‘M’”.
Apesar de Avalanche contar com Marçal no PRTB, no fim de novembro, o coach disse a VEJA que negocia com Antonio Rueda para ingressar no União Brasil — legenda que já tem um presidenciável declarado, o governador de Goiás Ronaldo Caiado.
A elegibilidade de Marçal em 2026 ainda é uma dúvida. O coach foi indiciado pela Polícia Federal na investigação que apura a divulgação de um laudo falso às vésperas do primeiro turno das eleições de 2024. O documento fraudulento apontava que o deputado Guilherme Boulos, então candidato à Prefeitura paulistana pelo PSOL, era usuário de cocaína.
Além disso, há uma série de ações de investigação judicial eleitoral tramitando na Justiça Eleitoral contra o coach. Ainda sem data para ser julgada, a ação mais avançada apura suposto abuso de poder econômico em uma estratégia de compartilhamento por cortes de vídeo nas redes sociais. Há ainda ações por captação de recursos e até pela participação tumultuada no ato bolsonarista de 7 de setembro na Avenida Paulista, no último Dia da Independência. São muitos os processos com potencial de tornar Marçal inelegível.
No vídeo em que ignora os imbróglios judiciais, o terceiro colocado nas eleições paulistanas lembrou o slogan da campanha à prefeitura. “Fala que o Marçal mandou fazer o M e mandou um recado: vai cuidar da sua vida”.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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