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Primeiro-ministro do Catar pede às forças israelenses que se retirem da zona tampão da Síria | Notícias da Guerra da Síria
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O Xeque Mohammed também promete apoiar a nova administração e a reabilitação das infra-estruturas da Síria.
O primeiro-ministro do Qatar, Xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, exigiu que Israel “retirasse imediatamente” as suas forças da zona tampão estabelecida pelas Nações Unidas com a Síria, depois de tropas israelitas terem entrado na área após a remoção do antigo governante da Síria, Bashar al-Assad. .
Falando na quinta-feira numa conferência de imprensa em Damasco ao lado do governante sírio de facto Ahmed al-Sharaa, o Xeque Mohammed criticou as medidas israelitas para ocupar o território perto das Colinas de Golã, no sul da Síria.
“A tomada da zona tampão pela ocupação israelita é um acto imprudente… e deve retirar-se imediatamente”, disse o Xeque Mohammed.
Israel enviou unidades militares no mês passado para o zona tampãoque fica ao longo das Colinas de Golã e separa a Síria e Israel, depois de al-Assad ter sido derrubado por combatentes da oposição liderados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) de al-Sharaa. A área foi oficialmente designada zona desmilitarizada como parte de um cessar-fogo mediado pela ONU em 1974.
À medida que as suas tropas invadiam a área, Israel também lançou centenas de ataques aéreos em toda a Síria. Afirmou que os seus ataques aéreos faziam parte de uma campanha para impedir que armas caíssem nas mãos de “extremistas”, um termo que aplicou a vários grupos na Síria, incluindo o HTS.
Al-Sharaa disse na conferência de imprensa que o seu país está pronto para receber as forças da ONU na zona tampão.
“O avanço de Israel na região deveu-se à presença das milícias iranianas e do Hezbollah. Após a libertação de Damasco, acredito que eles não têm mais presença alguma. Há pretextos que Israel está a usar hoje para avançar para as regiões sírias, para a zona tampão”, disse ele.
“O Catar sem dúvida tem um grande papel a desempenhar. … Eles desempenharão um papel ativo na continuação do exercício de pressão (para que Israel se retire) juntamente com as nações ocidentais e europeias e os Estados Unidos da América”, disse ele aos repórteres em Damasco.
O Xeque Mohammed também prometeu apoiar a nova administração e a reabilitação das infra-estruturas da Síria, devastadas por quase 14 anos de guerra.
“Daremos o apoio técnico necessário para tornar a infraestrutura novamente operacional e daremos apoio ao setor elétrico”, afirmou, acrescentando que o Qatar “estende a mão aos nossos irmãos sírios para futuras parcerias”.
Ele também pediu o levantamento das sanções à Síria e destacou que “as sanções terão um impacto negativo no apoio prestado à Síria e ao povo sírio”.
Os EUA e a União Europeia impuseram sanções a al-Assad e ao seu governo por alegadamente terem cometido crimes durante a guerra, que começou depois de as forças de segurança terem reprimido os manifestantes pró-democracia em 2011.
Este mês, o Departamento do Tesouro dos EUA publicado uma licença geral com duração de seis meses que autoriza certas transações com o governo sírio, incluindo algumas vendas de energia e transações acessórias.
A ação não elimina quaisquer sanções, mas garantirá que estas “não impeçam atividades que satisfaçam as necessidades humanas básicas, incluindo a prestação de serviços públicos ou assistência humanitária”, afirmou o Departamento do Tesouro.
A UE tem acordado reunir-se-ão no final de Janeiro para discutir o levantamento das sanções à Síria.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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