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Principais serviços do Irã são fechados enquanto o rial cai em meio à crise energética e tensão regional | Notícias de negócios e economia
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Teerã, Irã – Dezenas de milhões de pessoas em todo o Irão enfrentam grandes perturbações à medida que as autoridades encerram serviços face a uma exacerbada crise energética e monetária no meio de tensões regionais históricas.
Esta semana, repartições governamentais, escolas, bancos e empresas nas principais províncias e na capital Teerão foram em grande parte encerradas devido ao agravamento da escassez de combustível e energia, à medida que as temperaturas caíram para níveis abaixo de zero.
O ministro da Energia, Abbas Aliabadi, disse na quarta-feira que 13 usinas de energia estão fora de serviço devido à falta de combustível.
“Se o combustível for fornecido, não haverá problemas no fornecimento de electricidade, uma vez que as centrais eléctricas passaram pelas reparações necessárias e estão prontas para o Inverno. O Ministério do Petróleo está acompanhando o fornecimento de combustível”, disse ele aos repórteres após uma reunião de gabinete.
Houve novos cortes de energia em residências em todo o país, a maioria dos quais ocorreram sem aviso prévio e duraram horas.
Houve também cortes massivos de energia industrial, afectando não apenas as grandes indústrias com utilização intensiva de energia, mas também muitas pequenas e médias empresas em todo o país.
Isto ocorre um mês depois de o Presidente Masoud Pezeshkian ter anunciado apagões – que foram implementados em poucos dias – alegando que a electricidade seria cortada porque o governo não deseja queimar combustível barato que poluiria o ar.
Mas Teerão e as principais cidades têm-se afogado constantemente num mar de poluição que tem sido visível até em imagens de satélite, enquanto os apagões – que por vezes também são acompanhados por interrupções nas comunicações à medida que torres de comunicações móveis e subestações de Internet ficam offline – persistem.
Situação dificilmente mudará no inverno
Prevê-se que a crise venha a desferir um golpe numa economia já fortemente tensa, que tem vindo a sofrer inflação disparada e desemprego elevado durante anos devido à má gestão local de vários governos e às duras sanções impostas pelos Estados Unidos.
Apesar de deter a segunda maior reserva comprovada de gás natural do mundo e ocupar o quarto lugar em termos de reservas comprovadas de petróleo bruto, o Irão enfrenta há anos escassez de gás durante o Inverno.
Os cortes de energia ocorreram em grande parte durante o verão anterior, mas recentemente foram atingidos pelo primeiro resfriado do inverno, com até mesmo especialistas da televisão estatal emitindo avisos severos de que o próximo ano poderia ser potencialmente muito pior.
As autoridades têm colocado a responsabilidade sobre o público, argumentando que os iranianos consomem níveis significativamente mais elevados de energia, especialmente gás natural, do que as pessoas de outros países.
A escassez de gás, por sua vez, coloca as centrais eléctricas fora de serviço ou obriga-as a queimar combustíveis baratos, sujos e de baixo rendimento como o mazut, um petróleo pesado de baixa qualidade que tem sido um dos principais impulsionadores da poluição atmosférica desenfreada no Irão em últimos anos.
No início deste mês, o vice-ministro da Saúde, Alireza Raisi, disse que 15% de todas as mortes em Teerão são causadas pela poluição atmosférica, com milhares de vítimas todos os anos.
O Ministro da Saúde, Mohammad Reza Zafargandi, disse na semana passada que o Irão sofre pelo menos 12 mil milhões de dólares em custos e danos devido à poluição atmosférica anualmente, e alguns cálculos colocam o valor perto de 20 mil milhões de dólares.
O presidente pediu desculpas ao público na segunda-feira pela escassez de combustível, sinalizando que é improvável que a situação mude durante o inverno.
“Se Deus quiser, tentaremos no próximo ano para que essas coisas não aconteçam”, disse Pezeshkian.
Rial leva uma surra
Por enquanto, o seu governo lançou uma iniciativa nacional que apela às pessoas para que diminuam a temperatura média das suas casas em 2 graus Celsius (3,6 graus Fahrenheit), a fim de ajudar a gerir a crise energética.
Os ministros do governo estão a filmar-se prometendo continuar empenhados na iniciativa, enquanto as luzes são alegadamente apagadas no pátio do gabinete do presidente.
As luzes também foram apagadas nas principais rodovias e vias expressas de Teerã e de outros lugares, mergulhando-os na escuridão total durante a noite, numa medida que a força policial disse que poderia causar mortes e prejudicar a ordem pública.
A crise energética afecta o país à medida que a moeda nacional do Irão, o rial, continua a atingir novos mínimos históricos quase diariamente.
O rial desgastado ultrapassou os 770.000 por dólar americano na quarta-feira no mercado cambial não oficial, continuando uma tendência que acelerou desde o início da guerra de Israel em Gaza no ano passado, e especificamente no rescaldo da queda do antigo presidente Bashar al-Assad na Síria semana passada.
Teerão perdeu um aliado de quatro décadas e um importante palco para o seu “eixo de resistência” com o colapso da dinastia al-Assad, alimentando preocupações de que o conflito possa aproximar-se do território iraniano.
Israel, que lançou o primeiro programa directo conhecido ataques aéreos em solo iraniano desde a década de 1980, no final de Outubro, ameaçou novos ataques à infra-estrutura nuclear e energética do Irão.
As tensões só deverão aumentar com a próxima administração do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que em 2018, no seu primeiro mandato, deu início à chamada Campanha de “pressão máxima” contra o Irão depois de abandonar unilateralmente o seu acordo nuclear de 2015 com potências mundiais.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre
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27 de janeiro de 2026O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.
A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.
“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.
A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.
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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
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20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
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